Espanto! Sim, foi espanto o que senti quando hoje entrei no Domingo de Manhã. Ontem tinha percebido que aqui o meu estaminé já tinha recebido 2994 visitas. Mas, no subconsciente, não concluí logo que estava bem perto dos três milhares.
Hoje, quando vim ver se tinha comentários e olhei para um número tão redondo até empurrei a cadeira para trás (Note-se o elevado grau de estabilidade deste elemento do mobiliário da empresa. Se a qualidade fosse duvidosa estou em crer que o mais certo era, neste preciso momento, eu estar no chão a contorcer-me com dores) com tamanha surpresa. (Este parágrafo ficou com um registo algo dramático...)
Bem, mas isto só é possível porque há quem cá vem. Não julguem que sou eu sozinho que aumenta a lista de visitantes. Se assim fosse seriam necessários quase dez anos.
Apareçam sempre! São bem vindos!
escrevo porque quero, escrevo porque me apetece, escrevo porque sim... e não tem de ser ao domingo de manhã!
31 outubro 2007
30 outubro 2007
sol e areia... e o mar? não há!
Este fim-de-semana já tinha planos para ir até ao Norte. Que saudades que tenho do berço... Tencionava ir quinta ou sexta, e poder passar uns dias descansados com a Paixão. Mas ontem recebi a notícia que amanhã, a seguir ao almoço, tenho de estar pronto e fazer-me à estrada, para percorrer cerca de 1500 quilómetros até ao Erg Chebi, a cadeia de dunas com maior dimensão mais perto de Portugal. Fica em Marrocos, na fronteira com a Argélia. É uma imensidão de areia, um paraíso para qualquer empreiteiro sem escrúpulos.

Reportagens em mente são pelo menos duas. Durante os três dias completos em que lá estarei não faltará tempo. Por regra levanto-me de madrugada, para aproveitar a luz do nascer do sol que é boa para as fotografias. É o resultado de ter fotógrafos profissionais na comitiva.

Bem, hoje o texto não flui como noutras ocasiões. Vou parar por aqui. Para a semana

Reportagens em mente são pelo menos duas. Durante os três dias completos em que lá estarei não faltará tempo. Por regra levanto-me de madrugada, para aproveitar a luz do nascer do sol que é boa para as fotografias. É o resultado de ter fotógrafos profissionais na comitiva.

Bem, hoje o texto não flui como noutras ocasiões. Vou parar por aqui. Para a semana
já cá canta!!!
Não estava programado, pelo menos para já. Eu sempre disse que iria comprar a Playstation 3, mas não tencionava fazê-lo tão cedo. Sempre disse, aliás, que primeiro queria comprar uma televisão a sério, e não a mini TV que me faz companhia mas não dá para mais. Mas na semana passada aconteceu um volte-face, daqueles que por vezes, muito raramente é certo, tornam os jogos de futebol excitantes até ao último minuto porque, nos últimos instantes, a nossa equipa da a volta ao resultado e ganha a partida. A Sony anunciou que tinha criado uma nova PS3, com disco de 40Gb e que custa 399€. Pensei cá para mim, "não compensa, a de 60Gb já está mais barata". E assim é. Por mais 100 euros trazemos mais disco, mais um comando e dois jogos... Cada jogo custa, em média, qualquer coisa como 50 ou 60 euros, por isso, é perceptível que a versão com mais capacidade tem uma melhor relação qualidade/preço.

O problema é que a empresa japonesa afirmou, também, que mal acabassem os modelos de 60Gb passariam a comercializar apenas a de 40Gb. Comecei a ficar preocupado. Tinha de a comprar agora, não podia desperdiçar a oportunidade. Solução? Que bela prenda de Natal, não? Pois assim foi. Depois de um chamada para o Pai Natal, recebi a autorização para escolher o presente. Lancei-me numa perseguição voraz à procura da versão promocional com os dois jogos e os dois comandos. Mas quando encontrava um espaço onde ainda haviam consolas. Mas parecia que estavam embruxadas. Mal as descobria, elas desapareciam. Já quase sem esperança, encontrei uma e já cá canta.
Mas é prenda de Natal! Não tem piada abri-la já, pois não? Vou mantê-la guardada. Só abro uma excepção. Tenho de a experimentar para comprovar que está tudo em ordem. Afinal, o senhor da loja disse-me logo: "Se acontecer algum problema nos próximos 30 dias venha cá para procedermos à substituição do aparelho. Depois disso, liga para este número, que é o apoio ao cliente da Sony, que eles vão buscar a consola a casa para reparação."

O problema é que a empresa japonesa afirmou, também, que mal acabassem os modelos de 60Gb passariam a comercializar apenas a de 40Gb. Comecei a ficar preocupado. Tinha de a comprar agora, não podia desperdiçar a oportunidade. Solução? Que bela prenda de Natal, não? Pois assim foi. Depois de um chamada para o Pai Natal, recebi a autorização para escolher o presente. Lancei-me numa perseguição voraz à procura da versão promocional com os dois jogos e os dois comandos. Mas quando encontrava um espaço onde ainda haviam consolas. Mas parecia que estavam embruxadas. Mal as descobria, elas desapareciam. Já quase sem esperança, encontrei uma e já cá canta.
Mas é prenda de Natal! Não tem piada abri-la já, pois não? Vou mantê-la guardada. Só abro uma excepção. Tenho de a experimentar para comprovar que está tudo em ordem. Afinal, o senhor da loja disse-me logo: "Se acontecer algum problema nos próximos 30 dias venha cá para procedermos à substituição do aparelho. Depois disso, liga para este número, que é o apoio ao cliente da Sony, que eles vão buscar a consola a casa para reparação."
24 outubro 2007
Ainda bem que gostam
Obrigado a todos os que mostraram agrado pela nova imagem aqui do Domingo de Manhã!!!
Este eu quero ver
Chama-se Fados mas é realizado por um realizador espanhol, de nome Carlos Saura. Para os conservadores trata-se de uma heresia, principalmente quando associam a música, tão tradicional, à dança. "Onde é que se viu, cantar o fado com bailado?", poderão dizer uns... "se a Amália fosse viva entrava em choque", poderão afirmar outros.
Mas eu não penso assim. Parece-me genial a abordagem de Saura ao tema, depois de ter feito o mesmo com o flamenco e o tango. Ainda não vi o filme, mas desde que assisti ao trailer pela primeira vez fiquei com uma curiosidade imensa. De tal forma que a banda sonora já faz parte da minha colecção de CD. Parece-me brilhante, associar a nossa música, cantada por Carlos do Carmo, Camané e Mariza com a dança. Mas, para além disso, o espanhol foi mais longe. Foi buscar cantores de fado vadio, convidou Caetano Veloso e Chico Buarque para cantarem fado, desafiou Lila Downs que interpreta uma música tão lusitana sem conseguir dizer os "ãos" ou os "ões". É magnífico.
Por isso digo, este filme eu quero ver!
Mas eu não penso assim. Parece-me genial a abordagem de Saura ao tema, depois de ter feito o mesmo com o flamenco e o tango. Ainda não vi o filme, mas desde que assisti ao trailer pela primeira vez fiquei com uma curiosidade imensa. De tal forma que a banda sonora já faz parte da minha colecção de CD. Parece-me brilhante, associar a nossa música, cantada por Carlos do Carmo, Camané e Mariza com a dança. Mas, para além disso, o espanhol foi mais longe. Foi buscar cantores de fado vadio, convidou Caetano Veloso e Chico Buarque para cantarem fado, desafiou Lila Downs que interpreta uma música tão lusitana sem conseguir dizer os "ãos" ou os "ões". É magnífico.
Por isso digo, este filme eu quero ver!
23 outubro 2007
lavagem necessária
Como já devem ter reparado os resistentes que diariamente, ou quase, se dão ao trabalho de carregarem nas teclas d o m i n g o m a n h a . b l o g s p o t . c o m o Domingo de Manhã acordou (tarde, muito tarde, eram quase quatro horas da tarde) de cara lavada.
Parece-me que está mais limpo, mais simples, mais claro e mais "amigo" da vista. Gostam? Digam que sim... ou não!!!
Digam apenas!
Parece-me que está mais limpo, mais simples, mais claro e mais "amigo" da vista. Gostam? Digam que sim... ou não!!!
Digam apenas!
aqui também se diz piaçaba
Solidário como sempre, não podia deixar de me associar a causa tão nobre. O vídeo de Ricardo Araújo Pereira lançou o mote e o movimento foi criado. Neste momento, o Domingo de Manhã já faz parte de tamanho fenómeno, onde amigos como o Blog Fenomenal também já estão inscritos. Aqui diz-se e escreve-se PIAÇABA
O certificado está na tarja colocada no canto superior esquerdo deste espaço. Se quiseram mais informações basta clicar lá.
E para aqueles que não viram a "arma do crime", aqui vos deixo tão grande preciosidade.
O certificado está na tarja colocada no canto superior esquerdo deste espaço. Se quiseram mais informações basta clicar lá.
E para aqueles que não viram a "arma do crime", aqui vos deixo tão grande preciosidade.
santa cabecinha... as chaves!!!
Não basta, por vezes, termos dias em que não paramos um bocadinho que seja, que é precisamente nesses momentos que temos as surpresas mais desagradáveis.
Na semana passada, já em casa, por volta da hora de jantar, recebo um telefonema. Era o chefe. Tinha de ir no dia seguinte ao Algarve, fazer uma reportagem. Bem sei que a notícia não espera, não é programa, mas em abono da verdade, não era uma viagem pela A2 fora que estava nos meus planos de uma terça-feira em que ainda me faltava fechar algumas páginas do jornal. O trabalho até podia ser interessante e lá decidi que iria.
Manhã seguinte. São cerca das nove horas. Preparo-me para sair de casa. Apanho nas chaves, vou a cozinha e coloco-as de novo na mesa. Saio de casa e, clank, fecho a porta. Naquele preciso momento sinto um frio gelado, um incómodo intolerável pela espinha acima... Por momentos, as minhas mãos deixaram de reagir aos impulsos cerebrais. Tinha deixado as chaves dentro de casa. Não podia ser pior, pois as soluções não eram propriamente atractivas.
Entre tentar saltar para a varanda e partir uma perna, um braço ou algo mais grave depois de cair no buraco ao pé do prédio, chamar os bombeiros e partir a janela, com todas as chatices que isso implica, ou ir a Portalegre na viagem de regresso do Algarve, a terceira opção foi a que me pareceu mais razoável. De repente, entre o fecho da edição, a reportagem no Sul do país, tinha acabado de colocar mais 300 quilómetros de viagem, no roteiro planeado. E tudo no momento em que a porta se fechou...
Na semana passada, já em casa, por volta da hora de jantar, recebo um telefonema. Era o chefe. Tinha de ir no dia seguinte ao Algarve, fazer uma reportagem. Bem sei que a notícia não espera, não é programa, mas em abono da verdade, não era uma viagem pela A2 fora que estava nos meus planos de uma terça-feira em que ainda me faltava fechar algumas páginas do jornal. O trabalho até podia ser interessante e lá decidi que iria.
Manhã seguinte. São cerca das nove horas. Preparo-me para sair de casa. Apanho nas chaves, vou a cozinha e coloco-as de novo na mesa. Saio de casa e, clank, fecho a porta. Naquele preciso momento sinto um frio gelado, um incómodo intolerável pela espinha acima... Por momentos, as minhas mãos deixaram de reagir aos impulsos cerebrais. Tinha deixado as chaves dentro de casa. Não podia ser pior, pois as soluções não eram propriamente atractivas.
Entre tentar saltar para a varanda e partir uma perna, um braço ou algo mais grave depois de cair no buraco ao pé do prédio, chamar os bombeiros e partir a janela, com todas as chatices que isso implica, ou ir a Portalegre na viagem de regresso do Algarve, a terceira opção foi a que me pareceu mais razoável. De repente, entre o fecho da edição, a reportagem no Sul do país, tinha acabado de colocar mais 300 quilómetros de viagem, no roteiro planeado. E tudo no momento em que a porta se fechou...
22 outubro 2007
Emoção a rodos
A Fórmula 1 tem estado uma monumental seca nos últimos anos. As ultrapassagens quase não existem, houve épocas em que Michael Schumacher ganhava tantas corridas que não deixava espaço para mais ninguém. Mas este ano não. Este ano foi em grande. As ultrapassagens continuam sem acontecer. É muito chato ver uma corrida de uma hora e meia e saber que os primeiros só trocam de posições durante a paragem nas boxes. Ainda assim, parabéns Ferrari, parabéns Raikkonen!
Com pezinhos de lã, como se fossem uns cordeiros, raramente se envolveram em polémicas. A única foi a queixa que fizeram no caso de espionagem. Pelo contrário, os rivais da McLaren todos os dias apareciam nos jornais por mais uma briga, um frase mal interpretada... Gossip ao seu mais alto nível. Era o Alonso que recusava passar férias com o patrão (fez ele bem, férias são férias), era o Hamilton que tinha namoradas que nem ele conhecia, era o fala ou não fala entre o antigo campeão do Mundo e o dono da equipa. Em Maranello não. A única coisa que diziam era que ainda iam ser campeão de pilotos. E foram! Honra lhes seja feita!!!

E na última corrida, o Grande Prémio do Brasil, a emoção existiu. Na frente não houve ultrapassagens digas desse nome, mas o suspense ficou até ao fim. De tal forma que mal cruzou a bandeira de xadrez Raikkonen não festejou. E muitos terão pensado que frio e calculista como é conhecido, daí a alcunha de Ice-Man, não iria comemorar. Como é que alguém poderia ser tão gelado? Não terá coração? Mas não, o finlandês só esteve à espera que Hamilton chegasse também... em sétimo!!! Ele precisava de saber que era nessa posição que o seu adversário terminaria porque só nessa altura poderia explodir de alegria. Mal isso aconteceu os dois braços do novo campeão do Mundo ergueram-se, saíram do habitáculo do Ferrari, e gesticularam na vertical, em direcção ao céu. Estava cumprida a missão de chegar ao cume...
Com pezinhos de lã, como se fossem uns cordeiros, raramente se envolveram em polémicas. A única foi a queixa que fizeram no caso de espionagem. Pelo contrário, os rivais da McLaren todos os dias apareciam nos jornais por mais uma briga, um frase mal interpretada... Gossip ao seu mais alto nível. Era o Alonso que recusava passar férias com o patrão (fez ele bem, férias são férias), era o Hamilton que tinha namoradas que nem ele conhecia, era o fala ou não fala entre o antigo campeão do Mundo e o dono da equipa. Em Maranello não. A única coisa que diziam era que ainda iam ser campeão de pilotos. E foram! Honra lhes seja feita!!!

E na última corrida, o Grande Prémio do Brasil, a emoção existiu. Na frente não houve ultrapassagens digas desse nome, mas o suspense ficou até ao fim. De tal forma que mal cruzou a bandeira de xadrez Raikkonen não festejou. E muitos terão pensado que frio e calculista como é conhecido, daí a alcunha de Ice-Man, não iria comemorar. Como é que alguém poderia ser tão gelado? Não terá coração? Mas não, o finlandês só esteve à espera que Hamilton chegasse também... em sétimo!!! Ele precisava de saber que era nessa posição que o seu adversário terminaria porque só nessa altura poderia explodir de alegria. Mal isso aconteceu os dois braços do novo campeão do Mundo ergueram-se, saíram do habitáculo do Ferrari, e gesticularam na vertical, em direcção ao céu. Estava cumprida a missão de chegar ao cume...
18 outubro 2007
É pouco? É chocante!!!
Ouvir o ministro Mário Lino dizer que a derrapagem orçamental nas obras de reparação do túnel do Rossio na ordem dos oito milhões de euros (7,7 milhões, para ser mais preciso), o que significa cerca de 20 por cento mais do que o orçamentado, não é muito, é mesmo pouco deixou-me chocado. Primeiro, porque ao dizer isto está, declaradamente a gozar com todos os portugueses, pois o dinheiro é dos contribuintes que trabalham, que se esforçam, que sofrem, e a desdramatizar um aumento colossal. Já pensaram bem o que são 7,7 milhões de euros? Não me parece que seja pouco nem normal que aconteçam escorregadelas desta monta. O problema é que neste cantinho à beira mar plantado isso é, de facto, a rotina, o normal, a regra.
Foto: Portugal Diário
Mas o que me chocou mais foi depreender algo extremamente preocupante das palavras de Mário Lino (é o mesmo que disse que abaixo do Tejo só havia deserto. Alguém se lembra?). O Público de ontem noticiava em primeira página que em Portugal há dois milhões de pobres, dos quais 740 mil vivem com menos de seis euros por dia. Ora, se Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes, quer dizer que os tais dois milhões são cerca de 20 por cento da população total.
É chocante que, na mente de um ministro, ter 20 por cento da população pobre é normal, é pouco, mesmo sendo o país membro da União Europeia e (supostamente) desenvolvido. Shame on you Mr. Lino! (Critiquem à vontade esta conclusão, mas em Filosofia sempre me ensinaram que podiamos tirar conclusões através do processo de indução (de um caso genérico para um em particular) ou de dedução (de um caso único e particular para os genéricos). Neste caso utilizei o segundo).
Foto: Portugal DiárioMas o que me chocou mais foi depreender algo extremamente preocupante das palavras de Mário Lino (é o mesmo que disse que abaixo do Tejo só havia deserto. Alguém se lembra?). O Público de ontem noticiava em primeira página que em Portugal há dois milhões de pobres, dos quais 740 mil vivem com menos de seis euros por dia. Ora, se Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes, quer dizer que os tais dois milhões são cerca de 20 por cento da população total.
É chocante que, na mente de um ministro, ter 20 por cento da população pobre é normal, é pouco, mesmo sendo o país membro da União Europeia e (supostamente) desenvolvido. Shame on you Mr. Lino! (Critiquem à vontade esta conclusão, mas em Filosofia sempre me ensinaram que podiamos tirar conclusões através do processo de indução (de um caso genérico para um em particular) ou de dedução (de um caso único e particular para os genéricos). Neste caso utilizei o segundo).
15 outubro 2007
Que grande viagem...
Experiência magnífica, a de andar de helicóptero. Ficam aqui três vídeos com a aproximação à pista e a aterragem...
10 outubro 2007
Queria meia dúzia de despertadores, sff...
Acordar às quatro horas da matina? Não há direito! E as oito horas de sono? É possível, pois é... mas não me estou a ver a ir para o vale dos lençóis às oito horas da noite... Não vejo as notícias sequer? Não há direito!
Não há direito!
Não há direito!
Não há direito!
O que vale é que o IC19 às cinco da manhã quase não tem trânsito. Devem passar só uns 500 carros por hora. Mas assim até chego ao aeroporto relativamente depressa. Só de pensar que se tivesse de lá estar às oito horas da manhã tinha de sair com, pelo menos, uma hora de antecedência... É de loucos não é?
Bem sei que o convívio com os amigos do trabalho durante o almoço é bom. Mas comer em casa também é óptimo e sabe bem matar saudades. Para além disso, se estivesse no Alentejo por vezes demorava quase tanto tempo a chegar ao aeroporto como agora, em que pernoito algures na Linha de Sintra. Não há direito!
E como a alvorada está marcada para tão cedo, se calhar é mesmo melhor passar por uma loja e comprar meia dúzia de despertadores, não? Assim como quem vai à mercearia e pede 200 gramas de fiambre, mais 200 gramas de queijo, quatro iogurtes, quatro papo secos (são carcaças lá nas minhas bandas), e um litro de leite. Ah, já agora ponha aí meia dúzia de despertadores...
Não há direito!
Não há direito!
Não há direito!
Não há direito!
O que vale é que o IC19 às cinco da manhã quase não tem trânsito. Devem passar só uns 500 carros por hora. Mas assim até chego ao aeroporto relativamente depressa. Só de pensar que se tivesse de lá estar às oito horas da manhã tinha de sair com, pelo menos, uma hora de antecedência... É de loucos não é?
Bem sei que o convívio com os amigos do trabalho durante o almoço é bom. Mas comer em casa também é óptimo e sabe bem matar saudades. Para além disso, se estivesse no Alentejo por vezes demorava quase tanto tempo a chegar ao aeroporto como agora, em que pernoito algures na Linha de Sintra. Não há direito!
E como a alvorada está marcada para tão cedo, se calhar é mesmo melhor passar por uma loja e comprar meia dúzia de despertadores, não? Assim como quem vai à mercearia e pede 200 gramas de fiambre, mais 200 gramas de queijo, quatro iogurtes, quatro papo secos (são carcaças lá nas minhas bandas), e um litro de leite. Ah, já agora ponha aí meia dúzia de despertadores...
Não há direito!
09 outubro 2007
Comer em casa é que é
Já não fazia isto há tanto tempo. Hoje senti um dejá vu! Vim almoçar a casa! Em três anos que vivo em Lisboa isso só aconteceu duas vezes... Soube tão bem.

