escrevo porque quero, escrevo porque me apetece, escrevo porque sim... e não tem de ser ao domingo de manhã!
26 abril 2007
Aí vamos nós... para Barcelona
Temos comboio às 7h26, mas o avião é só às 10h10.
Barcelona, aí vamos nós!!!
19 abril 2007
Lá vai uma, lá vão duas...
É verdade, desde que coloquei o contador de visitas no meu blog já recebi mais de 500 visitas. Sei que a maioria destes "curiosos" são bons amigos a quem deixo, desde já, os meus agradecimentos por digitarem este endereço no vosso programa de internet e tenham paciência para ler as letras que junto de vez em quando para exprimir vontades, alegrias, tristezas, viagens, comportamentos, enfim... uma infinidade de coisas que têm algo em comum: eu.
Hoje não me sinto inspirado. No último texto falava em cansaço. Como ele ainda não passou, a disposição para escrever não é a maior. E, infelizmente, também não tenho tido tanto tempo como gostaria para cuidar deste meu canto.
Mas quando o volume de stress e confusão abrandar eu poderei escrever com mais intensidade e frequência.
Estou a precisar de férias. Essa é que é essa!
Mas é já para a semana. Faltam poucos dias. Barcelona aqui vamos nós! Vai ser em grande Namaste!
Mais uma vez, obrigado a todos!
14 abril 2007
Cansaço...
No entanto, hoje foi um dia com muita coisa a acontecer. Conversas acerca de rendimentos mensais, trabalho, enfim...
Para além disso, fui dar sangue pela terceira vez. Ou melhor, pela quinta, mas houve duas ocasiões em que não pude. Uma qualquer enzima hepática que não queria estar dentro dos índices. Não, não pensei que é do álcool! Antes fosse...
Bem, está na hora. Pensava que o fim-de-semana seria todo para o descanso do guerreiro, mas afinal tenho de dar ao dedo nos próximos dias, por isso vou já para a cama repousar as costas.
Nunca mais é domingo. Estou cheio de vontade de ir à estação de Portalegre. Estarei lá à tua espera C.! Amo-te!
07 abril 2007
É hoje!!!
Faz, no domingo (amanhã), 15 dias que não vejo a C. As saudades são muitas! Felizmente, é já hoje que vamos poder estar juntos! Não será por muito tempo, infelizmente! Mas sempre acreditei que os momentos valem pela intensidade com que se vivem. Por isso, sei que vai ser muito, mas mesmo muito bom!
Só espero é que as horas passem depressa até ao momento em que vamos poder abraçar-nos novamente! Aí, bem, aí quero que o ponteiro dos segundos reduza a sua velocidade e o tempo que estivermos juntos se prolongue bastante!
AMO-TE C.!!!
Pimponeta…
...Pita pita pitucha, pita pita pitucha, plim!Quem não se lembra deste “sorteio” que fazíamos enquanto crianças, fosse para jogar às escondidas, ao dez pés, à macaca, para escolher as equipas de futebol, enfim… para brincar!
Passo a explicar!
2007 prepara-se para ser um grande ano em termos de concertos. Pelo menos no que respeita aos meus gostos musicais. Alguns espectáculos até já se realizaram, outros estão aí na calha. Incubus voltaram a Portugal para tocarem no Pavilhão Atlântico. Falhei, não fui. Dave Mathews Band vão tocar nesse mesmo complexo, no dia 25 de Maio. Já tenho bilhetes, felizmente! Iuppppiiiiiiiiiiiiii!!!