É por coisas assim que sinto uma vontade tremenda, que me acompanha regularmente. Não fosse o facto de gostar tanto do que faço e acho que já tinha deixado a capital à procura de uma qualquer cidade média do nosso país. Quem me conhece sabe bem que gostava que isso acontecesse. Há pouco, em conversa com um amigo lá do trabalho, e que também sabe o que é viver em meios pequenos, comentava isso. Sabe tão bem poder sair e ir almoçar a casa, sem pressas, ver as notícias, e, se possível, estar com aqueles que nos são mais próximos...
As saudades da comida caseira não são muitas, porque por regra lá levo o farnel todos os dias e como na cantina... Mas em casa sabe melhor. Disso não tenho dúvidas.

É por coisas assim que sinto uma vontade tremenda, que me acompanha regularmente. Não fosse o facto de gostar tanto do que faço e acho que já tinha deixado a capital à procura de uma qualquer cidade média do nosso país. Quem me conhece sabe bem que gostava que isso acontecesse. Há pouco, em conversa com um amigo lá do trabalho, e que também sabe o que é viver em meios pequenos, comentava isso. Sabe tão bem poder sair e ir almoçar a casa, sem pressas, ver as notícias, e, se possível, estar com aqueles que nos são mais próximos...
As saudades da comida caseira não são muitas, porque por regra lá levo o farnel todos os dias e como na cantina... Mas em casa sabe melhor. Disso não tenho dúvidas.
08 outubro 2007
Que pergunta estúpida

Hoje fui comprar umas t-shirts. No processo de escolha saí-me com a pergunta chave, aquela que é mesmo absurda: "E a qualidade do algodão, é boa?"
O que achava eu que o senhor da loja me ia dizer? "Ah não, o melhor é não comprar que isso deforma-se ainda antes da primeira lavagem", ou então, "não leve isso que é do pior que existe. Além disso é produzido por miúdos com três anos que são espancados duas vezes por dia e que comem uma malga de sopa de quatro em quatro dias, trabalham dia e noite com três horas de sono de descanso. Aliás, a política da empresa é sonegar (gosto desta palavra...) os direitos aos trabalhadores e manter a actividade de modo paralelo à sociedade e respectivas economias (já vi isto nalgum lado...)".
É óbvio que quando perguntei se o tecido era bom me disseram que sim. E por acaso até é, mas se não fosse a resposta seria a mesma. Merecia era uma resposta igualmente estúpida... Enfim!
Até deixo de falar sobre futebol
Não há pachorra. Há pessoas com quem o assunto futebol passou a ser proibido. Pelo menos comigo é assim. Não tenho paciência para os aturar. Há meia dúzia de sportinguistas com quem não posso falar mesmo. São de uma incoerência. Até enjoa.
Andaram seis jogos a chorar porque os árbitros são os maus da fita, só prejudicam o clube do visconde... Mas hoje já não era bem assim... "Grande jogo o do Sporting. Demos três ao Guimarães".
Só se esquecem que o primeiro golo foi precedido de falta de um tal Vu...vic. Para além disso, dizem que dominaram e que a vitória é inteiramente merecida. Só se esquecem que não dominaram, foram dominados na primeira parte, e só conseguiram marcar porque um russo que veio do frio marcou de fora da área. Mas não, lá no burgo desta malta facciosa o Sporting fez um grande jogo...
Por isso, com estas pessoas eu fecho a loja!
Andaram seis jogos a chorar porque os árbitros são os maus da fita, só prejudicam o clube do visconde... Mas hoje já não era bem assim... "Grande jogo o do Sporting. Demos três ao Guimarães".
Só se esquecem que o primeiro golo foi precedido de falta de um tal Vu...vic. Para além disso, dizem que dominaram e que a vitória é inteiramente merecida. Só se esquecem que não dominaram, foram dominados na primeira parte, e só conseguiram marcar porque um russo que veio do frio marcou de fora da área. Mas não, lá no burgo desta malta facciosa o Sporting fez um grande jogo...
Por isso, com estas pessoas eu fecho a loja!
02 outubro 2007
Que grande baile
A noite era de festa. Comemorava-se a passagem de ano, julgo que de 1999 para 2000. O Parque das Nações era um dos centros da folia na capital portuguesa.
Depois de algumas cervejas e outras bebidas com teor alcoólico, a vontade de mijar era muita. Fui à casa-de-banho. O frio era muito e tinha um gorro na cabeça que tapava uma ferida na testa, resultado de um confronto injusto com um vinho verde de pressão que me levou a tropeçar numas escadas.
Estava já em plena acção, muito mais aliviado, quando duas pessoas entram na casa-de-banho. Quase não dei por eles. Mas eles fizeram questão de dar por mim. "Oh bacano, dá aí uns trocos...", disse-me um.
Mas a percepção da realidade já não era a mesma. As cervejas tinham algo de poção mágica, sentia-me uma espécie de gaulês, sem receio de nada. Àquele pedido não tive outra resposta. Limitei-me a dizer: "Estás a dar baile?" Fez-se silêncio. O tempo parecia imenso até que um dos pobres rapazes diz para o amigo: "Vamos embora pá, que este gajo não é de confiança"...
Nota: A história não se passou comigo, isso é um facto. Mas optei por dramatizá-la e, na primeira pessoa, parece-me mais conseguido.
Depois de algumas cervejas e outras bebidas com teor alcoólico, a vontade de mijar era muita. Fui à casa-de-banho. O frio era muito e tinha um gorro na cabeça que tapava uma ferida na testa, resultado de um confronto injusto com um vinho verde de pressão que me levou a tropeçar numas escadas.
Estava já em plena acção, muito mais aliviado, quando duas pessoas entram na casa-de-banho. Quase não dei por eles. Mas eles fizeram questão de dar por mim. "Oh bacano, dá aí uns trocos...", disse-me um.
Mas a percepção da realidade já não era a mesma. As cervejas tinham algo de poção mágica, sentia-me uma espécie de gaulês, sem receio de nada. Àquele pedido não tive outra resposta. Limitei-me a dizer: "Estás a dar baile?" Fez-se silêncio. O tempo parecia imenso até que um dos pobres rapazes diz para o amigo: "Vamos embora pá, que este gajo não é de confiança"...
Nota: A história não se passou comigo, isso é um facto. Mas optei por dramatizá-la e, na primeira pessoa, parece-me mais conseguido.
Não resisti... é mesmo o melhor do Mundo
Este vídeo já circula há uns dias, mas não podia de deixar aqui a minha homenagem a um momento de comicidade e humor absolutamente brilhante. Parabéns aos Incorrígiveis, às Produções Fictícias, aos Gato Fedorente, and so on and so on... Agora até parecia um discurso de agradecimento nos Oscares, ou nos nossos Globos de Ouro!!!
De regresso
Já estou em Portugal. Cheguei há dois dias.
A zona de Sanremo é fenomenal. As paisagens são absolutamente estrondosas. Gostei muito das montanhas, da possibilidade de, em plena serra, poder ver a imensidão de um mar Mediterrâneo calmo e tranquilo.
Depois, bem, as aldeias são tão características... Vale a pena uma visita. Aliás, estou a ponderar seriamente um regresso, mas não em trabalho. O ideal era sair de Portugal de carro, atravessar Espanha e passar França, preferencialmente pelo Sul. Dizer olá ao Mónaco e chegar à bella Italia!!!
Ah, e o custo de vida não é muito alto. Espreitei um supermercado e os preços não são muito caros. Ao nível de Lisboa, talvez. Também fui a alguns restaurantes. Havia uns onde os preços das pizzas variava entre os seis e os nove euros, dentro do que se paga cá no burgo, não?
A zona de Sanremo é fenomenal. As paisagens são absolutamente estrondosas. Gostei muito das montanhas, da possibilidade de, em plena serra, poder ver a imensidão de um mar Mediterrâneo calmo e tranquilo.
Depois, bem, as aldeias são tão características... Vale a pena uma visita. Aliás, estou a ponderar seriamente um regresso, mas não em trabalho. O ideal era sair de Portugal de carro, atravessar Espanha e passar França, preferencialmente pelo Sul. Dizer olá ao Mónaco e chegar à bella Italia!!!
Ah, e o custo de vida não é muito alto. Espreitei um supermercado e os preços não são muito caros. Ao nível de Lisboa, talvez. Também fui a alguns restaurantes. Havia uns onde os preços das pizzas variava entre os seis e os nove euros, dentro do que se paga cá no burgo, não?
29 setembro 2007
Prontissimo
Parece incrível, mas já tenho a reportagem do Rali de Sanremo feita. Amanhã, quando chegar a casa, é só dar mais uma vista de olhos aos textos e confirmar se está tudo em ordem. Que sensação de alívio...
Isto é que foi pedalar, ou melhor, escrever. Para além da reportagem para o papel, ainda escrevi, durante os últimos dias, uma série de notícias para o site.
Tenho a sensação de dever cumprido.
Agora só já devo dar notícias a partir do aconchego do lar!
Isto é que foi pedalar, ou melhor, escrever. Para além da reportagem para o papel, ainda escrevi, durante os últimos dias, uma série de notícias para o site.
Tenho a sensação de dever cumprido.
Agora só já devo dar notícias a partir do aconchego do lar!
28 setembro 2007
Noites longas
Esta noite só fui para a cama por volta das cinco horas da madrugada. Trabalho a quanto obrigas...
Mas as coisas são assim. Por vezes, os esforços valem reportagens com mais valor. E isso dá um enorme prazer.
Mas as coisas são assim. Por vezes, os esforços valem reportagens com mais valor. E isso dá um enorme prazer.
Um balde de água fria
A minha vinda a San Remo tinha, como principal propósito, fazer a reportagem daquela que é a estreia em ralis no estrangeiro de Bruno Magalhães, o actual líder do campeonato português da disciplina.
Mas num troço realizado à noite, o maior da prova com 44 quilómetros de extensão, o piloto português teve um acidente, no mínimo, incaracterístico. Bruno Magalhães bateu em cheio num adversário que se tinha despistado e tinha o carro atravessado no meio da estrada. Não é normal, e quando saímos de uma curva de quarta a fundo... (Por isso é que não acho piada àquelas pessoas que andam depressa nas estradas abertas do dia-a-dia, especialmente em zonas encadeadas. Nunca sabemos o que está do lado de lá da curva. Imaginem que o andamos depressa e nos deparamos com uma carroça. Quem é inconsciente nunca terá pensado nisso, pois não? Bem este parênteses já vai longo.)
Enfim, foi um grande balde de água fria. A primeira preocupação foi saber se os intervenientes no acidente estavam bem. E estavam de facto. Quando me certifiquei disso comecei a pensar que a reportagem que tinha idealizado estava estragado. Sim, porque eu gosto de fazer o trabalho de casa e preparar as coisas antes. Mas às vezes nem tudo corre como esperamos.
Assim, a preocupação seguinte foi a de pensar numa alternativa. Já a tenho, mas isso implica que hoje a noite seja longa... Agora desculpem-me, mas não posso dizer o que estou a pensar fazer. O segredo é a alma do negócio. :)
Mas num troço realizado à noite, o maior da prova com 44 quilómetros de extensão, o piloto português teve um acidente, no mínimo, incaracterístico. Bruno Magalhães bateu em cheio num adversário que se tinha despistado e tinha o carro atravessado no meio da estrada. Não é normal, e quando saímos de uma curva de quarta a fundo... (Por isso é que não acho piada àquelas pessoas que andam depressa nas estradas abertas do dia-a-dia, especialmente em zonas encadeadas. Nunca sabemos o que está do lado de lá da curva. Imaginem que o andamos depressa e nos deparamos com uma carroça. Quem é inconsciente nunca terá pensado nisso, pois não? Bem este parênteses já vai longo.)
Enfim, foi um grande balde de água fria. A primeira preocupação foi saber se os intervenientes no acidente estavam bem. E estavam de facto. Quando me certifiquei disso comecei a pensar que a reportagem que tinha idealizado estava estragado. Sim, porque eu gosto de fazer o trabalho de casa e preparar as coisas antes. Mas às vezes nem tudo corre como esperamos.
Assim, a preocupação seguinte foi a de pensar numa alternativa. Já a tenho, mas isso implica que hoje a noite seja longa... Agora desculpem-me, mas não posso dizer o que estou a pensar fazer. O segredo é a alma do negócio. :)
27 setembro 2007
E cá estou eu parlando italiano
Bem não é bem assim. Além de uns grazie, de uns prego, de uns ciao ou de uns bon giorno, pouco mais digo...
Já estou em San Remo, mas se me perguntarem se é uma cidade bonita... bem, não tenho resposta. Isto é parecido com a zona de Nice e do Mónaco, afinal é aqui bem perto, não é?
Mas por estes lados o tempo não está famoso. Em Portugal não estava um calor daqueles, mas aqui fui abençoado por chuva, frio e trovoada. Melhor que isto não há!!!
Bem, queria escrever mais, mas tenho de ir, a correr, à assistência porque é preciso falar com os pilotos. Afinal estou cá por causa do rali...
Já estou em San Remo, mas se me perguntarem se é uma cidade bonita... bem, não tenho resposta. Isto é parecido com a zona de Nice e do Mónaco, afinal é aqui bem perto, não é?
Mas por estes lados o tempo não está famoso. Em Portugal não estava um calor daqueles, mas aqui fui abençoado por chuva, frio e trovoada. Melhor que isto não há!!!
Bem, queria escrever mais, mas tenho de ir, a correr, à assistência porque é preciso falar com os pilotos. Afinal estou cá por causa do rali...
Macaquinho de imitação
Ontem fui acusado de ser macaco de imitação. Sei que me inspirei num argumento utilizado no texto em que pedia comentários. É verdade, isso de dizer que cortava os pulsos tem direito de autor e não sou eu. Obrigado Namaste!!!
Bem, mais uma noite que chegou ao fim. Só falta fazer a mala e saltar para a cama. Amanhã, ou melhor, hoje o despertador toca (não, não é o telefone. Isso é um programa esquisito que deve dar sono até aos que sofrem de insónias) lá para as seis e meia da matina...
Bem, mais uma noite que chegou ao fim. Só falta fazer a mala e saltar para a cama. Amanhã, ou melhor, hoje o despertador toca (não, não é o telefone. Isso é um programa esquisito que deve dar sono até aos que sofrem de insónias) lá para as seis e meia da matina...
26 setembro 2007
Vou ali e já venho
Amanhã é dia de viagem. Às 8h40 tenho de estar no aeroporto. O trajecto é Lisboa-Nice, num voo TAP operado pela Portugália. Ali chegados é hora de ir até San Remo. Sim, vou de avião para França, mas o destino é Itália.
Regresso no domingo. Por isso já sabem, se não disser nada entretanto é porque não deu. Mas se puder venho aqui deixar o meu testemunho...
Regresso no domingo. Por isso já sabem, se não disser nada entretanto é porque não deu. Mas se puder venho aqui deixar o meu testemunho...
Fechados para a História
Mal saí de casa passei pelo quiosque que há lá perto. Fui buscar o segundo volume de uma colecção extraordinária, editada pelo Expresso. Chama-se Grandes Fotógrafos. A primeira retratava Portugal, através das lentes de alguns dos melhores disparadores obturadores que existem no planeta.
Neste segundo volume, Robert Capa, Henri Cartier-Bresson (um dos fundadores da agência Magnum, considerada a melhor agência fotográfica do Mundo), W. Eugene Smith e Yevgeni Khaldei transmitem, através da sua máquina, um olhar fotográfico de algumas guerras mundiais. Ainda não vi o livro todo, mas nas primeiras páginas há um particular destaque para a Guerra Civil de Espanha. Sabiam que Barcelona foi atacada pelos franquistas, obrigando milhares de republicanos a refugiarem-se em França? Eu não. Aliás, sinto vergonha, mas tenho de admitir que pouco mais sei acerca desta guerra do que o quadro de Guernica, pintado e imortalizado pelo génio espanhol das artes plásticas, Pablo Picasso. É triste dizer isto porra. Passou-se tudo mesmo aqui ao lado. A zona da raia ainda viveu esse embate com intensidade e nós pouco sabemos. Salvo uma mini-série produzida pela RTP há uns anos e quase não se fala nisso.

Mas isto não é de estranhar. Até a nossa História é mal tratada. Não defendo que se deva dar mais umportância a algumas fases da História em detrimento de outras. É certo que há épocas que têm repercussões sociais, políticas, económicas ou culturais muito mais fortes do que outras. Mas vejamos. Todos nós sabemos que houve o 25 de Abril de 1974. Mas nem todos sabem porque é que aconteceu, no que resultou. Foi há pouco mais de 30 anos, mas as gerações que nasceram depois disso quase não são informadas... Não temos direito?

Dizem-nos, mas isso faz parte dos programas curriculares. Pois faz, mas são sempre as últimas páginas, por vezes nem são abordadas porque entretanto o ano lectivo está no fim. Isto acontece meus senhores! Ou não se dá ou é dado à pressa só para ficar no sumário das aulas. Sei que, por evzes, é difícil relatar e explicar com distanciamento algo que ainda está tão fresco na memória de alguns, mas isso não serve de justificação para tudo. Além disso, a perspectiva dada nas salas das escolas acaba por ser extremamente romântica, com a história dos cravos nas armas e pouco mais. Não há uma contextualização política, não se explica quais foram as consequências, como se viveram aqueles anos seguintes. O PREC, por exemplo, não passa de um pequeno apontamento histórico, como se não tivesse muita importância. Não percebemos, com profundidade, as evoluções políticas ou as questões mais prementes da sociedade da altura. Não sei quem foi o primeiro presidente da Assembleia Constituinte, mas nem é isso o mais importante. Gostava de saber, sim, o que implicou esse orgão e o que lhe aconteceu. Tenho uma ideia, mas há quem não saiba, sequer, o que isso é.
Neste segundo volume, Robert Capa, Henri Cartier-Bresson (um dos fundadores da agência Magnum, considerada a melhor agência fotográfica do Mundo), W. Eugene Smith e Yevgeni Khaldei transmitem, através da sua máquina, um olhar fotográfico de algumas guerras mundiais. Ainda não vi o livro todo, mas nas primeiras páginas há um particular destaque para a Guerra Civil de Espanha. Sabiam que Barcelona foi atacada pelos franquistas, obrigando milhares de republicanos a refugiarem-se em França? Eu não. Aliás, sinto vergonha, mas tenho de admitir que pouco mais sei acerca desta guerra do que o quadro de Guernica, pintado e imortalizado pelo génio espanhol das artes plásticas, Pablo Picasso. É triste dizer isto porra. Passou-se tudo mesmo aqui ao lado. A zona da raia ainda viveu esse embate com intensidade e nós pouco sabemos. Salvo uma mini-série produzida pela RTP há uns anos e quase não se fala nisso.

Mas isto não é de estranhar. Até a nossa História é mal tratada. Não defendo que se deva dar mais umportância a algumas fases da História em detrimento de outras. É certo que há épocas que têm repercussões sociais, políticas, económicas ou culturais muito mais fortes do que outras. Mas vejamos. Todos nós sabemos que houve o 25 de Abril de 1974. Mas nem todos sabem porque é que aconteceu, no que resultou. Foi há pouco mais de 30 anos, mas as gerações que nasceram depois disso quase não são informadas... Não temos direito?

Dizem-nos, mas isso faz parte dos programas curriculares. Pois faz, mas são sempre as últimas páginas, por vezes nem são abordadas porque entretanto o ano lectivo está no fim. Isto acontece meus senhores! Ou não se dá ou é dado à pressa só para ficar no sumário das aulas. Sei que, por evzes, é difícil relatar e explicar com distanciamento algo que ainda está tão fresco na memória de alguns, mas isso não serve de justificação para tudo. Além disso, a perspectiva dada nas salas das escolas acaba por ser extremamente romântica, com a história dos cravos nas armas e pouco mais. Não há uma contextualização política, não se explica quais foram as consequências, como se viveram aqueles anos seguintes. O PREC, por exemplo, não passa de um pequeno apontamento histórico, como se não tivesse muita importância. Não percebemos, com profundidade, as evoluções políticas ou as questões mais prementes da sociedade da altura. Não sei quem foi o primeiro presidente da Assembleia Constituinte, mas nem é isso o mais importante. Gostava de saber, sim, o que implicou esse orgão e o que lhe aconteceu. Tenho uma ideia, mas há quem não saiba, sequer, o que isso é.
23 setembro 2007
É de esgotar a paciência
Uma pessoa fica cansada. Estamos em pleno século XXI e já não há paciência para certas pessoas. É difícil aguentar. Mas, sinceramente, já não sei o que é, se desfasamento da realidade, se incompetência, ou simplesmente idiotice.
Infelizmente é bastante comum haver pessoas que nem na sua própria Língua sabem escrever, mesmo que já ostentem, com orgulho, o canudo debaixo do braço. Coincidência ou não, este foi conseguido numa instituição de ensino superior privada (onde é que eu já ouvi falar dum caso parecido? estou confuso!). Isso acontece mesmo. Mas se fosse só isso. Já pensaram em aturar alguém que aparece e se mostra muito competente por ter tirado um curso, ter feito uma pós-graduação no estrangeiro e, ainda, ter trabalho em cadeias de televisão, mas que depois não percebe absolutamente nada daquilo que tem de fazer? É duro, ter de ensinar alguém bem mais velho do que nós, que diz ter a mesma formação que a nossa, a fazer o seu trabalho ou a escrever em Português.
Foi um fim-de-semana duro. Nunca pensei ter tantas dificuldades com a situação. Eu não era assim. Quando comecei não era assim. Dedicava-me mais, esforçava-me mais, mas, acima de tudo, tinha um pouco mais de noção do que era o tipo de trabalho que tinha de fazer. Digamos que é o mesmo que termos formação para médico e, quando começamos a trabalhar não sabemos sequer pegar num bisturi. Estão a ver o ridículo da situação?
Bem, não me vou alongar muito. Um dia destes conto mais uma coisa. Mas, já agora, quem souber onde se levanta o volume do computador que diga. Eu sei, mas essa pessoa não!
Infelizmente é bastante comum haver pessoas que nem na sua própria Língua sabem escrever, mesmo que já ostentem, com orgulho, o canudo debaixo do braço. Coincidência ou não, este foi conseguido numa instituição de ensino superior privada (onde é que eu já ouvi falar dum caso parecido? estou confuso!). Isso acontece mesmo. Mas se fosse só isso. Já pensaram em aturar alguém que aparece e se mostra muito competente por ter tirado um curso, ter feito uma pós-graduação no estrangeiro e, ainda, ter trabalho em cadeias de televisão, mas que depois não percebe absolutamente nada daquilo que tem de fazer? É duro, ter de ensinar alguém bem mais velho do que nós, que diz ter a mesma formação que a nossa, a fazer o seu trabalho ou a escrever em Português.
Foi um fim-de-semana duro. Nunca pensei ter tantas dificuldades com a situação. Eu não era assim. Quando comecei não era assim. Dedicava-me mais, esforçava-me mais, mas, acima de tudo, tinha um pouco mais de noção do que era o tipo de trabalho que tinha de fazer. Digamos que é o mesmo que termos formação para médico e, quando começamos a trabalhar não sabemos sequer pegar num bisturi. Estão a ver o ridículo da situação?
Bem, não me vou alongar muito. Um dia destes conto mais uma coisa. Mas, já agora, quem souber onde se levanta o volume do computador que diga. Eu sei, mas essa pessoa não!
Alguém deixa uma palavrinha?
Era simpático, no mínimo. Não é que escreva para que a malta desate para aí a comentar, como se não houvesse amanhã. Mas assim de vez em quando, como quem não quer a coisa... umas palavrinhas apenas!
Ah, mas descansem, se ninguém disser nada eu não vou cortar os pulsos e também não corto os pulsos nem pratico autoflagelação!
Ah, mas descansem, se ninguém disser nada eu não vou cortar os pulsos e também não corto os pulsos nem pratico autoflagelação!
20 setembro 2007
Momentos revisitados
Continuo em alta com Ornatos Violeta. Ontem foi o "Cão", hoje durante o dia também, mas agora à noite apeteceu-me ouvir o "Monstro precisa de amigos". É magia musical que discorre para dentro dos meus ouvidos...

Colocar o cd no leitor do portátil (as coisas já não são como dantes, em que era preciso a aparelhagem...) e voem alguns anos atrás. Dei por mim numa pequena sala, que não tinha mais de oito ou dez metros quadrados. As paredes estavam forradas de cortiço. Não sei se era da Robinson, não faço ideia, mas esta fábrica já mandou rolhas ao espaço. Respeitinho, portanto! Uma mesa redonda. Mais duas rectangulares, com todo um aparato áudio... mesa de mistura, leitores de cd's e uma infinidade de botões. A um canto uma pequena TV que nem sempre cooperava.
Lá estávamos os cinco, a Das Carlas, o Dos Mários, o Dos Mouros, o Dos Bats e o Dos Picados (parvoíces, que mais lhes hei-de chamar?). Todos os sábados, das 13h às 15h, ao vivo e em directo toda a antena regional da São Mamede vibrava com os cinco da radiofonia. Era o programa do IPJ ao mais alto nível.

Ali aconteceu de tudo, festejaram-se aniversários (e que festas foram), fizeram-se debates com as juventudes partidárias, discutíamos o sol e a lua. A minha implicância era comum, não havia duas horas de emissão que não passasse uma trilha de Ornatos. Tinha de ser. Cada um tinha direito a, pelo menos uma música à sua escolha. Quando chegava a minha vez o álbum quase que saltava direito ao leitor. Bons tempos aqueles. Muitos risos com o Homem que arranhou o porco-espinho, chegar dois minutos antes da emissão começar, não era preciso ensaiar nem nada. Às vezes a malta estava com uma dor de cabeça. "Então que te aconteceu?" Pergunta estúpida, principalmente feita num sábado ao final da manhã. Sexta já era dia de borga...

Colocar o cd no leitor do portátil (as coisas já não são como dantes, em que era preciso a aparelhagem...) e voem alguns anos atrás. Dei por mim numa pequena sala, que não tinha mais de oito ou dez metros quadrados. As paredes estavam forradas de cortiço. Não sei se era da Robinson, não faço ideia, mas esta fábrica já mandou rolhas ao espaço. Respeitinho, portanto! Uma mesa redonda. Mais duas rectangulares, com todo um aparato áudio... mesa de mistura, leitores de cd's e uma infinidade de botões. A um canto uma pequena TV que nem sempre cooperava.
Lá estávamos os cinco, a Das Carlas, o Dos Mários, o Dos Mouros, o Dos Bats e o Dos Picados (parvoíces, que mais lhes hei-de chamar?). Todos os sábados, das 13h às 15h, ao vivo e em directo toda a antena regional da São Mamede vibrava com os cinco da radiofonia. Era o programa do IPJ ao mais alto nível.

Ali aconteceu de tudo, festejaram-se aniversários (e que festas foram), fizeram-se debates com as juventudes partidárias, discutíamos o sol e a lua. A minha implicância era comum, não havia duas horas de emissão que não passasse uma trilha de Ornatos. Tinha de ser. Cada um tinha direito a, pelo menos uma música à sua escolha. Quando chegava a minha vez o álbum quase que saltava direito ao leitor. Bons tempos aqueles. Muitos risos com o Homem que arranhou o porco-espinho, chegar dois minutos antes da emissão começar, não era preciso ensaiar nem nada. Às vezes a malta estava com uma dor de cabeça. "Então que te aconteceu?" Pergunta estúpida, principalmente feita num sábado ao final da manhã. Sexta já era dia de borga...
19 setembro 2007
Saudosismo
Também me sinto assim hoje. Que querem? Há dias assim, não posso agora é? (Que estranho, agora até a minha escrita está diferente. Está tudo louco, pânico, pânico)
Há uns dias que andava com vontade de ouvir Ornatos Violeta no carro. Não passa muito tempo que não tenham de girar no auto-rádio ou em casa. Mas depois esquecia-me de ir buscar. Isto de não ter uma estante com os cd's todos arrumados não é vida para ninguém! Mas vá lá, hoje fui buscar o cd. Foi no momento em que escrevi o post anterior. Não foi para copiar a letra. Aquela parte sei de cor.
Esta banda é fantástica. Foi depois, mais ou menos, do Sudoeste 1997 que comprei o cd. Não fui ao festival, mas já tinha vontade de o ter e depois de ter ouvido na Antena 3 o concerto e de um amigo me ter dito que tinha sido muito bom decidi comprar. Falei nisso em casa e não é que um dia ou dois dias depois os meus pais me fazem a excelente surpresa de me oferecer o Cão. Nem imaginam a quantidade de vezes que este disco compacto já rodou...

Os concertos que vi adorei. Mas isso conto mais tarde! Oiçam Ornatos!!!
Há uns dias que andava com vontade de ouvir Ornatos Violeta no carro. Não passa muito tempo que não tenham de girar no auto-rádio ou em casa. Mas depois esquecia-me de ir buscar. Isto de não ter uma estante com os cd's todos arrumados não é vida para ninguém! Mas vá lá, hoje fui buscar o cd. Foi no momento em que escrevi o post anterior. Não foi para copiar a letra. Aquela parte sei de cor.
Esta banda é fantástica. Foi depois, mais ou menos, do Sudoeste 1997 que comprei o cd. Não fui ao festival, mas já tinha vontade de o ter e depois de ter ouvido na Antena 3 o concerto e de um amigo me ter dito que tinha sido muito bom decidi comprar. Falei nisso em casa e não é que um dia ou dois dias depois os meus pais me fazem a excelente surpresa de me oferecer o Cão. Nem imaginam a quantidade de vezes que este disco compacto já rodou...

Os concertos que vi adorei. Mas isso conto mais tarde! Oiçam Ornatos!!!
Débil mental
É que eu não sou um débil mental,
Eu posso estar errado ou ter agido mal,
Pois pago o preço que tiver de pagar,
Se for para tal eu sofro só.
Se não te agrada a forma de eu falar,
Acorda e vê que eu cago pró teu não gostar,
Se as minhas calças
parecem de um pijama,
Da próxima vez eu saio como entrei na cama!
Hoje apetece-me cagar para algumas pessoas. Mas cagar de alto. O que pensam de mim? Sou saco para toda a obra? Não, assim não pode ser!!! Tenho direitos!!! Não estou preso!!!
Nota: Para quem não sabe, a letra é dos geniais Ornatos Violeta. Para mim são os melhores, se é que nesta coisa da música temos mesmo de estabelecer classificação. Que raio, gosto e pronto! Oficialmente acabaram, mas cá no fundo mantenho a esperança de os poder voltar a ver ao vivo... Ainda não vi o Mata-me outra vez. Devem-me essa! Tenho dito!
Eu posso estar errado ou ter agido mal,
Pois pago o preço que tiver de pagar,
Se for para tal eu sofro só.
Se não te agrada a forma de eu falar,
Acorda e vê que eu cago pró teu não gostar,
Se as minhas calças
parecem de um pijama,
Da próxima vez eu saio como entrei na cama!
Hoje apetece-me cagar para algumas pessoas. Mas cagar de alto. O que pensam de mim? Sou saco para toda a obra? Não, assim não pode ser!!! Tenho direitos!!! Não estou preso!!!
Nota: Para quem não sabe, a letra é dos geniais Ornatos Violeta. Para mim são os melhores, se é que nesta coisa da música temos mesmo de estabelecer classificação. Que raio, gosto e pronto! Oficialmente acabaram, mas cá no fundo mantenho a esperança de os poder voltar a ver ao vivo... Ainda não vi o Mata-me outra vez. Devem-me essa! Tenho dito!
Portugal está mesmo na moda
Que grande notícia. Roger Federer vem ao Estoril Open do próximo ano! A prova de terra batida tem trazido, nos últimos anos, cada vez melhores tenistas, mas nunca cá tinha vindo o melhor. Agora, vem cá o número um. Isto é fantástico.

Foto: Raisport
Desportivamente estamos na moda. Felizmente, o Rali de Portugal voltou ao Mundial e mesmo que em 2008 isso não aconteça, já foi bom. (Mas queremos mais, pois claro está).
O Lisboa-Dakar já vai acontecer pela terceira vez, o Euro-2004 foi o sucesso que se sabe. É muito bom tudo isto. É verdade que continuamos a receber miseravelmente e que, de vez em quando, há uns iluminados que defendem que é preciso despedir mais, como defendeu Ludgero Marques, o presidente, salvo erro, da Confederação da Indústria Portuguesa.
A taxa de desemprego é cada vez maior, temos pessoas a viver abaixo da linha da pobreza (sim, não é só em África que isso acontece, em Portugal também), os jovens são cada vez mais dependentes dos pais e quando começam a trabalhar têm de continuar a receber mesada, enfim, o cenário não é famoso.
Mas perdoem-me. Ontem fiquei feliz quando soube que o maior às do ténis mundial vinha ao Estoril Open. Também podemos sorrir de vez em quando não?
Ah, já agora, ALLEZ LOBOS ALLEZ!!! Força para o jogo contra a Itália que se realiza no Parque dos Príncipes, em Paris, mais logo! Foi o primeiro jogo do Mundial com bilhetes esgotados!!! Somos os maiores!

Foto: Raisport
Desportivamente estamos na moda. Felizmente, o Rali de Portugal voltou ao Mundial e mesmo que em 2008 isso não aconteça, já foi bom. (Mas queremos mais, pois claro está).
O Lisboa-Dakar já vai acontecer pela terceira vez, o Euro-2004 foi o sucesso que se sabe. É muito bom tudo isto. É verdade que continuamos a receber miseravelmente e que, de vez em quando, há uns iluminados que defendem que é preciso despedir mais, como defendeu Ludgero Marques, o presidente, salvo erro, da Confederação da Indústria Portuguesa.
A taxa de desemprego é cada vez maior, temos pessoas a viver abaixo da linha da pobreza (sim, não é só em África que isso acontece, em Portugal também), os jovens são cada vez mais dependentes dos pais e quando começam a trabalhar têm de continuar a receber mesada, enfim, o cenário não é famoso.
Mas perdoem-me. Ontem fiquei feliz quando soube que o maior às do ténis mundial vinha ao Estoril Open. Também podemos sorrir de vez em quando não?
Ah, já agora, ALLEZ LOBOS ALLEZ!!! Força para o jogo contra a Itália que se realiza no Parque dos Príncipes, em Paris, mais logo! Foi o primeiro jogo do Mundial com bilhetes esgotados!!! Somos os maiores!
18 setembro 2007
O regresso das grandes noites
A Liga dos Campeões 2007/2008 já arrancou. Está de volta aquela competição que já nos proporcionou, a todos os que gostamos de futebol, grandes noites, à terça e à quarta-feira, de espectáculo e magia!
Os portugueses não tiveram nenhum arranque fulgurante. O grande Benfica perdeu em San Siro, por 2-1, face ao Milan. O Porto empatou com o LIverpool e manteve-se imbatível face a equipa inglesas em casa.
Mas o mais importante é que a Liga Fantástica também já começou e a minha equipa está feita. O objectivo? Nenhum em concreto, apenas divertir-me, como treinador de bancada (neste caso de computador) claro está, e disputar a Liga ESEP, aquela onde a malta do curso e não só continua a marcar presença.
Este ano apostei em jogadores dos três grandes e alguns craques reconhecidos por todos. Aqui está a formação com que disputei a primeira jornada:
Os portugueses não tiveram nenhum arranque fulgurante. O grande Benfica perdeu em San Siro, por 2-1, face ao Milan. O Porto empatou com o LIverpool e manteve-se imbatível face a equipa inglesas em casa.
Mas o mais importante é que a Liga Fantástica também já começou e a minha equipa está feita. O objectivo? Nenhum em concreto, apenas divertir-me, como treinador de bancada (neste caso de computador) claro está, e disputar a Liga ESEP, aquela onde a malta do curso e não só continua a marcar presença.
Este ano apostei em jogadores dos três grandes e alguns craques reconhecidos por todos. Aqui está a formação com que disputei a primeira jornada:
Os rapazes merecem...
...esta homenagem!
Amadores, estreantes num campeonato do Mundo! Os "Lobos", alcunha dada à selecção portuguesa de rugby, ainda não ganhou um jogo. Contra a Escócia levámos mais de 50 e contra a Nova Zelândia (os melhores do Mundo) mais de 100. Ainda assim mostraram toda a sua fibra, raça e coragem. Fizeram com que o público (tão nobre como este jogo que, apesar de ser uma verdadeira batalha, é disputado apenas por homens com H, tal a honra com que praticam este desporto) os aplaudisse de pé, da mesma forma que os jogadores portugueses aplaudiram os adversários neozelandeses após o jogo. É magnífico tudo o que gira à volta desta modalidade, toda a nobreza que a reveste de elegância.
O fair-play demonstrado por todos é enorme. Uma vez tive o prazer de assistir a um jogo do torneiro das Seis Nações. Irlanda-Itália, em pleno Lansdowne Road, o estádio de Dublin, casa dos irlandeses. Aqui não são precisos batedores, nem milhares de polícias para assegurar a segurança. Antes do jogo podemos ir beber um "pint" ao bar do hotel onde está a equipa e ainda dar dois dedos de conversa com um jogador ou outro. Estes percorrem os 500 metros que separam o hotel do estádio a pé, ladeados de milhares de adeptos que os aplaudem...
É neste meio que os portugueses estão. E estão a mostrar que merecem ter ido ao Mundial, que se realiza em França, e que podem voltar. Assim o desejamos.
Fica aqui um vídeo magnífico da forma como os jogadores portugueses cantam A Portuguesa. É maravilhoso e fascinante ver como sentem orgulho em serem portugueses. E eu, que vejo isto pela internet, emociono-me e também me encho de orgulho!!!
Amadores, estreantes num campeonato do Mundo! Os "Lobos", alcunha dada à selecção portuguesa de rugby, ainda não ganhou um jogo. Contra a Escócia levámos mais de 50 e contra a Nova Zelândia (os melhores do Mundo) mais de 100. Ainda assim mostraram toda a sua fibra, raça e coragem. Fizeram com que o público (tão nobre como este jogo que, apesar de ser uma verdadeira batalha, é disputado apenas por homens com H, tal a honra com que praticam este desporto) os aplaudisse de pé, da mesma forma que os jogadores portugueses aplaudiram os adversários neozelandeses após o jogo. É magnífico tudo o que gira à volta desta modalidade, toda a nobreza que a reveste de elegância.
O fair-play demonstrado por todos é enorme. Uma vez tive o prazer de assistir a um jogo do torneiro das Seis Nações. Irlanda-Itália, em pleno Lansdowne Road, o estádio de Dublin, casa dos irlandeses. Aqui não são precisos batedores, nem milhares de polícias para assegurar a segurança. Antes do jogo podemos ir beber um "pint" ao bar do hotel onde está a equipa e ainda dar dois dedos de conversa com um jogador ou outro. Estes percorrem os 500 metros que separam o hotel do estádio a pé, ladeados de milhares de adeptos que os aplaudem...
É neste meio que os portugueses estão. E estão a mostrar que merecem ter ido ao Mundial, que se realiza em França, e que podem voltar. Assim o desejamos.
Fica aqui um vídeo magnífico da forma como os jogadores portugueses cantam A Portuguesa. É maravilhoso e fascinante ver como sentem orgulho em serem portugueses. E eu, que vejo isto pela internet, emociono-me e também me encho de orgulho!!!
Adeus campeão
Quem diria. Colin McRae ficou conhecido por ser um piloto extremamente rápido e espectacular. Os grandes acidentes que protagonizou ao longo da sua carreira valeram-lhe a alcunha de McCrash. Campeão do Mundo de ralis em 1995, este escocês nascido em Lanark tornou-se, há muito, um símbolo do desporto automóvel a nível mundial. Morreu no passado fim-de-semana após um acidente de helicóptero! Ironia do destino!!!
McRae é sinónimo de emoção e espectáculo, fosse nos ralis, no todo-o-terreno (era impressionante como a Nissan Navara pulverizava os tempos de toda a gente na Baja Portalegre 500 de 2004) e nos famosos jogos de vídeo com a sua chancela. Presto aqui a minha sincera e humilde homenagem...
McRae é sinónimo de emoção e espectáculo, fosse nos ralis, no todo-o-terreno (era impressionante como a Nissan Navara pulverizava os tempos de toda a gente na Baja Portalegre 500 de 2004) e nos famosos jogos de vídeo com a sua chancela. Presto aqui a minha sincera e humilde homenagem...
11 setembro 2007
A última... prometo!!!
Não resisti em colocar este vídeo antes de ir embora...
Vejam só Novak Djokovic, finalista do US Open deste ano (será que ganhou? Não faço ideia, mas a jogar contra o Federer, deve ter sido difícil), a imitar alguns dos seus adversários. O raio do qualquer coisa vic dá-lhe bem.
Vejam só Novak Djokovic, finalista do US Open deste ano (será que ganhou? Não faço ideia, mas a jogar contra o Federer, deve ter sido difícil), a imitar alguns dos seus adversários. O raio do qualquer coisa vic dá-lhe bem.
Espectáculo
Ah, mas antes de por os pés de molho queria dizer que o "centro do Mundo" está em grande. Apesar de todas as complicações, e do escândalo que foi encerrar o CAEP (Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre) pouco depois de um ano de ter aberto portas, porque era necessário proceder a obras, a programação cultural está de regresso e em força.