Mas o ano está longe de ser apenas isto. Os Arctic Monkeys têm data prevista para Junho ou Julho, no Coliseu. Depois de no ano passado terem enchido o Garage (grande concerto), voltam a espalhar o seu exército de macacos gelados. No Alive, o novo festival da mais recente produtora, Everything is New, já estão confirmados os Pearl Jam (visto), Smashing Pumpkins (visto), os Beastie Boys (por ver) e, sensação das sensações, os The White Stripes!!! Para além disso, muitos outros grupos merecem a minha aprovação (seja lá o que isso valha). Mas só para este evento os bilhetes custam 45 euros (um dia), ou 90 euros (três dias). Não seria mal se fosse uma vez no ano. Mas não. Porque em datas muito próximas também se realiza o já conceituado Superbock Superock, com a vinda dos “gigantes” canadianos, Árcade Fire. Já assisti à magia eclesiástica desta banda, é certo. Mas a vontade de os ver novamente é muita, principalmente tendo em conta que o conjunto que já tinha criado a obra-prima, Funeral, tem agora uma Bíblia de Néon (original Néon Bible) para pregar por esse Mundo fora. É música para fiéis, para crentes desta “religião” que vale sempre a pena ouvir. Mas, a “doação” é elevada. 40 euros para um dia, ou 78 para os quatro. O que vale, neste caso, é que no dia em que tocam os Árcade Fire também passam pelo “altar” grupos como os Bloc Party ou os Klaxons, motivos suficientes para tornar a “missa” bem mais em conta.
Assim de repente, estes concertos todos, e outros que virão, tornam 2007, como já disse, bastante rico em termos musicais. O problema reside na bolsa que fica marcadamente mais pobre. Isto se tiver liquidez para suportar todas estas “aventuras”. Com certeza não poderei cumprir com a minha obrigação “religiosa” em todas as ocasiões. Resta-me, portanto, resignar-me em “rezar” em casa ou no carro, ao som da mensagem…
27 março 2007
Vrummm… Desta é que é!
Lembro-me da primeira vez em que recebi, como presente, uma ida ao Rali de Portugal. Tinha ido a Coimbra, ao médico e fazer análises ao sangue. Duas enfermeiras “à antiga”, de grande porte, e pouco cuidadas na hora de espetar a agulha espetaram e espetaram e voltaram a espetar e espetaram mais uma vez…
A minha mãe apertava o braço do meu pai, tal eram os nervos por me ver estendido numa cama de hospital, com os dois braços chacinados pela frieza daquele elemento metálico.
No final lá cedi umas míseras gotas de sangue que serviram para experiências, juntamente com um saco de pó do meu quarto da altura. Para que serviu? Não faço a mínima ideia!!! Enfim…
No final, de braços caídos, lá saí do Hospital Universitário de Coimbra… Pequeno, talvez nem dez anos ainda tivesse, foi à saída daquele “monstro” da saúde nacional que recebi a prenda. Tinha-me portado bem e, por isso, ia ver os “carrões”, os verdadeiros que eu tinha em casa em miniaturas da Majorette ou da Matchbox (já não me lembro se é assim que se escreve). Na altura, o rei português era Carlos Bica, que andava de Lancia, tal e qual pilotos de nomeada internacional como Massimo Biasion.
Hoje tudo é diferente. Agora falamos em nomes pomposos como WRC (World Rally Car) e pilotos como Loeb ou Gronholm (que raio, porque é que os finlandeses têm de dizer os nomes com a boca cheia?)…
08 março 2007
Tenho de chamar o canalizador
Mas não há bela sem senão. A cano do lava-loiças há muito que pinga. Não é nada de assustador, ou pelo menos não era. Já me deram a liberdade de contratar um canalizador para tratar do assunto, mediante o pedido de um orçamento.
Ainda não o fiz. O dinheiro não estica e há meses que este tipo de despesas se tornam perfeitamente acessórias… até ao dia!
Com o passar dos dias, e a maior utilização do lava-loiça – sim, eu lavo a loiça sempre – a fuga tem aumentado. O que anteriormente não passava de uma cadência de uma gota de três em três segundos passou a um ligeiro fio de água constante, sempre que a torneira está aberta. Mais curioso, quando é água quente, o fluxo aumenta. Não sei se há explicação científica, mas julgo que a água a temperaturas elevadas possa fazer dilatar o buraco… é a única explicação, ainda que de senso comum, que encontro.
Vistas as coisas, a hora de chamar o canalizador está a aproximar-se vertiginosamente. Só espero poder fazê-lo antes do cano rebentar de vez, pois o alguidar nunca aguentaria tamanha brutalidade.
06 março 2007
Não estou esquecido
É certo que não tenho escrito regularmente. A última vez que publiquei alguma coisa foi no distante dia 12 de Fevereiro, há quase um mês, portanto.