E parece que a rapaziada está a trabalhar bem. Para a rentrée estão previstos os Clã e umas norte-americanas, duas apenas, que sozinhas fazem um cabaret. Deve ser giro. Chamam-se Vermillion Lies. Para completar o programa, Capitão Fantasma e Electronicat. Ah, convém não esquecer, para quem quiser ir, que os espectáculos são nos dias quatro, cinco e seis de Outubro. O livre-trânsito custa 20 euros enquanto os bilhetes diários variam entre os três e os 15 euros.

Mas nota de destaque é um festival de sons do mundo, em que o primeiro som é o blues. Não sei bem quando é, mas julgo que se realiza no fim-de-semana seguinte ao da reabertura. A grande novidade é a parceria com Paulo Furtado, o artista que tem como alter-ego Legendary Tigerman e mentor dos Wraygunn.

imagens: caep
Não acham positivo? Eu acho que sim! São estes nomes que também ajudam a dar visibilidade ao interior...

E parece que a rapaziada está a trabalhar bem. Para a rentrée estão previstos os Clã e umas norte-americanas, duas apenas, que sozinhas fazem um cabaret. Deve ser giro. Chamam-se Vermillion Lies. Para completar o programa, Capitão Fantasma e Electronicat. Ah, convém não esquecer, para quem quiser ir, que os espectáculos são nos dias quatro, cinco e seis de Outubro. O livre-trânsito custa 20 euros enquanto os bilhetes diários variam entre os três e os 15 euros.

Mas nota de destaque é um festival de sons do mundo, em que o primeiro som é o blues. Não sei bem quando é, mas julgo que se realiza no fim-de-semana seguinte ao da reabertura. A grande novidade é a parceria com Paulo Furtado, o artista que tem como alter-ego Legendary Tigerman e mentor dos Wraygunn.

imagens: caep
Não acham positivo? Eu acho que sim! São estes nomes que também ajudam a dar visibilidade ao interior...
Vou esticar as pernas!!!
Foram quatro dias de intenso trabalho mas, final e felizmente, já acabaram. Agora vem o descanso do guerreiro para em breve voltar à carga.
Mas para já só quero espreguiçar-me, abrir a boca e não fazer absolutamente nada.
Mas para já só quero espreguiçar-me, abrir a boca e não fazer absolutamente nada.
10 setembro 2007
Haja uma...
Esta co-produção novelesca, autêntico sucesso de audiências em Portugal e no Reino Unido, está a ser um sucesso. Porém, como em tantos outros produtos televisivos que tanto fazem os telespectadores vibrar com histórias ficcionadas, esta trama, que apenas difere com as suas congéneres porque é real, já cansa.
Mas hoje prendi todas as minhas atenções numa notícia, das muitas que (infelizmente) ocupam os nossos blocos noticiosos. Era uma mulher inglesa, cidadã da vila onde mora o tal casal Mccann. Estava indignada! Não porque a miúda tivesse desaparecido. Ou melhor, a senhora lamentava o facto da pequena estar desaparecido (embora ainda acredite que esteja viva, dizia ela), mas como defendia, os pais já deviam ter sido presos ou, pelo menos, perderem os outros dois filhos. Porquê? Por negligência, pois está claro. E continuava, dizendo que a ela o assistente social do condado de Leicester já lhe tinha dito: "Minha senhora, se isto fosse consigo já lhe tínhamos tirado os filhos."
Mas, queixava-se a senhora, "eles são médicos, são ricos e por isso não lhes acontecesse nada". Isto é sintomático porque muita gente pensa da mesma forma. Todos sabemos que se isto fosse com um cidadão normalíssimo, provavelmente as coisas não tinham sido assim. É normal um casal conseguir tamanho mediatismo por ter perdido uma filha? É só por serem ingleses a passarem férias? Não creio. Acho que esta família não está tão inocente como se possa pensar. Corrijo, para mim eles são, de facto culpados. E mais uma vez subscrevo as palavras da conterrânea dos Mccann. "Queriam ir de férias com os filhos desta forma? Contratassem uma babysitter para cuidar das crianças ou levassem uma ama com eles."
Ah, e já viram a coincidência? O casalito viveu por cá durante quatro meses. Mas mal viu o bico dar a volta ao prego o que é que fez? Pisgou-se, fez as malinhas e refugiou-se em Inglaterra. Foi só para os filhos terem uma vida mais normal? Então e os tais discursos emocionados que não abandonariam a zona onde a filha tinha desaparecido...
Outra coisa que acho faraónico é o facto de marido e mulher, ambos médicos julgo eu, terem dinheiro, mas não tanto, suponho eu, para poder pagar tantos advogados, porta-voz. Isto é incrível. Nem sei que diga. Todo o processo me indigna. Acho tudo isto uma palhaçada...
Ah, só mais uma coisa. Ainda pensei colocar aqui um vídeo da Madeleine. Mas, pensando bem, mais depressa colocava de pessoas que desapareceram, nunca foram encontradas, mas também nunca tiveram a atenção de ninguém, particularmente das autoridades, quando o desaparecimento aconteceu. Assim de repente, lembro-me do caso do Rui Pedro... Casos assim não tiveram um centésimo do alarido da miúda britânica. Mais uma vez, penso que foi o dinheiro a falar mais alto!
Mas hoje prendi todas as minhas atenções numa notícia, das muitas que (infelizmente) ocupam os nossos blocos noticiosos. Era uma mulher inglesa, cidadã da vila onde mora o tal casal Mccann. Estava indignada! Não porque a miúda tivesse desaparecido. Ou melhor, a senhora lamentava o facto da pequena estar desaparecido (embora ainda acredite que esteja viva, dizia ela), mas como defendia, os pais já deviam ter sido presos ou, pelo menos, perderem os outros dois filhos. Porquê? Por negligência, pois está claro. E continuava, dizendo que a ela o assistente social do condado de Leicester já lhe tinha dito: "Minha senhora, se isto fosse consigo já lhe tínhamos tirado os filhos."
Mas, queixava-se a senhora, "eles são médicos, são ricos e por isso não lhes acontecesse nada". Isto é sintomático porque muita gente pensa da mesma forma. Todos sabemos que se isto fosse com um cidadão normalíssimo, provavelmente as coisas não tinham sido assim. É normal um casal conseguir tamanho mediatismo por ter perdido uma filha? É só por serem ingleses a passarem férias? Não creio. Acho que esta família não está tão inocente como se possa pensar. Corrijo, para mim eles são, de facto culpados. E mais uma vez subscrevo as palavras da conterrânea dos Mccann. "Queriam ir de férias com os filhos desta forma? Contratassem uma babysitter para cuidar das crianças ou levassem uma ama com eles."
Ah, e já viram a coincidência? O casalito viveu por cá durante quatro meses. Mas mal viu o bico dar a volta ao prego o que é que fez? Pisgou-se, fez as malinhas e refugiou-se em Inglaterra. Foi só para os filhos terem uma vida mais normal? Então e os tais discursos emocionados que não abandonariam a zona onde a filha tinha desaparecido...
Outra coisa que acho faraónico é o facto de marido e mulher, ambos médicos julgo eu, terem dinheiro, mas não tanto, suponho eu, para poder pagar tantos advogados, porta-voz. Isto é incrível. Nem sei que diga. Todo o processo me indigna. Acho tudo isto uma palhaçada...
Ah, só mais uma coisa. Ainda pensei colocar aqui um vídeo da Madeleine. Mas, pensando bem, mais depressa colocava de pessoas que desapareceram, nunca foram encontradas, mas também nunca tiveram a atenção de ninguém, particularmente das autoridades, quando o desaparecimento aconteceu. Assim de repente, lembro-me do caso do Rui Pedro... Casos assim não tiveram um centésimo do alarido da miúda britânica. Mais uma vez, penso que foi o dinheiro a falar mais alto!
05 setembro 2007
Competição para todos
Quem disse que para fazer corridas de automóveis era preciso gastar rios de dinheiro como acontece na Fórmula 1? Quem afirmou que são necessários mais de 300 milhões de euros por ano para lutar por um campeonato como acontece na McLaren ou na Ferrari?
Tudo começou em 1973 quando Chris Granville-Brown, agora com 61 anos, se lembrou, em conversa com uns amigos num típico pub inglês (onde mais poderia ser, pois claro?), de fazer corridas com mini-tractores. Ainda hoje estes eventos têm lugar em Billinghurst, West Sussex, Inglaterra.
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Tudo começou em 1973 quando Chris Granville-Brown, agora com 61 anos, se lembrou, em conversa com uns amigos num típico pub inglês (onde mais poderia ser, pois claro?), de fazer corridas com mini-tractores. Ainda hoje estes eventos têm lugar em Billinghurst, West Sussex, Inglaterra.
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Entrevista hilariante... by Sentido de Estado
Não resisto em replicar o que o meu amigo cemercel colocou em verdadeiro sentido de estado. Já tinha visto um pouco de tão afamada entrevista ao tal auto-intitulado porta-voz do Grupo de Acção e Intervenção Ambiental (GAIA), movimento relaccionado com outro chamado Verde Eufémia (escuso-me a comentar original nome, mas com esta imagem já estão a imaginar que daqui não sai coisa boa), aquele em que alguns activistas, eco-terroristas ou hooligans ambientais fizeram ao coitado do homem que com esforço e dedicação tinha uma cultura de milho transgénico lá para os Algarves.
Não interessa agora se faz bem ou faz mal. A verdade é que o que tal senhor produz é legal e, como tal, ninguém tem o direito de entrar na casa dos outros e desatar a destruir tudo o que lhe aparece pela frente... desta vez foi um hectar de milho... Como dizia o meu amigo cemercel, qualquer dia vão destruir clínicas onde se praticam abortos por um "bem público".
De facto, tal entrevista teve contornos surreais. Vejam. É mais de meia hora de puro entretenimento. De uma pessoa que nem sabe bem o que diz e chega, por vezes, a ser totalmente encostado à parede pelo Mário Crespo. Deliciei-me a assistir a alguns dos argumentos absurdos e ridículos do tal activistas. Mas gostei ainda mais das contradições e incoerências de um fulano (indivíduo, em linguagem policial) que nunca sabia de nada quando o implicavam em determinadas situações mais ou menos duvidosas.
Mas vejamos, o que podemos esperar de uma pessoa com cabeça rapada e rabo de cavalo? os índios vivem na América... Não sou preconceituoso ao nível estético, mas convenhamos que semelhante figura não abonam em nada a posição já difícil de semelhane personagem, que tenta defender e sustentar uma acção totalmente condenável.
Sinceramente, o que acho é que este tal de Gualter Baptista é mais um daqueles parasitas da nossa sociedade que depois dos 30 anos continua a viver "à pala", pois diz ter rendimentos através da uma bolsa, sem qualquer capacidade produtiva. E andamos nós a pagar a estes gajos. E depois ainda vêm para a praça pública falar de bens públicos e liberdades colectivas. E é mestas alturas que o puro entretenimento assume contornos mais graves, porque deixamos de olhar para aquilo como uma simples paródia ou brincadeira para algo mais cruel e desrespeitoso. Tenho dito!
Não interessa agora se faz bem ou faz mal. A verdade é que o que tal senhor produz é legal e, como tal, ninguém tem o direito de entrar na casa dos outros e desatar a destruir tudo o que lhe aparece pela frente... desta vez foi um hectar de milho... Como dizia o meu amigo cemercel, qualquer dia vão destruir clínicas onde se praticam abortos por um "bem público".
De facto, tal entrevista teve contornos surreais. Vejam. É mais de meia hora de puro entretenimento. De uma pessoa que nem sabe bem o que diz e chega, por vezes, a ser totalmente encostado à parede pelo Mário Crespo. Deliciei-me a assistir a alguns dos argumentos absurdos e ridículos do tal activistas. Mas gostei ainda mais das contradições e incoerências de um fulano (indivíduo, em linguagem policial) que nunca sabia de nada quando o implicavam em determinadas situações mais ou menos duvidosas.
Mas vejamos, o que podemos esperar de uma pessoa com cabeça rapada e rabo de cavalo? os índios vivem na América... Não sou preconceituoso ao nível estético, mas convenhamos que semelhante figura não abonam em nada a posição já difícil de semelhane personagem, que tenta defender e sustentar uma acção totalmente condenável.
Sinceramente, o que acho é que este tal de Gualter Baptista é mais um daqueles parasitas da nossa sociedade que depois dos 30 anos continua a viver "à pala", pois diz ter rendimentos através da uma bolsa, sem qualquer capacidade produtiva. E andamos nós a pagar a estes gajos. E depois ainda vêm para a praça pública falar de bens públicos e liberdades colectivas. E é mestas alturas que o puro entretenimento assume contornos mais graves, porque deixamos de olhar para aquilo como uma simples paródia ou brincadeira para algo mais cruel e desrespeitoso. Tenho dito!
03 setembro 2007
Quero uma borracha
Há momentos em que sentimos uma necessidade, insaciável mesmo, como se de um copo de água precisássemos para matar a sede, de ter uma borracha gigante para poder apagar determinados episódios ou coisas que nos atrapalham, nos incomodam.
Sobrevivemos, com força de vontade e muita persistência, a agruras e obstáculos que nos tentam derrubar, mandar para fora de um caminho que traçamos. Felizmente, também vivemos o oposto, momentos, episódios, situações que nos dão força, que nos motivam, que nos fazem vibrar de felicidade...
Recentemente senti vontade de esbofetear, castigar, punir alguém que durante muitos anos jogou, brincou e aproveitou-se do amor, da compaixão daqueles que a rodeavam essa pessoa. Senti uma enorme crueza no olhar frio e insensível de alguém que percebia ter feito muito mal a todos os que gostavam dessa pessoa e, mesmo assim vive em plena arrogância, pois tudo está bem quando ninguém tenta contrariar ou, simplesmente, alertar para algo perigoso. Perdoem-me a confusão destas frases, mas as ideias misturam-se num turbilhão mais violento que qualquer tempestade tropical ou tornado que afectam, recorrentemente, alguns países da América.
Queria uma borracha que apagasse tudo o que se passou, que a arrogância e a má-vontade deixassem o coração de tal pessoa para que a pureza e a honestidade tivessem espaço para brilhar...
Lá no trabalho continuamos a assistir a inúmeras injustiças. Temos um colega novo desde a passada semana, do meio da semana para ser mais preciso. Parece simpático e tem boa-vontade. Mas a sensibilidade dos chefes, por vezes, é tão grotesca que conseguem estragar tudo em dois ou três aspectos. Por vezes, a brutalidade com que agem faz-me lembrar um elefante numa loja de cristais. Primeiro, é inconcebível como pactuam com injustiças a diversos níveis, como as de hierarquia ou as salariais. Como é que alguém pode mandar noutras pessoas se nem sabe utilizar de forma correcta e práticas as ferramentas de trabalho? E como é que esse alguém, sem qualquer experiência profissional pode ganhar mais do que pessoas competentes, qualificadas e que já deram provas que são importantes na equipa? Penso que é por estas e por outras que, na maioria das vezes, as empresas não produzem mais. Não é falta de qualificação da mão-de-obra, não é falta de empenho. É sim uma enorme insensibilidade das chefias que, do alto dos seus tronos pensam que sabem e podem fazer tudo! Sinceramente, na minha opinião, certos directores podem ser muito competentes, mas quando se trata de relações humanas são verdadeiros trogloditas, ou será que deverei chamar-lhes de tiranos maquiavélicos (afinal, não acredito que não percebam as tensões que eles próprios criam)?
Com tudo isto, como é que querem que nos sintamos motivados? Não fosse o brio profissional...
Sobrevivemos, com força de vontade e muita persistência, a agruras e obstáculos que nos tentam derrubar, mandar para fora de um caminho que traçamos. Felizmente, também vivemos o oposto, momentos, episódios, situações que nos dão força, que nos motivam, que nos fazem vibrar de felicidade...
Recentemente senti vontade de esbofetear, castigar, punir alguém que durante muitos anos jogou, brincou e aproveitou-se do amor, da compaixão daqueles que a rodeavam essa pessoa. Senti uma enorme crueza no olhar frio e insensível de alguém que percebia ter feito muito mal a todos os que gostavam dessa pessoa e, mesmo assim vive em plena arrogância, pois tudo está bem quando ninguém tenta contrariar ou, simplesmente, alertar para algo perigoso. Perdoem-me a confusão destas frases, mas as ideias misturam-se num turbilhão mais violento que qualquer tempestade tropical ou tornado que afectam, recorrentemente, alguns países da América.
Queria uma borracha que apagasse tudo o que se passou, que a arrogância e a má-vontade deixassem o coração de tal pessoa para que a pureza e a honestidade tivessem espaço para brilhar...
Lá no trabalho continuamos a assistir a inúmeras injustiças. Temos um colega novo desde a passada semana, do meio da semana para ser mais preciso. Parece simpático e tem boa-vontade. Mas a sensibilidade dos chefes, por vezes, é tão grotesca que conseguem estragar tudo em dois ou três aspectos. Por vezes, a brutalidade com que agem faz-me lembrar um elefante numa loja de cristais. Primeiro, é inconcebível como pactuam com injustiças a diversos níveis, como as de hierarquia ou as salariais. Como é que alguém pode mandar noutras pessoas se nem sabe utilizar de forma correcta e práticas as ferramentas de trabalho? E como é que esse alguém, sem qualquer experiência profissional pode ganhar mais do que pessoas competentes, qualificadas e que já deram provas que são importantes na equipa? Penso que é por estas e por outras que, na maioria das vezes, as empresas não produzem mais. Não é falta de qualificação da mão-de-obra, não é falta de empenho. É sim uma enorme insensibilidade das chefias que, do alto dos seus tronos pensam que sabem e podem fazer tudo! Sinceramente, na minha opinião, certos directores podem ser muito competentes, mas quando se trata de relações humanas são verdadeiros trogloditas, ou será que deverei chamar-lhes de tiranos maquiavélicos (afinal, não acredito que não percebam as tensões que eles próprios criam)?
Com tudo isto, como é que querem que nos sintamos motivados? Não fosse o brio profissional...
24 agosto 2007
Aproveitamento publicitário
Fernando Alonso é bicampeão do Mundo de Fórmula 1. Lewis Hamilton estreou-se este ano na competição automóvel mais importante do Mundo e lidera o campeonato com sete pontos de avanço sobre o espanhol. Ambos são pilotos da McLaren, equipa que também está na frente da classificação reservada aos construtores.
Apesar de terem tudo para vencer, os dois mal se dão. O piloto espanhol nunca pensou ter tão forte oposição de um estreante. O inglês é uma espécie de D. Sebastião em Inglaterra, pois os ingleses há muito que sonham ter alguém capaz de vencer corridas e ser campeão. Para além disso, é o primeiro negro a entrar na Fórmula 1 e, até agora, com um sucesso tremendo.
Por tudo isto, o ambiente dentro da equipa tem azedado. Ambos têm procurado superar-se e bater o seu companheiro de equipa em pista. E já vale tudo, como aconteceu na última prova do campeonato, o Grande Prémio da Hungria, em que os dois foram protagonistas de manobras menos nobres... sempre com o intuito de prejudicarem o colega.
Mas há que retirar aspectos positivos desta relação que "ferve". Foi o que fez a Mercedes. A marca alemão, proprietária de 40 por cento da McLaren e responsável pelos motores da equipa pegou nos dois pilotos e realizou um anúncio publicitário muito interessante e engraçado. Até a música se adequa na sua plenitude.
Ora vejam:
Apesar de terem tudo para vencer, os dois mal se dão. O piloto espanhol nunca pensou ter tão forte oposição de um estreante. O inglês é uma espécie de D. Sebastião em Inglaterra, pois os ingleses há muito que sonham ter alguém capaz de vencer corridas e ser campeão. Para além disso, é o primeiro negro a entrar na Fórmula 1 e, até agora, com um sucesso tremendo.
Por tudo isto, o ambiente dentro da equipa tem azedado. Ambos têm procurado superar-se e bater o seu companheiro de equipa em pista. E já vale tudo, como aconteceu na última prova do campeonato, o Grande Prémio da Hungria, em que os dois foram protagonistas de manobras menos nobres... sempre com o intuito de prejudicarem o colega.
Mas há que retirar aspectos positivos desta relação que "ferve". Foi o que fez a Mercedes. A marca alemão, proprietária de 40 por cento da McLaren e responsável pelos motores da equipa pegou nos dois pilotos e realizou um anúncio publicitário muito interessante e engraçado. Até a música se adequa na sua plenitude.
Ora vejam:
20 agosto 2007
Bienvenido Camacho
Todos os que me conhecem sabem que nunca morri de amores por Fernando Santos. À excepção do Estrela da Amadora, onde penso que terá feito um bom trabalho (se bem me lembro), sempre olhei para o engenheiro como um técnico mediano. No Sporting e no Porto pouco mostrou, apesar do título com a equipa nortenha. No AEK raramente segui a sua carreira.
Certo é que sempre me incomodou a falta de arrojo de Fernando Santos. No Benfica pouco ou nada fez. Fui um dos críticos logo na sua contratação. Nunca me inspirou confiança e, jogo após jogo, os meus receios confirmaram-se. Posso até dizer que este treinador foi responsável pelo meu afastamento em relação ao meu clube do coração. A falta de alegria dos jogo do Benfica e seus jogadores, as tácticas pouco consentâneas com o estatuto do clube, as incoerências do discurso, como aconteceu antes do embate com o Leixões (afirmou que o Benfica vai para ganhar em todos os jogos e em qualquer campo e depois pôs Luís Filipe a médio-direito numa demonstração clara de receio), a atitude da equipa em cada partida como se fosse "vamos deixar o jogo correr que isto há-de resolver-se", mas como isso não acontecia só nos últimos minutos é que começavam a pressionar, se é que nessa altura ainda o conseguissem... Enfim...
Por isso foi com satisfação que li a notícia da sua demissão. Não é que lhe deseje mal. Mas o Benfica não pode ter um treinador só porque é um grande benfiquista. Não ponho em causa a paixão que ela nutre pelo Glorioso, mas se esta era tão forte, então já devia ter sido ele a sair. Será que nunca percebeu que neste ano e pouco só fez mal ao Benfica? E os adeptos que sofreram todas as semanas com as exibições miseráveis, opções pouco compreensíveis e alguns resultados surpreendentes pela negativa? Eu sei bem o que um colega meu, que até era defensor acérrimo de Fernando Santos, sofria às segundas...
Por isto tudo e outras coisas mais dou as boas vindas ao Camacho. Sim, Jose Antonio Camacho foi o último treinador que me fez ter prazer quando o Benfica jogava. Até podiamos não ganhar... Mas jogavamos bem, bonito, com qualidade! Às vezes isso é o mais importante porque as vitórias, bem, as vitórias vêm por acréscimo!!! Vamos lá grande Benfica! Mais vale tarde que nunca e com uma jornada apenas estamos bem a tempo de lutar pelo título de campeões!
Certo é que sempre me incomodou a falta de arrojo de Fernando Santos. No Benfica pouco ou nada fez. Fui um dos críticos logo na sua contratação. Nunca me inspirou confiança e, jogo após jogo, os meus receios confirmaram-se. Posso até dizer que este treinador foi responsável pelo meu afastamento em relação ao meu clube do coração. A falta de alegria dos jogo do Benfica e seus jogadores, as tácticas pouco consentâneas com o estatuto do clube, as incoerências do discurso, como aconteceu antes do embate com o Leixões (afirmou que o Benfica vai para ganhar em todos os jogos e em qualquer campo e depois pôs Luís Filipe a médio-direito numa demonstração clara de receio), a atitude da equipa em cada partida como se fosse "vamos deixar o jogo correr que isto há-de resolver-se", mas como isso não acontecia só nos últimos minutos é que começavam a pressionar, se é que nessa altura ainda o conseguissem... Enfim...
Por isso foi com satisfação que li a notícia da sua demissão. Não é que lhe deseje mal. Mas o Benfica não pode ter um treinador só porque é um grande benfiquista. Não ponho em causa a paixão que ela nutre pelo Glorioso, mas se esta era tão forte, então já devia ter sido ele a sair. Será que nunca percebeu que neste ano e pouco só fez mal ao Benfica? E os adeptos que sofreram todas as semanas com as exibições miseráveis, opções pouco compreensíveis e alguns resultados surpreendentes pela negativa? Eu sei bem o que um colega meu, que até era defensor acérrimo de Fernando Santos, sofria às segundas...
Por isto tudo e outras coisas mais dou as boas vindas ao Camacho. Sim, Jose Antonio Camacho foi o último treinador que me fez ter prazer quando o Benfica jogava. Até podiamos não ganhar... Mas jogavamos bem, bonito, com qualidade! Às vezes isso é o mais importante porque as vitórias, bem, as vitórias vêm por acréscimo!!! Vamos lá grande Benfica! Mais vale tarde que nunca e com uma jornada apenas estamos bem a tempo de lutar pelo título de campeões!
Para fãs do GTA e de Lego
Mais um vídeo muito louco! O famoso Grand Theft Auto, o melhor jogo de vídeo que alguma vez alguém idealizou e criou ganhou forma no mundo Lego. Isso mesmo. Para todos os que lidaram com estes dois mundos tão distintos deliciem-se. Está muito fixe!!!
Simpsons da vida real
Não resisti. Vocês têm de ver isto. Houve alguém em Inglaterra, ou noutro país onde se conduza com volante à direita, que se lembrou de tornar real o genérico de abertura da famosa série The Simpsons.
Imperdível! Vejam só!
Imperdível! Vejam só!
13 agosto 2007
Ah e tal, não somos pimba
Em breves palavras, a família Carreira, Tony e Mickael, entrou em litígio com a organização de um festival que decorreu em Ponte de Lima e com a imprensa, impedindo a recolha de imagens para além dos três minutos obrigatórios por lei.
Parece que não gostaram de estar num cartaz de música pimba. A assessora destas duas "estrelas" diz mesmo que a culpa é da organização, que não sensibilizou a comunicação social para evitar o termo pimba, no momento em que escrevia sobre o evento. Mas está tudo louco? Como dizia um responsável da organização, não pode obrigar a imprensa a escrever o que desejam. Felizmente ainda existe alguma independência. E parece que no cartaz o festival era chamado de música popular portuguesa. O que queriam mais? Estes dois fenómenos tão importantes que precisam de segurança própria, porque a do evento não chega, como chegou para todos os outros artistas. E porque é que não podem ser chamados de pimba? Será pelos nomes, Tony e Mickael? Aliás, têm muito de tradicional e português...
Nunca gostei da música que tocam... Mas sempre admiti que deviam ter algum valor, pois as plateias onde tocam estão sempre cheias. Mas estas atitudes de novos-ricos, próprias de gente preconceituosa tiram-me do sério. Não acho bem!!!
Parece que não gostaram de estar num cartaz de música pimba. A assessora destas duas "estrelas" diz mesmo que a culpa é da organização, que não sensibilizou a comunicação social para evitar o termo pimba, no momento em que escrevia sobre o evento. Mas está tudo louco? Como dizia um responsável da organização, não pode obrigar a imprensa a escrever o que desejam. Felizmente ainda existe alguma independência. E parece que no cartaz o festival era chamado de música popular portuguesa. O que queriam mais? Estes dois fenómenos tão importantes que precisam de segurança própria, porque a do evento não chega, como chegou para todos os outros artistas. E porque é que não podem ser chamados de pimba? Será pelos nomes, Tony e Mickael? Aliás, têm muito de tradicional e português...
Nunca gostei da música que tocam... Mas sempre admiti que deviam ter algum valor, pois as plateias onde tocam estão sempre cheias. Mas estas atitudes de novos-ricos, próprias de gente preconceituosa tiram-me do sério. Não acho bem!!!
Mais uma vítima
O ciclismo tem vivido tempos muito conturbados. Parece que a Volta a Portugal está a passar um pouco à margem de todas as polémicas relaccionadas com o doping, mas o fenómeno já é incontornável a todas as corridas, seja de que forma for. No caso da principal prova nacional, os "vampiros" (nome como são conhecidos os técnicos que fazem as recolhas de sangue aos ciclistas durante a noite e sempre sem avisar) atacaram e, ao que parece, todos os atletas que deram sangue viram as análises resultarem num rotundo resultado negativo. Penso que algumas pessoas terão suspirado de alívio. Mas espero, sinceramente, que seja um sinal de que o ciclismo está a limpar-se das drogas. Penso que tal não acontecerá por completo, em todos os desportos há casos de batota, mas é importante que se tornem a excepção e não a regra.
No entanto, a imagem desta modalidade está tão em baixo que uma das principais equipas do pelotão internacional vai acabar. Falo da Discovery Channel Pro Cycling Team. A formação norte-americana que venceu oito das últimas nove edições da maior prova do Mundo, o Tour de France. Primeiro como US Postal, e depois como Discovery, a equipa somou sete vitórias na corrida francesa pela mão de Lance Armstrong e uma, já este ano, por Alberto Contador.
Agora, está à beira do fim. Tudo porque a empresa de canais de televisão por cabo especializada em documentários, decidiu acabar com o patrocínio de 14 milhões de euros que dava à equipa todos os anos para dar o nome à mesma. E porquê? Porque não devem querer associar a sua marca a uma disciplina que está demasiado ligada ao doping. Mas como se não bastasse, isto chegou ao ridículo da formação que mais vitórias alcançou nos últimos tempos não ter encontrado um novo patrocinador. "Tive contactos com candidatos a patrocinadores, mas a situação neste desporto é tão má que ninguém se quis envolver connosco", afirmou Johan Bruyneel, director desportivo da equipa a um canal televisivo holandês, escreve o Público.
Penso que a solução para que isto acabe é baixar o nível da disciplina. Para o público, é indiferente se a Volta é ganha com os ciclistas a fazerem médias horárias a 50km/h ou se ficam pelos 30km/h. Quanto à dureza das etapas, julgo que podem ser mais leves em algumas situações, mas não em todas, porque senão perde-se o facto diferenciador. Agora, não podemos é ter 20 atletas a subirem os Alpes em ritmos elevados e em grupo apenas porque estão dopados. Se estiverem limpos e só cinco conseguirem ir na frente, então há que dar mérito a esses e condenar os outros 15 que "jogam sujo". Por outro lado, penso que isto é como a Fórmula 1. É uma disciplina extremamente cara e todos defendem que o público não quer saber se o motor é feito com um composto de titânio-magnésio-carbono e qualquer outro material ao preço de diamantes. A malta quer é ultrapassagens. No ciclismo a rapaziada quer é ver os ciclistas a subir ao alto da Torre e, de preferência, com alguém a destacar-se. Porque para chegadas ao "sprint" já chegam as enfadonhas etapas em linha.
No entanto, a imagem desta modalidade está tão em baixo que uma das principais equipas do pelotão internacional vai acabar. Falo da Discovery Channel Pro Cycling Team. A formação norte-americana que venceu oito das últimas nove edições da maior prova do Mundo, o Tour de France. Primeiro como US Postal, e depois como Discovery, a equipa somou sete vitórias na corrida francesa pela mão de Lance Armstrong e uma, já este ano, por Alberto Contador.
Agora, está à beira do fim. Tudo porque a empresa de canais de televisão por cabo especializada em documentários, decidiu acabar com o patrocínio de 14 milhões de euros que dava à equipa todos os anos para dar o nome à mesma. E porquê? Porque não devem querer associar a sua marca a uma disciplina que está demasiado ligada ao doping. Mas como se não bastasse, isto chegou ao ridículo da formação que mais vitórias alcançou nos últimos tempos não ter encontrado um novo patrocinador. "Tive contactos com candidatos a patrocinadores, mas a situação neste desporto é tão má que ninguém se quis envolver connosco", afirmou Johan Bruyneel, director desportivo da equipa a um canal televisivo holandês, escreve o Público.
Penso que a solução para que isto acabe é baixar o nível da disciplina. Para o público, é indiferente se a Volta é ganha com os ciclistas a fazerem médias horárias a 50km/h ou se ficam pelos 30km/h. Quanto à dureza das etapas, julgo que podem ser mais leves em algumas situações, mas não em todas, porque senão perde-se o facto diferenciador. Agora, não podemos é ter 20 atletas a subirem os Alpes em ritmos elevados e em grupo apenas porque estão dopados. Se estiverem limpos e só cinco conseguirem ir na frente, então há que dar mérito a esses e condenar os outros 15 que "jogam sujo". Por outro lado, penso que isto é como a Fórmula 1. É uma disciplina extremamente cara e todos defendem que o público não quer saber se o motor é feito com um composto de titânio-magnésio-carbono e qualquer outro material ao preço de diamantes. A malta quer é ultrapassagens. No ciclismo a rapaziada quer é ver os ciclistas a subir ao alto da Torre e, de preferência, com alguém a destacar-se. Porque para chegadas ao "sprint" já chegam as enfadonhas etapas em linha.
12 agosto 2007
A prima já tem blog
Chama-se C. e criou a sua própria marca. Fez no passado mês um ano que nasceu a joaninha voa voa. O resultado? Bem, o resultado é um espectáculo. Não sei quando é que tinha jeito para trabalhos manuais, mas tem e muito. Eles são brincos, fios, colares, pulseiras, pregadeiras, até malas ela já faz. Merece uma visita! Ah, e pois claro, uma encomenda. Porque estes produtos são giros, são diferentes, são originais!
Vá lá meninas, não sejam forretas. Então não fica giro uma pregadeira naquele casaco que tanto gostam? E uns brincos novos, bem coloridos e que mais ninguém ou poucos mais têm? Boa ideia não?
Vá lá meninas, não sejam forretas. Então não fica giro uma pregadeira naquele casaco que tanto gostam? E uns brincos novos, bem coloridos e que mais ninguém ou poucos mais têm? Boa ideia não?
10 agosto 2007
Isto é que é uma rapidinha
Engatam-se, assumem o compromisso, falam de casamento, dividem os bens e separam-se. Tudo em pouco mais de cinco minutos. É obra! Isto sim é uma rapidinha!
Um diálogo bem interessante, em que ambos conseguem controlar a conversa de forma inteligente e subtil. Tudo começa com ela a perguntar: "Você me acha bonita ou gostosa?"
Um diálogo bem interessante, em que ambos conseguem controlar a conversa de forma inteligente e subtil. Tudo começa com ela a perguntar: "Você me acha bonita ou gostosa?"
09 agosto 2007
Desabafo
Gostava de estar mais confiante em relação ao grande Benfica. Acredito no valor dos reforços. Pelo pouco que vi, Cardozo tem o pé esquerdo a ferver e pode dar-nos muitas alegrias. Coentrão e Di María já mostraram que são bons de bola e Adu é apontado como uma estrela em ascensão (cá estaremos para o comprovar). Falta-nos o Simão, esse grande jogador que tão boas memórias nos deixou... os golos de antologia, os piques até à linha, os dribles que deixavam os adversários no chão... enfim, saudades.
Mas quando tudo parece correr bem há algo que falha. Neste caso é Fernando Santos que não está ali bem. Não me convence. Não passa de um treinador mediano que pouco mostrou. Foi campeão no Porto, quando não conseguia outra coisa, porque se houvesse a possibilidade de perder o títul acho que ele não a desperdiciaria. Sinceramente, a gestão desportiva e humana do plantel no ano passado foi péssima. E não me digam que a equipa não era equilibrada. Se não era, culpa dele pois foi o Engenheiro que planeou a época. Era o mesmo que eu fazer um prato e não ter sal porque me esqueci. Parte tudo do bom trabalho de casa e, pelos vistos, o Sr. Engeheiro não o soube fazer.
Perante estes factos admito que estou muito reticente (mas ao mesmo tempo optimista) relativamente a 2007/2008.
Mas quando tudo parece correr bem há algo que falha. Neste caso é Fernando Santos que não está ali bem. Não me convence. Não passa de um treinador mediano que pouco mostrou. Foi campeão no Porto, quando não conseguia outra coisa, porque se houvesse a possibilidade de perder o títul acho que ele não a desperdiciaria. Sinceramente, a gestão desportiva e humana do plantel no ano passado foi péssima. E não me digam que a equipa não era equilibrada. Se não era, culpa dele pois foi o Engenheiro que planeou a época. Era o mesmo que eu fazer um prato e não ter sal porque me esqueci. Parte tudo do bom trabalho de casa e, pelos vistos, o Sr. Engeheiro não o soube fazer.
Perante estes factos admito que estou muito reticente (mas ao mesmo tempo optimista) relativamente a 2007/2008.
A Volta passa à porta
Há quem não perceba como é que uma manifestação desportiva, como é o caso da Volta a Portugal em bicicleta, tenha uma etapa que termine em Beja e, no dia seguinte, o pelotão saia de Vila Viçosa rumo a Castelo Branco. É estranho, fica ali um fosso. Mas este não é caso único na prova rainha do ciclismo em Portugal. Depois de terem chegado à capital da Beira Baixa, os ciclistas rumaram a Idanha-a-Nova, onde era a partida da etapa seguinte. O final da terceira etapa foi em Gouveia, mas o início da quarta teve lugar na Guarda. Ou seja, quase não houve um dia em que a caravana chegasse a uma localidade e de lá partisse no dia seguinte. Este facto já levou gente a constatar: "Então mas isto assim não é bem uma volta ao país. E não é de facto. Tem esse nome, mas já aconteceu a prova limitar-se às zonas Norte e Centro do país.
De qualquer forma, este ano a Volta passou à porta de terras que me dizem muito. Logo no terceiro dia de prova, os ciclistas passaram pela Sintra do Alentejo, Castelo de Vide, e lá havia uma multidão à beira da estrada, nos parapeitos das janelas a apoiarem os resistentes das duas rodas. Hoje é a vez de Guimarães, a cidade berço, apadrinhar a passagem da volta, numa etapa que liga Felgueiras (será que as botijas de água serão azuis e terão o patrocínio da edilidade local?) a Fafe.
Na frente está Candido Barbosa, mas a malta está toda a apoiar o grande Glorioso!!! Ah, e como é óbvio, tenho uma simpatia especial pela equipa do Vitória!
De qualquer forma, este ano a Volta passou à porta de terras que me dizem muito. Logo no terceiro dia de prova, os ciclistas passaram pela Sintra do Alentejo, Castelo de Vide, e lá havia uma multidão à beira da estrada, nos parapeitos das janelas a apoiarem os resistentes das duas rodas. Hoje é a vez de Guimarães, a cidade berço, apadrinhar a passagem da volta, numa etapa que liga Felgueiras (será que as botijas de água serão azuis e terão o patrocínio da edilidade local?) a Fafe.
Na frente está Candido Barbosa, mas a malta está toda a apoiar o grande Glorioso!!! Ah, e como é óbvio, tenho uma simpatia especial pela equipa do Vitória!
Uma questão de propriedade
"Joe Berardo transformou-se num Alberto João Jardim dos negócios"
Quem o diz é Paulo Ferreira, no Público de hoje. Mas há uma diferença que, para quem ainda não deu conta, é substancial. É que um "brinca" com o dinheiro dele, enquanto o outro põe e dispõe do dinheiro dos outros. E sejamos claros, custa aturar as afrontas daquele senhor perante quem sempre contribuiu, e de que maneira, para a prosperidade do arquipélago.
Que eu saiba, se não fossem as transferências com origem no continente, a Madeira não seria tão rica. Porque se fossem, o chinfrim acerca da lei do financiamento regional era desnecessário, ridículo mesmo.
Vendo bem, e não sendo especialista em economia, parece-me que o facto de Joe Berardo poder ser o João Jardim dos negócios lhe atribui um ónus extremamente negativo. Mas lá está, o dinheiro é dele e ele faz o que muito bem entende com ele, seja para impedir a OPA à PT ou para querer comprar o nosso Benfica. Não querem um mercado liberal? Então agora aguentem-se!!!
Quem o diz é Paulo Ferreira, no Público de hoje. Mas há uma diferença que, para quem ainda não deu conta, é substancial. É que um "brinca" com o dinheiro dele, enquanto o outro põe e dispõe do dinheiro dos outros. E sejamos claros, custa aturar as afrontas daquele senhor perante quem sempre contribuiu, e de que maneira, para a prosperidade do arquipélago.
Que eu saiba, se não fossem as transferências com origem no continente, a Madeira não seria tão rica. Porque se fossem, o chinfrim acerca da lei do financiamento regional era desnecessário, ridículo mesmo.
Vendo bem, e não sendo especialista em economia, parece-me que o facto de Joe Berardo poder ser o João Jardim dos negócios lhe atribui um ónus extremamente negativo. Mas lá está, o dinheiro é dele e ele faz o que muito bem entende com ele, seja para impedir a OPA à PT ou para querer comprar o nosso Benfica. Não querem um mercado liberal? Então agora aguentem-se!!!
08 agosto 2007
Será que tem de ser assim?
Porque é que as coisas têm de ser assim? Será que em determinados momentos da nossa vida perdemos todas as nossas faculdades e virtudes? Será que de um momento para o outro o stress nos consegue vergar, impedir os movimentos e bloquear os pensamentos?
Não consigo estar assim... Olho para dentro e pergunto o que aconteceu? Falho em questões importantes e em momentos cruciais. Não presto a atenção devida às pessoas que mais importância têm na minha vida e questiono-me: mas eu não sou assim, porque é que isto acontece?
Penso, volto a pensar e sinto-me fraco, deveras em baixo. O cansaço e uma prova de fogo a nível profissional deitaram-me abaixo e não tenho conseguido dar o apoio que devia. Em suma, sei que nos últimos dias tenho sido um mau namorado, péssimo mesmo!!!
Mas esta fase terminou Paixão. Voltei a cair em mim, a tocar com os pés no chão, muito graças a ti! Agora é hora de voltar a mostrar porque decidiste, numa noite de Março, dizer o Sim!!!
As desculpas deveriam ter sido pedidas mais cedo, mas perdoaste-me e eu percebi onde falhei. Não quero cometer novo erro e só desejo fazer-te... muito feliz!!!
Não consigo estar assim... Olho para dentro e pergunto o que aconteceu? Falho em questões importantes e em momentos cruciais. Não presto a atenção devida às pessoas que mais importância têm na minha vida e questiono-me: mas eu não sou assim, porque é que isto acontece?
Penso, volto a pensar e sinto-me fraco, deveras em baixo. O cansaço e uma prova de fogo a nível profissional deitaram-me abaixo e não tenho conseguido dar o apoio que devia. Em suma, sei que nos últimos dias tenho sido um mau namorado, péssimo mesmo!!!
Mas esta fase terminou Paixão. Voltei a cair em mim, a tocar com os pés no chão, muito graças a ti! Agora é hora de voltar a mostrar porque decidiste, numa noite de Março, dizer o Sim!!!
As desculpas deveriam ter sido pedidas mais cedo, mas perdoaste-me e eu percebi onde falhei. Não quero cometer novo erro e só desejo fazer-te... muito feliz!!!
31 julho 2007
Quero uma máquina nova!!!
De imediato!!! Exijo isso! Quero um computador novo para poder trabalhar. Chega a ser desesperante. Ter duas ou três janelas abertas e, mesmo assim, os processos funcionam em super câmara lenta... Em bloqueios constantes, este pedaço de metal atrasado, que ostenta o símbolo, de forma orgulhosa, do poderoso Pentium 4 até provoca espamos, rasgos de fúria, torna-nos impacientes, nervosos e stressantes...
A bem, até, da minha saúde, quero um PC novo! Mereço isso!!! Quero trabalhar melhor, por favor!!!
A bem, até, da minha saúde, quero um PC novo! Mereço isso!!! Quero trabalhar melhor, por favor!!!
Só quero pensar no rali
Amanhã é dia de levantar voo rumo à Madeira. É um local maravilhoso e blá, blá, blá que todos gostaríamos de visitar e, os que lá foram, sentem sempre vontade de regressar. Mas quando embarcar no voo Portugália, apesar do bilhete ser TAP, rumo ao Funchal só quero pensar no rali que começa depois de amanhã, quinta-feira, e termina no sábado. Ah, e noutras coisas boas, como os batidos de fruta magníficos que há num café no Funchal, nas espetadas em pau de louro, no bolo do caco e nas ponchas...

Foto: Aifa
Não quero ocupar os meus pensamentos com hipocrisias, políticas falaciosas, demagogas e pouco democráticas. Não quero sequer imaginar que há mulheres naquela ilha, conhecida como Pérola do Atlântico, que defendem, em pleno século XXI, que "a função das mulheres é a da procriação", como afirmou a deputada do PSD-Madeira, Rafaela Fernandes (leia-se no DN), ou que para umas coisas é bom, é positivo, fazer parte de Portugal, principalmente quando se trata de se exigir mmais meios (leia-se dinheiro, guito, carcanhol) mas que para outras coisas as leis da República já não podem ser aplicadas, como acontece com a recente lei do Aborto, porque, segundo algumas personagens, o referendo na Madeira terminou com 65% de votos no Não. Bem, se pensarmos assim, então no Alentejo já se devia poder fazer abortos desde 1998, porque nessa altura o Sim ganhou. Sejamos coerentes caros senhores!!!

É por estas e por outras que, durante os próximos dias vou ligar mais aos motores, ao cheiro da gasolina, ou até mesmo das espetadas grelhadas do que nos petardos que algumas personalidades se lembram de lançar de vez em quando...

Foto: Aifa
Não quero ocupar os meus pensamentos com hipocrisias, políticas falaciosas, demagogas e pouco democráticas. Não quero sequer imaginar que há mulheres naquela ilha, conhecida como Pérola do Atlântico, que defendem, em pleno século XXI, que "a função das mulheres é a da procriação", como afirmou a deputada do PSD-Madeira, Rafaela Fernandes (leia-se no DN), ou que para umas coisas é bom, é positivo, fazer parte de Portugal, principalmente quando se trata de se exigir mmais meios (leia-se dinheiro, guito, carcanhol) mas que para outras coisas as leis da República já não podem ser aplicadas, como acontece com a recente lei do Aborto, porque, segundo algumas personagens, o referendo na Madeira terminou com 65% de votos no Não. Bem, se pensarmos assim, então no Alentejo já se devia poder fazer abortos desde 1998, porque nessa altura o Sim ganhou. Sejamos coerentes caros senhores!!!

É por estas e por outras que, durante os próximos dias vou ligar mais aos motores, ao cheiro da gasolina, ou até mesmo das espetadas grelhadas do que nos petardos que algumas personalidades se lembram de lançar de vez em quando...
30 julho 2007
C'est fini! Acabou-se a boa vida...
Não há paciência! Ainda há pouco cheguei a Lisboa e já estou farto. Foram duas semanas de boa vida... Férias!!! Descanso, lazer, sol, bom tempo (principalmente nos últimos dias), muitos mergulhos, umas belas noites na esplanada, estar mais tempo com pessoas muito importantes na minha vida... enfim, qualidade de vida.
Mas, não resistindo ao chavão, tenho de admitir que tudo o que é bom acaba depressa! Ainda há pouco cheguei e já me cansei desta vida, do caos descontrolado (foi propositado, tenho de enfatizar a loucura que é viver na capital do país) da cidade de Lisboa. Ontem fiz a viagem de regresso ao trabalho de noite. Cheguei à margem sul ainda não eram duas da manhã mas tinha uma surpresa pela frente. Eram uns míseros dez quilómetros de fila para passar a ponte 25 de Abril. Resultado, já passava das três horas da manhã quando passei aquela estrada suspensa de entrada (ou saída, cada vez gosto mais desta opção) em Lisboa. Resultado, já os ponteiros do relógio caminhavam para as quatro horas... e hoje o despertador tocou às oito!!!
Mas, não resistindo ao chavão, tenho de admitir que tudo o que é bom acaba depressa! Ainda há pouco cheguei e já me cansei desta vida, do caos descontrolado (foi propositado, tenho de enfatizar a loucura que é viver na capital do país) da cidade de Lisboa. Ontem fiz a viagem de regresso ao trabalho de noite. Cheguei à margem sul ainda não eram duas da manhã mas tinha uma surpresa pela frente. Eram uns míseros dez quilómetros de fila para passar a ponte 25 de Abril. Resultado, já passava das três horas da manhã quando passei aquela estrada suspensa de entrada (ou saída, cada vez gosto mais desta opção) em Lisboa. Resultado, já os ponteiros do relógio caminhavam para as quatro horas... e hoje o despertador tocou às oito!!!
26 julho 2007
Ricas gaffes
No P2 de hoje, o suplemento diário do Público, há um artigo sobre gaffes famosas. Tudo porque há poucos dias o primeiro-ministro belga decidiu disparar umas notas da Marselhesa (o hino francês) quando lhe tinham pedido para cantar tão somente o hino belga. Simples, não?
Desde o famoso episódio em que Sousa Cintra, aquando do momento em que é entrevistado pela TSF acerca das transferências do Sporting manda, literalmente, uma garrafa de água pela janela do carro, mas esqueceu-se que esta estava fechada e partiu o vidro afirmando, em alto e bom som para os microfones da rádio "é preciso ser estúpido", até à tirada do antigo ministro do Ambiente de Cavaco Silva, Carlos Borrego, que em 1993 afirmou que em Évora levavam os cadáveres para reciclar para aproveitar o alumínio, ou o famoso "é fazer as contas", de Guterres, bem como os "concertos para violino" que Santana Lopes, então secretário de Estado da Cultura, tanto gostava... enfim, há para todos os gostos e não falta o tão aclamado especialista em gaffes, o presidente dos EUA, George W. Bush, que tratou Bento XVI por "sir" em vez de Sua Santidade (ah e tal, devem ser amigos de infância, bebem uns copos à sexta-feira à noite) e também se lembrou de garantir que os iranianos podem "proliferar" se tiverem acesso ao armamento nuclear.
Muito bem, sim senhor!!!
Desde o famoso episódio em que Sousa Cintra, aquando do momento em que é entrevistado pela TSF acerca das transferências do Sporting manda, literalmente, uma garrafa de água pela janela do carro, mas esqueceu-se que esta estava fechada e partiu o vidro afirmando, em alto e bom som para os microfones da rádio "é preciso ser estúpido", até à tirada do antigo ministro do Ambiente de Cavaco Silva, Carlos Borrego, que em 1993 afirmou que em Évora levavam os cadáveres para reciclar para aproveitar o alumínio, ou o famoso "é fazer as contas", de Guterres, bem como os "concertos para violino" que Santana Lopes, então secretário de Estado da Cultura, tanto gostava... enfim, há para todos os gostos e não falta o tão aclamado especialista em gaffes, o presidente dos EUA, George W. Bush, que tratou Bento XVI por "sir" em vez de Sua Santidade (ah e tal, devem ser amigos de infância, bebem uns copos à sexta-feira à noite) e também se lembrou de garantir que os iranianos podem "proliferar" se tiverem acesso ao armamento nuclear.
Muito bem, sim senhor!!!
22 julho 2007
Esplendorosos Arctic Monkeys
"Esplêndida", foi assim que Alex Turner classificou a audiência do segundo concerto da banda de Sheffield em Portugal. Num Coliseu a abarrotar, e com um público maioritariamente sub-18 (a determinado momento chegámos a parodiar que tínhamos entrado com desconto do cartão do idoso) os "macacos" quase deitaram abaixo tão magnífica sala de espectáculos da capital portuguesa.
Depois de um concerto de X-Wife, que mais não serviu do que aumentar a ansiedade dos milhares de pessoas que ali estavam à espera do quarteto britânico, e de uma espera (longuíssima) em que os roadies não se cansavam de afinar os instrumentos e confirmar que o som estava em condições, foi momento dos Arctic Monkeys entrarem em palco, de uma forma mais ou menos estudada para, logo de seguida, e bastaram dois acordes, a multidão entrar em êxtase e criar uma onda humana, uma avalanche mesmo, em que toda a plateia saltava em uníssono, fazendo com que muitos dos fãs passassem os primeiros 20 minutos do concerto sem tocarem com os pés no chão, tal a força com que era apertados no meio dos saltos enérgicos do público.
Inacreditável! Há muito que não assistia a um concerto nestes moldes e... foi fantástico! Os dois casais ainda mais velhos que o meu grupo é que não resistiu e mal a adrenalina atingiu os píncaros resignaram-se a afundarem-se e a recuarem para águas mais calmas (leia-se, recuaram uns bons metros) de forma a preservar a sua integridade física. Também há muito que não assistia a malta, rapazes e raparigas, a serem evacuados pelos amigos, em braços... uns já desmaiados, outros em vias de...
No palco, a timidez (quase parece indiferença) com que a banda toca para o seu público é única. Por momentos sinto que eles não estão à vontade e, de facto, são putos que ainda não sabem propriamente lidar com toda esta onda de adoração, este mediatismo, de que são alvo. Borbulhentos e sem barba, parece que é a primeira vez que pegaram em instrumentos, mas depois, a música que fazem é enérgica, potente e portadora de uma maturidade quase paradoxal ao ar de adolescentes ingénuos que ostentam no palco. Mas de ingénuos têm pouco, como se comprova pelas letras e pela atitudes. Basta saber-se que rejeitaram tocar no Live Earth porque, afirmaram, seriam "incoerentes". Putos, mas com eles no sítio. Não acontece como determinadas estrelas que depois de emitirem milhões de toneladas de CO2 durante as tournées, aparecem com pompa e circunstância a favor de uma causa que não seguem, e acabam por ser fiéis à única causa a que sempre estiveram ligados, a venda de discos. Sim, porque parecendo que não, estas iniciativas também aumentam a notoriedade, mesmo que a estrela de que se fala seja conhecida em todas as partes do Mundo.
Mas voltando aos Arctic Monkeys, foram pouco mais de 1h15m de concerto onde ninguém negou saltos, pulos, e em que a maioria sabia as letras do príncipio ao fim. Por isso, no final, o tímido Alex Turner saudou (nas poucas palavras que disse durante a noite, mas também não precisa de mais, porque os Arctic Monkeys são daquelas bandas que podem não falar durante todo o espectáculo mas a música toma conta de tudo) o público português e agradeceu por ter sido esplêndido.
Obrigado!
Nota: O alinhamento da noite foi o seguinte:
The View From The Afternoon
Brianstorm
Still Take You Home
Dancing Shoes
From The Ritz To The Rubble
Teddy Picker
D Is For Dangerous
This House Is A Circus
Fake Tales of San Francisco
Balaclava
Old Yellow Bricks
You Probably Couldn't See for the Lights But You Were Staring Straight at Me
I Bet You Look Good on the Dancefloor
If You Were There, Beware
Fluorescent Adolescent
Mardy Bum
Do Me A Favour
Leave Before The Lights Come On
When The Sun Goes Down
A Certain Romance
Depois de um concerto de X-Wife, que mais não serviu do que aumentar a ansiedade dos milhares de pessoas que ali estavam à espera do quarteto britânico, e de uma espera (longuíssima) em que os roadies não se cansavam de afinar os instrumentos e confirmar que o som estava em condições, foi momento dos Arctic Monkeys entrarem em palco, de uma forma mais ou menos estudada para, logo de seguida, e bastaram dois acordes, a multidão entrar em êxtase e criar uma onda humana, uma avalanche mesmo, em que toda a plateia saltava em uníssono, fazendo com que muitos dos fãs passassem os primeiros 20 minutos do concerto sem tocarem com os pés no chão, tal a força com que era apertados no meio dos saltos enérgicos do público.
Inacreditável! Há muito que não assistia a um concerto nestes moldes e... foi fantástico! Os dois casais ainda mais velhos que o meu grupo é que não resistiu e mal a adrenalina atingiu os píncaros resignaram-se a afundarem-se e a recuarem para águas mais calmas (leia-se, recuaram uns bons metros) de forma a preservar a sua integridade física. Também há muito que não assistia a malta, rapazes e raparigas, a serem evacuados pelos amigos, em braços... uns já desmaiados, outros em vias de...
No palco, a timidez (quase parece indiferença) com que a banda toca para o seu público é única. Por momentos sinto que eles não estão à vontade e, de facto, são putos que ainda não sabem propriamente lidar com toda esta onda de adoração, este mediatismo, de que são alvo. Borbulhentos e sem barba, parece que é a primeira vez que pegaram em instrumentos, mas depois, a música que fazem é enérgica, potente e portadora de uma maturidade quase paradoxal ao ar de adolescentes ingénuos que ostentam no palco. Mas de ingénuos têm pouco, como se comprova pelas letras e pela atitudes. Basta saber-se que rejeitaram tocar no Live Earth porque, afirmaram, seriam "incoerentes". Putos, mas com eles no sítio. Não acontece como determinadas estrelas que depois de emitirem milhões de toneladas de CO2 durante as tournées, aparecem com pompa e circunstância a favor de uma causa que não seguem, e acabam por ser fiéis à única causa a que sempre estiveram ligados, a venda de discos. Sim, porque parecendo que não, estas iniciativas também aumentam a notoriedade, mesmo que a estrela de que se fala seja conhecida em todas as partes do Mundo.
Mas voltando aos Arctic Monkeys, foram pouco mais de 1h15m de concerto onde ninguém negou saltos, pulos, e em que a maioria sabia as letras do príncipio ao fim. Por isso, no final, o tímido Alex Turner saudou (nas poucas palavras que disse durante a noite, mas também não precisa de mais, porque os Arctic Monkeys são daquelas bandas que podem não falar durante todo o espectáculo mas a música toma conta de tudo) o público português e agradeceu por ter sido esplêndido.
Obrigado!
Nota: O alinhamento da noite foi o seguinte:
The View From The Afternoon
Brianstorm
Still Take You Home
Dancing Shoes
From The Ritz To The Rubble
Teddy Picker
D Is For Dangerous
This House Is A Circus
Fake Tales of San Francisco
Balaclava
Old Yellow Bricks
You Probably Couldn't See for the Lights But You Were Staring Straight at Me
I Bet You Look Good on the Dancefloor
If You Were There, Beware
Fluorescent Adolescent
Mardy Bum
Do Me A Favour
Leave Before The Lights Come On
When The Sun Goes Down
A Certain Romance
17 julho 2007
Agora é só facturar
Parece que António Costa vai conseguir colocar as contas da Câmara de Lisboa na ordem num abrir e fechar de olhos, quase por magia! O mais absurdo é que o antigo ministro não fez absolutamente nada para que acontecesse. Isto é que é entrar na autarquia com o pé direito (bem, no caso do socialista será mais esquerdo, ou centro, porque pelo que se vê, estes socialistas também têm muito pouco de esquerda. Mas isto sou eu a divagar... afinal, quem sou eu para definir esquerda ou direita? Cada um é como é).
Então não é que foi exactamente no dia seguinte às eleições intercalares de Lisboa, sim aquelas que tiveram a menor adesão do povo desde o 25 de Abril, porque a malta quer é praia e umas jolas bem fresquinhas... Sexta à tarde também saí de Lisboa e era só vê-los a acelerar pela A2 fora a caminho do Algarve. E eles que acelerem tudo agora, porque quando regressarem é melhor terem cuidado com os pés pesados ou então têm de ganhar o hábito de contribuir para o equilíbrio das finanças locais. Pois, porque os famosos radares estão finalmente a funcionar... e desta vez é a valer!!! Ai não acreditam? Então lembrem-se que nas primeiras quatro horas a edilidade facturou com as multas que vão mandar para casa de mais de 900 infractores...
Como podem ver, a este ritmo, e com multas que podem chegar aos 2500 euros, a Câmara da capital está salva e agora a qualidade de vida vai melhorar substancialmente, com melhores transportes públicos, mais espaços verdes (bem, e lá estou eu a divagar, o mais provável é encaminharmos alguma dessa verba para pagar os prémios a mais alguns gestores do aparelho, que agora estão nas empresas municipais e por aí adiante).
E dito isto, vou mas é desligar o computador que está na hora de ir dormir. Até amanhã!!!
Então não é que foi exactamente no dia seguinte às eleições intercalares de Lisboa, sim aquelas que tiveram a menor adesão do povo desde o 25 de Abril, porque a malta quer é praia e umas jolas bem fresquinhas... Sexta à tarde também saí de Lisboa e era só vê-los a acelerar pela A2 fora a caminho do Algarve. E eles que acelerem tudo agora, porque quando regressarem é melhor terem cuidado com os pés pesados ou então têm de ganhar o hábito de contribuir para o equilíbrio das finanças locais. Pois, porque os famosos radares estão finalmente a funcionar... e desta vez é a valer!!! Ai não acreditam? Então lembrem-se que nas primeiras quatro horas a edilidade facturou com as multas que vão mandar para casa de mais de 900 infractores...
Como podem ver, a este ritmo, e com multas que podem chegar aos 2500 euros, a Câmara da capital está salva e agora a qualidade de vida vai melhorar substancialmente, com melhores transportes públicos, mais espaços verdes (bem, e lá estou eu a divagar, o mais provável é encaminharmos alguma dessa verba para pagar os prémios a mais alguns gestores do aparelho, que agora estão nas empresas municipais e por aí adiante).
E dito isto, vou mas é desligar o computador que está na hora de ir dormir. Até amanhã!!!
16 julho 2007
Boas notícias
Felizmente, parece que amanhã o calor está de regresso... Já não era sem tempo...
Os dias de férias com frio não deviam contar. É como comprar um produto estragado, isto é, se for no Verão, pois claro, porque se tirarmos as férias no Inverno, o objectivo é ter frio, não?
Os dias de férias com frio não deviam contar. É como comprar um produto estragado, isto é, se for no Verão, pois claro, porque se tirarmos as férias no Inverno, o objectivo é ter frio, não?
Será castigo???
Entrei de férias há três dias e nos últimos dois (contando com o dia de hoje) está frio... Será que fiz alguma coisa de mal e isto é castigo? Então o dito calor anunciado? Ficou-se pela semana passada? Ora que porra... Assim não vale!!!
Isto dá-me uma vontade de desbaratinar! Está tudo louco, frio na segunda quinzena de Julho? Então quando é que podemos dar uns mergulhos na piscina, na praia ou na barragem?
Quero o Verão, já!!!
Isto dá-me uma vontade de desbaratinar! Está tudo louco, frio na segunda quinzena de Julho? Então quando é que podemos dar uns mergulhos na piscina, na praia ou na barragem?
Quero o Verão, já!!!
14 julho 2007
Finalmente... AS FÉRIAS!!!
Já não era sem tempo... Uns dias para não fazer nenhum, levantar-me da cama, deitar-me no sofá, apanhar sol, mergulhar na piscina... Enfim, qualidade de vida.

Está na hora de aproveitar para pôr a leitura em dia, ver uns filmezitos que já ganhavam pó na estante e devorar a colecção completa de Flying Circus dos Monty Python!!!
Foram 19 dias seguidos a soar as estopinhas, sem direito a folgas ou dias de descanso! As últimas férias, ah que maravilha que foram, mas já me pareciam tão distantes. Foram o máximo, eu a Paixão em Barcelona, só os dois. Mas isso já foi no final de Abril, início de Maio!
Estava a dar em doido... Sentia-me de rastos com o cansaço! Sim, porque dar ao dedo no teclado do computador também cansa, não julguem!!! Partilho exactamente da mesma opinião da Paixão, acho que já sofria de SAF (querem saber o que é? Vão a Entre Céu e Mar), os dias, as horas, os minutos, os segundos eram intermináveis, os ponteiros do relógio não se moviam. E depois eram os stresses de determinadas pessoas que às vezes só nos dão vontade de os mandar para... enfim, tenhamos modos que este espaço é respeitável (e quem disse que deixa de ser se disser uma asneira ou outra? nahhh).
Só tenho pena de não poder estar mais tempo com a Paixão. Umas férias quando estamos juntos são sempre magníficas, não é meu amor? Mas em Setembro vamos tirar aqueles nossos dias.... :)
Hoje é o primeiro de 15 dias de descanso e tranquilidade, enfim, estar de papo para o ar!!! Ehehehehehe
Nota: Tenho uma fotografia para colocar neste post, mas não encontro a máquina fotográfica... Quando souber dela colocarei essa imagem elucidativa do que me espera nos próximos dias. :)

Está na hora de aproveitar para pôr a leitura em dia, ver uns filmezitos que já ganhavam pó na estante e devorar a colecção completa de Flying Circus dos Monty Python!!!
Foram 19 dias seguidos a soar as estopinhas, sem direito a folgas ou dias de descanso! As últimas férias, ah que maravilha que foram, mas já me pareciam tão distantes. Foram o máximo, eu a Paixão em Barcelona, só os dois. Mas isso já foi no final de Abril, início de Maio!
Estava a dar em doido... Sentia-me de rastos com o cansaço! Sim, porque dar ao dedo no teclado do computador também cansa, não julguem!!! Partilho exactamente da mesma opinião da Paixão, acho que já sofria de SAF (querem saber o que é? Vão a Entre Céu e Mar), os dias, as horas, os minutos, os segundos eram intermináveis, os ponteiros do relógio não se moviam. E depois eram os stresses de determinadas pessoas que às vezes só nos dão vontade de os mandar para... enfim, tenhamos modos que este espaço é respeitável (e quem disse que deixa de ser se disser uma asneira ou outra? nahhh).
Só tenho pena de não poder estar mais tempo com a Paixão. Umas férias quando estamos juntos são sempre magníficas, não é meu amor? Mas em Setembro vamos tirar aqueles nossos dias.... :)
Hoje é o primeiro de 15 dias de descanso e tranquilidade, enfim, estar de papo para o ar!!! Ehehehehehe
Nota: Tenho uma fotografia para colocar neste post, mas não encontro a máquina fotográfica... Quando souber dela colocarei essa imagem elucidativa do que me espera nos próximos dias. :)
10 julho 2007
Sabia tão bem uma cervejinha...
Tenho duas ou três cervejas no frigorífico. Estão bem frescas, mas não me apetece abrir nenhuma. Com este calor, o que me apetecia era ir à praça e pedir uma imperial para beber numa qualquer esplanada daquele átrio... à sombra de preferência. Agora que já se sente o "bafo" de Verão, as tardes tornam-se insuportáveis. É impossível andar na rua com o sol a derreter-nos. Só depois das seis é possível andar ao ar livre mas sempre com o sol escondido por uma árvore, um prédio ou um simples chapéu de sol.
Podia ter feito isso hoje quando saí do jornal. Nas imediações há uns cafés, alguns deles até são simpáticos. Mas não é a mesma coisa. Até a cerveja, seja Sagres ou Super Bock, não sabe tão bem. Chamem-me saudosista (até provinciano, o que quiserem, estou por tudo), mas na praça é que me sabia bem. É a minha vontade, pronto!
Mesmo que nos arredores do jornal a cerveja fosse a melhor do Mundo hoje nunca lá ficaria. Quero distância daquelas paredes... Hoje sinto-me farto, cansado, desiludido. Até podem ter razão (nunca em tudo, mas enfim), mas não têm o direito de fazer as coisas assim. Exige-se respeito! Ninguém é dono da verdade, ninguém é mais do que os outros! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! Sim, gritar, mandar à merda, ou para outro qualquer lugar menos simpático! Sim, estive por um fio de desatar à debitar palavrões! Mas não, felizmente ainda tenho algum auto-controlo e deixei passar. É o melhor, nem vale a pena. Há dias que tem de ser assim...
Podia ter feito isso hoje quando saí do jornal. Nas imediações há uns cafés, alguns deles até são simpáticos. Mas não é a mesma coisa. Até a cerveja, seja Sagres ou Super Bock, não sabe tão bem. Chamem-me saudosista (até provinciano, o que quiserem, estou por tudo), mas na praça é que me sabia bem. É a minha vontade, pronto!
Mesmo que nos arredores do jornal a cerveja fosse a melhor do Mundo hoje nunca lá ficaria. Quero distância daquelas paredes... Hoje sinto-me farto, cansado, desiludido. Até podem ter razão (nunca em tudo, mas enfim), mas não têm o direito de fazer as coisas assim. Exige-se respeito! Ninguém é dono da verdade, ninguém é mais do que os outros! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! Sim, gritar, mandar à merda, ou para outro qualquer lugar menos simpático! Sim, estive por um fio de desatar à debitar palavrões! Mas não, felizmente ainda tenho algum auto-controlo e deixei passar. É o melhor, nem vale a pena. Há dias que tem de ser assim...
09 julho 2007
Sabiam que...
Sabiam que no fim-de-semana passado houve mais uma prova de um campeonato do Mundo de automóveis?
Sabiam que a prova se realizou no Porto? No reavivado circuito da Boavista, uma pista citadina recuperara em 2005 depois de ter sido o primeiro traçado a receber a Fórmula 1 em Portugal. Penso que foi na década de 50.
Sabiam que este é mais um daqueles eventos internacionais realizados em Portugal com uma extrema projecção fora de portas? O Eurosport transmite as corridas em directo. Tendo em conta que só este canal tem uma dimensão gigante, é lógico que iniciativas como estas sejam excelentes plataformas para mostrar Portugal.
Mas os nossos políticos, mais uma vez, mostraram ser mesquinhos, egoístas, incompetentes e... e... e..., sinceramente nem sei que mais lhes chamar. Porque revelam uma falta de visão e são tão lentos a perceber o alcance das coisas que chega a ser angustiante assistir às ideias de "génio".
Isto tudo a propósito do pa providência cautelar que o presidente da Câmara de Matosinhos fez em tribunal no sentido de não permitir que as corridas se realizassem. Tudo porque, supostamente, impedia os cidadão de Matosinhos de irem ao Porto pela Foz. Então e não há mais acessos? É óbvio que sim! Então o que é que se passa aqui. Eu acho que é inveja. É o tipico portuguesismo do "se eu não tive a ideia tu também não hás-de conseguir pôr a ideia em prática". É mesmo assim que as coisas funcionam, infelizmente! Porque aquele senhor devia ser chamado à razão e pedir desculpas públicas, principalmente aos cidadãos de Matosinhos. Afinal, muitos deles até foram às corridas, e os que não foram com certeza que têm alguma compreensão e aceitam compactuar com a realização importante para a cidade do Porto e para Portugal (e que eu saiba, Matosinhos é Portugal. Ou não é? Ajudem-me por favor)
Enfim, não me apetece escrever mais. Por isso, até um dia!
P.S. - É triste senhor presidente! (Eu tinha de dizer isto. Eu tinha mesmo!!!)
04 julho 2007
Valeu a pena
40 euros de bilhete para ver um dia do 13º festival Super Bock Super Rock. Por portas e travessas ainda consegui ir e poupar os trocos. Afinal, o passe mágico para aquela dimensão que anualmente se estabelece no Parque Tejo (quase por baixo da Ponte Vasco da Gama) custou 25 euritos.
São seis e meia da tarde. Inacreditavelmente, foi muito fácil chegar até lá. Para quem vinha do outro lado da cidade, adivinha-se uma tarefa difícil. Mas pagando uns excessivos 0,80€ (apanhei a CREL, claro está) evitei a tortuosa 2ª circular e a não menos caótica àquela hora, conhecida como Av. Infante D. Henrique, junto ao rio.
Meia hora de espera, entre um sol estupidamente quente e as nuvens que por vezes o encobriam e arrefeciam os ânimos. Chegado o meu bilhete e bons amigos (sim, daqueles que estão quase sempre nestas coisas, ehehehe) ultrapassei a porta para a dimensão rock. Bandas nacionais não vi, infelizmente. A única coisa que ainda ouvi, mas fora do recinto, foi The Gift.
Um quarto para as sete da tarde. "WE are The Klaxons, from London", anuncia o vocalista desta banda britânica. A minha curiosidade leva-me a assistir a todo o concerto... sem defraudar as expectativas. Uma simbiose rock com alguns laivos, mesmo que fugazes (e talvez transmitidos pelo sotaque típico britânico), de pop britânico. Aprovados.
Hora de jantar. Pão com chouriço (2,5 euros) e a bela da bejeca. Sentadinhos até sabe melhor. E espaço foi coisa que não faltou. A facilidade em estacionar dava a entender que não ia haver enchente, como já não houve no ano passado, no dia de Franz Ferdinand. Ah, como eu gosto de festivais assim, sem muita gente, em que podemos andar à vontade. Parece que Metallica foi de bradar aos céus. Mas já se esperava, ou não? Como nunca fiz tensões de ir..
Magic Numbers nem aqueceram nem arrefeceram. Quatro alminhas guedelhudas em palco, dois homens e duas mulheres, faziam lembrar os tristes The Jelly Family, mas vindos de uma qualquer província interior dos Estados Unidos. Fora uma musiquinha ou outra, nada demais... Pobrezinho!
O primeiro momento da noite... Bloc Party confirmaram o meu interesse crescendo na música de mais uma banda que ficou conhecida por ter uma das suas canções como banda sonora de anúncios Vodafone. Em final de digressão, estes rapazes ingleses cheios de presença em palco (o vocalista transmite uma energia colossal através de uma conjugação postura/voz inigualável) despediram-se, por uns tempos, de concertos, sendo que Lisboa teve direito a recebê-los duas vezes praticamente no espaço de um mês. Fiquei adepto confesso. Agora falta ir à loja... (Nunca mais chega o fim do mês, ora bolas).
Já passava da meia-noite. Nos ecrãs um discurso de uma fedelha brasileira numa qualquer reunião envagélica (daquelas seitas maradas que os brasileiros têm para lá) dá o mote a um concerto num cenário de ingreja, com uma tela de veludo vermelho escuro, como as cortinas das igrejas, uma simulação de um orgão de tubos... só faltava a nossa senhora. Dez músicos em palco, cada um capaz de tocar mais de um instrumento e uma sonoridade portentosa, envolvente, colossal. São assim os Arcade Fire! Um grupo canadiano, de Montreal, que vive entre o bairro grego e português daquela cidade norte-americana (sim, a América do Norte também é o Canadá, não são só os EUA). Esta banda de rock eclesiástico (como eu gosto de lhes chamar) assombraram o rio Tejo e a cidade de Lisboa, com o líder e vocalista da banda, Win Butler a assumir contornos de pastor. Pela reacção constante do público, conseguiu passar a mensagem...
Adorei, a força da música, em que, por vezes, roçam sonoridades de lendas da música como Pink Floyd ou David Bowies. Como diz a malta lá do norte... Estes homens (sete homens e três mulheres, para ser exacto) são uns senhores, carago!!!
Fica aqui o alinhamento, gentilmente furtado ao "site" da Blitz (obrigado, hein):
Black Mirror
No Cars Go
Haiti
(Antichrist Television Blues)
Intervention
Headlights Look Like Diamonds
The Well & The Lighthouse
Ocean of Noise
Tunnels
Rebellion (Lies)
Power Out
Keep The Car Running
Wake Up
São seis e meia da tarde. Inacreditavelmente, foi muito fácil chegar até lá. Para quem vinha do outro lado da cidade, adivinha-se uma tarefa difícil. Mas pagando uns excessivos 0,80€ (apanhei a CREL, claro está) evitei a tortuosa 2ª circular e a não menos caótica àquela hora, conhecida como Av. Infante D. Henrique, junto ao rio.
Meia hora de espera, entre um sol estupidamente quente e as nuvens que por vezes o encobriam e arrefeciam os ânimos. Chegado o meu bilhete e bons amigos (sim, daqueles que estão quase sempre nestas coisas, ehehehe) ultrapassei a porta para a dimensão rock. Bandas nacionais não vi, infelizmente. A única coisa que ainda ouvi, mas fora do recinto, foi The Gift.
Um quarto para as sete da tarde. "WE are The Klaxons, from London", anuncia o vocalista desta banda britânica. A minha curiosidade leva-me a assistir a todo o concerto... sem defraudar as expectativas. Uma simbiose rock com alguns laivos, mesmo que fugazes (e talvez transmitidos pelo sotaque típico britânico), de pop britânico. Aprovados.
Hora de jantar. Pão com chouriço (2,5 euros) e a bela da bejeca. Sentadinhos até sabe melhor. E espaço foi coisa que não faltou. A facilidade em estacionar dava a entender que não ia haver enchente, como já não houve no ano passado, no dia de Franz Ferdinand. Ah, como eu gosto de festivais assim, sem muita gente, em que podemos andar à vontade. Parece que Metallica foi de bradar aos céus. Mas já se esperava, ou não? Como nunca fiz tensões de ir..
Magic Numbers nem aqueceram nem arrefeceram. Quatro alminhas guedelhudas em palco, dois homens e duas mulheres, faziam lembrar os tristes The Jelly Family, mas vindos de uma qualquer província interior dos Estados Unidos. Fora uma musiquinha ou outra, nada demais... Pobrezinho!
O primeiro momento da noite... Bloc Party confirmaram o meu interesse crescendo na música de mais uma banda que ficou conhecida por ter uma das suas canções como banda sonora de anúncios Vodafone. Em final de digressão, estes rapazes ingleses cheios de presença em palco (o vocalista transmite uma energia colossal através de uma conjugação postura/voz inigualável) despediram-se, por uns tempos, de concertos, sendo que Lisboa teve direito a recebê-los duas vezes praticamente no espaço de um mês. Fiquei adepto confesso. Agora falta ir à loja... (Nunca mais chega o fim do mês, ora bolas).
Já passava da meia-noite. Nos ecrãs um discurso de uma fedelha brasileira numa qualquer reunião envagélica (daquelas seitas maradas que os brasileiros têm para lá) dá o mote a um concerto num cenário de ingreja, com uma tela de veludo vermelho escuro, como as cortinas das igrejas, uma simulação de um orgão de tubos... só faltava a nossa senhora. Dez músicos em palco, cada um capaz de tocar mais de um instrumento e uma sonoridade portentosa, envolvente, colossal. São assim os Arcade Fire! Um grupo canadiano, de Montreal, que vive entre o bairro grego e português daquela cidade norte-americana (sim, a América do Norte também é o Canadá, não são só os EUA). Esta banda de rock eclesiástico (como eu gosto de lhes chamar) assombraram o rio Tejo e a cidade de Lisboa, com o líder e vocalista da banda, Win Butler a assumir contornos de pastor. Pela reacção constante do público, conseguiu passar a mensagem...
Adorei, a força da música, em que, por vezes, roçam sonoridades de lendas da música como Pink Floyd ou David Bowies. Como diz a malta lá do norte... Estes homens (sete homens e três mulheres, para ser exacto) são uns senhores, carago!!!
Fica aqui o alinhamento, gentilmente furtado ao "site" da Blitz (obrigado, hein):
Black Mirror
No Cars Go
Haiti
(Antichrist Television Blues)
Intervention
Headlights Look Like Diamonds
The Well & The Lighthouse
Ocean of Noise
Tunnels
Rebellion (Lies)
Power Out
Keep The Car Running
Wake Up
26 junho 2007
Magnífico Dr. Negrão! Extinga-se!
Extinga-se! Se não serve os propósitos para que foi criada, então a solução é extinguir-se. Se funciona como uma qualquer promotora imobiliária, então ou volta às funções para as quais foi criada ou então extingue-se.
Foi desta forma, grosso modo, que o candidato Negrão à Câmara de Lisboa (sim, o do PSD) assumiu a sua posição relativamente à EPUL, ou será EPAL? É que no meio desta conversa toda, em que falava da EPUL, Negrão já estava tão pouco ou nada confuso que acabou por dizer que era a empresa responsável pelo abastecimento de água à cidade de Lisboa. Em que é que ficamos?
Para um candidato à Câmara, que se deseja ser um conhecedor profundo de tudo o que diz respeito à cidade (mesmo que esta seja a capital e tenha uma dimensão considerável), não ficou lá muito bem na fotografia... ou ao microfone, já que isto se passou na rádio. Assim não vai lá candidato!
Foi desta forma, grosso modo, que o candidato Negrão à Câmara de Lisboa (sim, o do PSD) assumiu a sua posição relativamente à EPUL, ou será EPAL? É que no meio desta conversa toda, em que falava da EPUL, Negrão já estava tão pouco ou nada confuso que acabou por dizer que era a empresa responsável pelo abastecimento de água à cidade de Lisboa. Em que é que ficamos?
Para um candidato à Câmara, que se deseja ser um conhecedor profundo de tudo o que diz respeito à cidade (mesmo que esta seja a capital e tenha uma dimensão considerável), não ficou lá muito bem na fotografia... ou ao microfone, já que isto se passou na rádio. Assim não vai lá candidato!
25 junho 2007
Ah, que fim-de-semana
Soube tão bem! Um fim-de-semana em quatro dias. Já ansiava por uns dias assim, onde a calma e a tranquilidade foram elementos predominantes.
Parece que o Verão já chegou, mas em termos climatéricos, isto ainda anda muito farrusco. Temperaturas amenas, alguma chuva de vez em quando. Mesmo assim, no sábado ainda deu para dar uns mergulhos na piscina e apanhar um solito. De seguida, uma bela sardinhada! Magnífico!!!
Nestes quatro dias consegui alhear-me, quase por completo, do caos urbano lisboeta e refugiar-me no sossego do meu Alentejo. Esta junto à Paixão, passar bons bocados com os pais, chatear o puto que já está de férias soube tão bem. Tinha de ser, já estava a precisar.
O jantar de sábado também foi magnífico. O restaurante Tomba Lobos está altamente referenciado em diversos meios da especialidade. Há um que até o apelidam de "gourmet". E não é que o que lá se come é divinal? O José Júlio, proprietário e cozinheiro, tem jeito para aquilo. Muito mesmo. A ementa desta vez foi bacalhau com espargos e queijo. Estava delioso. Igualmente apetitoso era o arroz de capoeira, prato escolhido por alguns dos comensais. E os preços? Nada de assustador. Sem vinhos (mas com sangria), mas com entradas, cafés e sobremesas pagámos 12,5 euros. É verdade que existem outros sítios onde comemos por menos, mas na maioria não comemos por preços semelhantes e sem que a qualidade atinja valores tão elevados. A caminho do Reguengo, para quem sai de Portalegre, numa das encostas da Serra de São Mamede. A visitar...
Essencialmente, as energias foram repostas junto de quem mais amo e isso era obrigatório. Agora vivo o primeiro dia dos 19 consecutivos que me esperam para trabalhar. O desafio é grande, a fasquia é elevada, mas as forças estão em grande e estou pronto para enfrentar tão nobre missão.
P.S.: Não me esqueci de Le Mans. Mas as fotos ainda não foram processadas. Cá chegarão.
Parece que o Verão já chegou, mas em termos climatéricos, isto ainda anda muito farrusco. Temperaturas amenas, alguma chuva de vez em quando. Mesmo assim, no sábado ainda deu para dar uns mergulhos na piscina e apanhar um solito. De seguida, uma bela sardinhada! Magnífico!!!
Nestes quatro dias consegui alhear-me, quase por completo, do caos urbano lisboeta e refugiar-me no sossego do meu Alentejo. Esta junto à Paixão, passar bons bocados com os pais, chatear o puto que já está de férias soube tão bem. Tinha de ser, já estava a precisar.
O jantar de sábado também foi magnífico. O restaurante Tomba Lobos está altamente referenciado em diversos meios da especialidade. Há um que até o apelidam de "gourmet". E não é que o que lá se come é divinal? O José Júlio, proprietário e cozinheiro, tem jeito para aquilo. Muito mesmo. A ementa desta vez foi bacalhau com espargos e queijo. Estava delioso. Igualmente apetitoso era o arroz de capoeira, prato escolhido por alguns dos comensais. E os preços? Nada de assustador. Sem vinhos (mas com sangria), mas com entradas, cafés e sobremesas pagámos 12,5 euros. É verdade que existem outros sítios onde comemos por menos, mas na maioria não comemos por preços semelhantes e sem que a qualidade atinja valores tão elevados. A caminho do Reguengo, para quem sai de Portalegre, numa das encostas da Serra de São Mamede. A visitar...
Essencialmente, as energias foram repostas junto de quem mais amo e isso era obrigatório. Agora vivo o primeiro dia dos 19 consecutivos que me esperam para trabalhar. O desafio é grande, a fasquia é elevada, mas as forças estão em grande e estou pronto para enfrentar tão nobre missão.
P.S.: Não me esqueci de Le Mans. Mas as fotos ainda não foram processadas. Cá chegarão.
19 junho 2007
Não resisti!!!
Não podia! Era mais forte do que eu. Tinha ido eu cuscar o blog do meu amigo cemercel (yerrait, man) e não resisti! Sabiam que a voz do Bart Simpson é feita por uma mulher? Sim , por uma mulher!!! Nunca pensei que assim fosse mas é a mais pura verdade. Deixo-vos aqui alguns vídeos que vi, pela primeira vez, no blog Sentido de Estado. São magníficos. É hilariante ver aquelas vozes da melhor série de animação de todos os tempos feitas por pessoas, por humanos como nós.
24 Horas de Le Mans
Este fim-de-semana voltei à maior corrida de resistência do Mundo no que respeita ao desporto automóvel. Tenho umas fotos para colocar aqui e hoje também não tenho muita vontade de escrever. São ainda as consequências por ter dormido entre quatro e seis horas em 72 horas. Ainda não estou perfeitamente operacional!
Ainda esta semana escreverei qualquer coisa...
Ainda esta semana escreverei qualquer coisa...
14 junho 2007
Prova oral
Pois muito bem! Foi na véspera do dia de Santo António, aquela em que se comem sardinhas e se salta à fogueira pela primeira vez no ano, que voltei a participar na Prova Oral, o programa de Fernando Alvim, das sete às oito da tarde (repete das seis às sete da manhã do dia seguinte). Desta feita o tema versava (não, não era sobre santos populares) Mário Laginha, com o próprio presente em estúdio.
Lá ia eu a caminho de Portalegre quando decidi ligar. Mas o objectivo nem era tanto confrontar Mário Laginha com o actual panorama da música nacional, ou melhor, de como é mais fácil, actualmente, chegar a públicos mais diversos, muito por força do investimento das instituições que têm criado condições (leia-se espaços) para além dos dois centros urbanos onde tudo se passa (Lisboa e Porto, mais em Lisboa do que no Porto). Perguntavam eles se no dia de Santo António havia mais terras onde era feriado para além da capital do nosso país. Lá entrei eu em acção para explicar que sim, Cascais por exemplo (e até soube que em Famalicão também é, mas já soube disso demasiado tarde para dar como exemplo). E como tinha de puxar a brasa à minha sardinha, aproveitei para contar que o santo padroeiro da cidade de Portalegre também é o Santo António, mas não é por isso que é feriado. Afinal, o feriado municipal de Portalegre é no dia 23 de Maio, para celebrar a atribuição do foral de cidade à capital de distrito mais nordestina do Alentejo. Tenho dito!
Lá ia eu a caminho de Portalegre quando decidi ligar. Mas o objectivo nem era tanto confrontar Mário Laginha com o actual panorama da música nacional, ou melhor, de como é mais fácil, actualmente, chegar a públicos mais diversos, muito por força do investimento das instituições que têm criado condições (leia-se espaços) para além dos dois centros urbanos onde tudo se passa (Lisboa e Porto, mais em Lisboa do que no Porto). Perguntavam eles se no dia de Santo António havia mais terras onde era feriado para além da capital do nosso país. Lá entrei eu em acção para explicar que sim, Cascais por exemplo (e até soube que em Famalicão também é, mas já soube disso demasiado tarde para dar como exemplo). E como tinha de puxar a brasa à minha sardinha, aproveitei para contar que o santo padroeiro da cidade de Portalegre também é o Santo António, mas não é por isso que é feriado. Afinal, o feriado municipal de Portalegre é no dia 23 de Maio, para celebrar a atribuição do foral de cidade à capital de distrito mais nordestina do Alentejo. Tenho dito!
12 junho 2007
Os rapazes são estrondosos
Os putos de Sheffield, quais macacos do Árctico, não nos poupam. O CD que a C. me ofereceu quase não tem descanso e a vontade de continuar a ouvir e ouvir e ouvir continua em alta. Aparecessem eles ainda na época do vinil e era caso para dizer "vira o disco e toca o mesmo", mas sem qualquer componente pejorativa. Bem pelo contrário, aqui toca o mesmo mas sabe cada vez melhor ouvir a imponência das guitarras fabris (não, os instrumentos não deitam fumo nem chiam como é normal numa fábrica da Revolução Industrial, mas Sheffield é uma terra de operários) e a dimensão abrangente da bateria destes putos ingleses.
Para quem não conhece, ou para que já ouviu e gostou, deixo o vídeo do primeiro single do último álbum do quarteto britânico, "Favourite Worst Nightmare". A música chama-se "Brianstorm" (não é gralha, é mesmo assim que se escreve e não brainstorm como poderia ser susceptível de se pensar).
Para quem não conhece, ou para que já ouviu e gostou, deixo o vídeo do primeiro single do último álbum do quarteto britânico, "Favourite Worst Nightmare". A música chama-se "Brianstorm" (não é gralha, é mesmo assim que se escreve e não brainstorm como poderia ser susceptível de se pensar).
11 junho 2007
Shakespeare bilíngue
Drama, comédia. Espectáculo de teatro com dois actores a representarem esse ícone da dramatologia britânica, William Shakespeare. É esse o resultado da adaptação da obra "King Lear" que o inglês escreveu e que João Garcia Miguel traduziu... mas não toda.

É verdade, a peça é bilíngue. Por um lado, o actor português, Miguel Borges fala sempre na língua de Camões, enquanto o australiano, Anton Skrzypiciel, sempre que abre a boca fá-lo para debitar palavras usadas lá por terras de Sua Majestade.

O resultado é uma salada linguística, uma obra interessada e que vi quase por acaso. Um bilhete à borla para os Festivais Gil Vicente, em Guimarães, e na quinta-feira lá estava eu e a paixão, cinco minutos antes do espectáculo começar, no Centro Cultural Vila Flôr. Gostei do que vi, tanto em cena como do edifício. É verdade, o espaço é fantástico. Numa cidade que respira história, por todos aqueles poros urbanos, este palácio remodelado mistura o passado com o futuro (não gostei muito deste cliché, mas enfim. Agora já o escrevi.). O granito e as paredes grossas de pedra não desapareceram, mas coabitam com a fachada de vidro reluzente e imponente. Quando vi isso pela primeira vez lembrei-me do Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, um espaço com algumas semelhanças, por distantes que sejam. Em Portugal também temos bons exemplos de como fazer as coisas. A cidade condal pode não ser, para alguns, um exemplo a seguir no que respeita a questões arquitectónicas ou de urbanismo. Mas para mim é e como este espaço é meu... (não fico lá muito bem em dar numa de tirano, pois não? Eu sei, mas também quem me conhece sabe que isto não passa de uma brincadeira. Afinal este espaço quer-se democrático e por isso é que os comentários são livres.)

É verdade, a peça é bilíngue. Por um lado, o actor português, Miguel Borges fala sempre na língua de Camões, enquanto o australiano, Anton Skrzypiciel, sempre que abre a boca fá-lo para debitar palavras usadas lá por terras de Sua Majestade.

O resultado é uma salada linguística, uma obra interessada e que vi quase por acaso. Um bilhete à borla para os Festivais Gil Vicente, em Guimarães, e na quinta-feira lá estava eu e a paixão, cinco minutos antes do espectáculo começar, no Centro Cultural Vila Flôr. Gostei do que vi, tanto em cena como do edifício. É verdade, o espaço é fantástico. Numa cidade que respira história, por todos aqueles poros urbanos, este palácio remodelado mistura o passado com o futuro (não gostei muito deste cliché, mas enfim. Agora já o escrevi.). O granito e as paredes grossas de pedra não desapareceram, mas coabitam com a fachada de vidro reluzente e imponente. Quando vi isso pela primeira vez lembrei-me do Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, um espaço com algumas semelhanças, por distantes que sejam. Em Portugal também temos bons exemplos de como fazer as coisas. A cidade condal pode não ser, para alguns, um exemplo a seguir no que respeita a questões arquitectónicas ou de urbanismo. Mas para mim é e como este espaço é meu... (não fico lá muito bem em dar numa de tirano, pois não? Eu sei, mas também quem me conhece sabe que isto não passa de uma brincadeira. Afinal este espaço quer-se democrático e por isso é que os comentários são livres.)
Despiste a 270 km/h... e uma entorse no tornozelo
A Fórmula 1 está cada vez mais segura. Esta é uma das conclusões que se pode tirar do aparatoso despiste de Robert Kubica, o piloto polaco da BMW que se estreou na Fórmula 1 a meio da época passada.
Um ligeiro toque no carro de um adversário, no caso o Toyota de Jarno Trulli, e o monolugar alemão quase levantou vôo, embatendo praticamente de frente no sólido muro de betão que acompanha, de perto, quase todos os metros do circuito Gilles Villeneuve, o traçado canadiano que tem o nome de uma dos grandes nomes da história da Fórmula 1 e que todos os anos recebe o "circo".
Arrepiante é um um eufemismo para adjectivar o acidente de Kubica. Quem vê pela primeira vez não consegue acreditar que de tanto aparato e de um carro destruído por completo, o piloto polaco tenha saído apenas com uma entorse. Mas vejamos. Após o despiste, o carro praticamente tudo o que estava agarrado a chassis. Pneus, suspensões, a asa dianteira. Tudo isso foi pelos ares (literalmente). Mas o cone, que tecnicamente é chamado de monocoque, ou seja, a zona onde fica o piloto quando está dentro do carro, ficou praticamente intacta. É o que se chama de evolução tecnológica. Penso que mesmo para aqueles que não são entusiastas deste desporto é impressionante ver como um carro que, aparentemente, tem um aspecto tão frágil mas que consegue manter o piloto seguro mesmo após um despiste a 270km/h. Aliás, o director de equipa da BMW dizia que se este acidente tivesse acontecido há dez anos, possivelmente o piloto não teria sobrevivido. Felizmente sobreviveu e se tudo correr bem poderá voltar às pistas ainda esta semana. Afinal, tudo não passou de uma torcidela, algo comum a todos, nem que seja numa partida de futebol lá no bairro.
Um ligeiro toque no carro de um adversário, no caso o Toyota de Jarno Trulli, e o monolugar alemão quase levantou vôo, embatendo praticamente de frente no sólido muro de betão que acompanha, de perto, quase todos os metros do circuito Gilles Villeneuve, o traçado canadiano que tem o nome de uma dos grandes nomes da história da Fórmula 1 e que todos os anos recebe o "circo".
Arrepiante é um um eufemismo para adjectivar o acidente de Kubica. Quem vê pela primeira vez não consegue acreditar que de tanto aparato e de um carro destruído por completo, o piloto polaco tenha saído apenas com uma entorse. Mas vejamos. Após o despiste, o carro praticamente tudo o que estava agarrado a chassis. Pneus, suspensões, a asa dianteira. Tudo isso foi pelos ares (literalmente). Mas o cone, que tecnicamente é chamado de monocoque, ou seja, a zona onde fica o piloto quando está dentro do carro, ficou praticamente intacta. É o que se chama de evolução tecnológica. Penso que mesmo para aqueles que não são entusiastas deste desporto é impressionante ver como um carro que, aparentemente, tem um aspecto tão frágil mas que consegue manter o piloto seguro mesmo após um despiste a 270km/h. Aliás, o director de equipa da BMW dizia que se este acidente tivesse acontecido há dez anos, possivelmente o piloto não teria sobrevivido. Felizmente sobreviveu e se tudo correr bem poderá voltar às pistas ainda esta semana. Afinal, tudo não passou de uma torcidela, algo comum a todos, nem que seja numa partida de futebol lá no bairro.
10 junho 2007
Já tinha saudades...
Guimarães é, cada vez mais, e por razões naturais, uma das cidades que mais me diz. Já lá não ia há bastante tempo e tenho de admitir que já tinha saudades.
Saudades de pisar a calçada do Toural, subir a Rua Gil Vicente (apesar do congestionamento), caminhar junto às muralhas a caminho da rotunda da Mumadona, beber café nas simpáticas esplanadas da praça da Oliveira.
Gosto de sentir o espírito, o ambiente que se vive na cidade berço. É fantástico entrar na Cervejaria Martins, sentarmo-nos ao balcão para comer um qualquer petisco, o prato do dia ou um prego no pão. As conversas andam à volta, na maior parte das vezes, de futebol. Nos ecrãs de LCD é comum passar uma qualquer partida do desporto rei, seja da liga portuguesa, espanhola ou inglesa. Mas ao contrário do que acontece na maioria do território nacional, os adeptos e inúmeros treinadores de bancada não falam de Benfica, Sporting ou Porto. É o Vitória que preocupa os vimaranenses. Aliás, o que Portugal assistiu durante o Euro 2004, em que as nossas janelas e varandas se engalanaram com o verde e vermelho do nosso país, é comum em Guimarães, mas com bandeiras brancas e pretas com as cores do Vitória e slogans como "Vitória de Primeira", numa clara alusão à subida do clube de Guimarães à primeira liga nacional.

Mas regresso à Cervejaria Martins, em que entre conversas de bola pergunto:
- O que é que se come hoje?
- Pronto a sair temos Bacalhau à Braz e Lombinhos com cogumelos.
- Quero lombinhos, por favor.
- E para beber?
- Quero uma imperial, por favor. (Que estúpido. Por aquelas bandas pede-se um fino!)
Parece absurdo, mas este diálogo sabe bem. Gosto de o fazer naquele ambiente.

Já não ia a Guimarães desde Janeiro e confesso que já tinha saudades. Tinha mesmo. E desta vez não fui comer um croissant à Caneiros, ainda não andei no teleférico e também não foi desta que fui ao Estádio D. Afonso Henriques. Mas mesmo que já tivesse feito tudo isso e outras coisas mais, continuava a ter vontade, e argumentos de sobra, para voltar à cidade onde nasceu este nosso pequeno país.
Saudades de pisar a calçada do Toural, subir a Rua Gil Vicente (apesar do congestionamento), caminhar junto às muralhas a caminho da rotunda da Mumadona, beber café nas simpáticas esplanadas da praça da Oliveira.
Gosto de sentir o espírito, o ambiente que se vive na cidade berço. É fantástico entrar na Cervejaria Martins, sentarmo-nos ao balcão para comer um qualquer petisco, o prato do dia ou um prego no pão. As conversas andam à volta, na maior parte das vezes, de futebol. Nos ecrãs de LCD é comum passar uma qualquer partida do desporto rei, seja da liga portuguesa, espanhola ou inglesa. Mas ao contrário do que acontece na maioria do território nacional, os adeptos e inúmeros treinadores de bancada não falam de Benfica, Sporting ou Porto. É o Vitória que preocupa os vimaranenses. Aliás, o que Portugal assistiu durante o Euro 2004, em que as nossas janelas e varandas se engalanaram com o verde e vermelho do nosso país, é comum em Guimarães, mas com bandeiras brancas e pretas com as cores do Vitória e slogans como "Vitória de Primeira", numa clara alusão à subida do clube de Guimarães à primeira liga nacional.

Mas regresso à Cervejaria Martins, em que entre conversas de bola pergunto:
- O que é que se come hoje?
- Pronto a sair temos Bacalhau à Braz e Lombinhos com cogumelos.
- Quero lombinhos, por favor.
- E para beber?
- Quero uma imperial, por favor. (Que estúpido. Por aquelas bandas pede-se um fino!)
Parece absurdo, mas este diálogo sabe bem. Gosto de o fazer naquele ambiente.

Já não ia a Guimarães desde Janeiro e confesso que já tinha saudades. Tinha mesmo. E desta vez não fui comer um croissant à Caneiros, ainda não andei no teleférico e também não foi desta que fui ao Estádio D. Afonso Henriques. Mas mesmo que já tivesse feito tudo isso e outras coisas mais, continuava a ter vontade, e argumentos de sobra, para voltar à cidade onde nasceu este nosso pequeno país.
06 junho 2007
Mais vale tarde...
...que nunca! Já diz o velho ditado.
O concerto de Dave Mathews Band já aconteceu há praticamente 15 dias, mas só hoje, com algum tempo, consegui encontrar um registo que alguém simpático fez deste momento único.
Único sim! Dave Mathews e a sua banda nunca tinham vindo ao nosso país. Era um espectáculo muito aguardado. Como dizia o meu amor, eramos quatro pessoas ansiosas para ver esta banda ao vivo. Os bilhetes, esses, tinham sido comprados ainda em 2006, praticamente seis meses antes. Acho que nunca tinha adquirido ingressos com tanta antecedência.
Valeu bem a pena. Mesmo que do local mais distante do palco, o balcão 2, o espectáculo foi intenso, marcante para toda uma vida. E não é que eles não se cansam de tocar. Aqui não houve aquelas tretas de concertos completamente programados em que os artistas tocam o que está previsto durante hora e meia (quanto muito estica até à 1h45m) e vão-se embora. As luzes acendem-se para "enxotar" o público, como se faz às galinhas e acabou. Aqui não, Dave Mathews e a sua banda, juntamente com o magnífico Tom Morello dos saudosos Rage Against the Machine (parece que voltaram. Resta saber se nos vão presentear com um concerto em Portugal. Isso é que era), tocaram durante 3h30m num imenso turbilhão e de notas e ritmos que nos fizeram tremer de arrepios, tal a força com que transmitem a sua sua música.
No final, saímos satisfeitos e felizes. Deixo um vídeo feito por alguém presente. Para quem não foi sempre sabe melhor do que não ter nada.
O concerto de Dave Mathews Band já aconteceu há praticamente 15 dias, mas só hoje, com algum tempo, consegui encontrar um registo que alguém simpático fez deste momento único.
Único sim! Dave Mathews e a sua banda nunca tinham vindo ao nosso país. Era um espectáculo muito aguardado. Como dizia o meu amor, eramos quatro pessoas ansiosas para ver esta banda ao vivo. Os bilhetes, esses, tinham sido comprados ainda em 2006, praticamente seis meses antes. Acho que nunca tinha adquirido ingressos com tanta antecedência.
Valeu bem a pena. Mesmo que do local mais distante do palco, o balcão 2, o espectáculo foi intenso, marcante para toda uma vida. E não é que eles não se cansam de tocar. Aqui não houve aquelas tretas de concertos completamente programados em que os artistas tocam o que está previsto durante hora e meia (quanto muito estica até à 1h45m) e vão-se embora. As luzes acendem-se para "enxotar" o público, como se faz às galinhas e acabou. Aqui não, Dave Mathews e a sua banda, juntamente com o magnífico Tom Morello dos saudosos Rage Against the Machine (parece que voltaram. Resta saber se nos vão presentear com um concerto em Portugal. Isso é que era), tocaram durante 3h30m num imenso turbilhão e de notas e ritmos que nos fizeram tremer de arrepios, tal a força com que transmitem a sua sua música.
No final, saímos satisfeitos e felizes. Deixo um vídeo feito por alguém presente. Para quem não foi sempre sabe melhor do que não ter nada.
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