Sinceramente não tenho tido paciência para escrever. Essa é que é essa. Entre trabalho e uma mudança de casa, este meu canto ficou um pouco para trás.
Mas prometo que em breve darei notícias, de preferência com maior regularidade... espero eu!
12 fevereiro 2007
Até o gravador deixou de funcionar
Bastavam 15 minutos na rua, parado, para os pés congelarem. As mãos não se mantinham quentes, nem com luvas. O gravador de voz, que utilizo para as entrevistas hibernou, deixou de funcionar. Ainda nem sei se já acordou deste sono. Penso que terão sido as pilhas que não aguentaram o frio, mas sinceramente ainda não sei em que estado está. Para apontar as notas no bloco tive de deixar a via tradicional e passar a escrever com luvas, porque era a única forma suportável. A escrita era mais lenta, mas não podia ser de outro modo. O frio era tal que até a tinta da caneta ficou mais espessa e já não queria sair pelo orifício.
Na cara, o ligeiro vento que se fazia sentir de vez em quando cortava a face como pequenas lâminas afiadas. Sempre que inspirava sentia que as entradas nasais começavam a congelar.
O mais impressionante é que a súbita quebra de temperatura aconteceu mal o sol fugiu lá longe, na penumbra do horizonte. A ausência de nuvens no céu permitiu que o calor se dissipasse e o termómetro começou a baixar em catadupa.
No final, consegui resistir e, agora, no conforto da temperatura positiva que se faz sentir em Portugal, passei a ter mais uma história para contar.
09 fevereiro 2007
Retratos do Rali da Suécia
Deixo aqui dois retratos. O primeiro marca a presença do tetracampeão nacional no rali. O segundo ilustra uma solução curiosa e eficaz de alguns dos espectadores da prova que, para terem uma melhor perspectiva, não decidiram subir a um pinheiro e assistir à passagem dos concorrentes de uma forma mais elevada e... confortável!

O frio é muito mas não intimida

A chegada à Suécia aconteceu debaixo de... frio! Não seria de esperar outra coisa. Aliás, os cinco graus negativos nem são problemáticos. Problemático foi a bagagem ter ficado retida em Estocolmo, e nós já estarmos em Karlstad, centro nevrálgico do Rali da Suécia.
Ao que parece, não podiamos fazer check-in directo para esta cidade a 300 quilómetros da capital sueca. Segundo nos disseram no aeroporto quando chegámos, as malas dos voos internacionais são inspeccionadas pela alfândega e isso obriga-nos a levantá-las e, quando temos de fazer ligação, voltar a fazer o chek-in. Resultado, as roupas para o frio só chegaram às nossas mãos quase à uma da manhã (horal local, menos uma em Portugal Continental). Menos mal…
Quando saímos do hotel esta manhã, às 7h40, o termómetro do carro marcava oito graus negativos. Nada de especial! O frio não penetrava pelos quilos de roupa que tinha vestido. Casaco, calças interiores, meias de neve, luvas… Tanta coisa que só sai da gaveta do meu quarto de quando em vez. Nem quando vamos à Serra da Estrela é preciso tanto aparato. Mas, tenho de admitir, que se assim não fosse assim era impossível sobreviver.
Os oito graus negativos da manhã prolongaram-se pelo resto do dia. Mas quando caiu a noite, ainda não eram 17 horas, a temperatura desceu subitamente e a face, única parte do corpo em contacto directo com o ar, ressentiu-se. Nada que a roupa vestida não aguente.
Os pés têm sido os membros mais castigados. Mesmo com umas meias reforçadas, o frio acaba por chegar às entranhas mais recônditas. Nos momentos em que passo mais tempo ao frio penso que a compra de umas botas de neve tinha sido uma aquisição inteligente. Mas o mal feito remediado está e, por isso, só tenho uma solução: aguentar-me assim. Só que as previsões meteorológicas apontam para uma quebra de 12 graus, ou seja, 20 negativos. Tudo se deve à “fuga” das nuvens que deixam o céu a descoberto. Sem este “manto” para segurar o pouco calor gerado, é normal que fique mais frio. Só não pensei que fosse tanto da noite para o dia.
Enfim. Sempre me disseram que o frio é uma questão psicológica e cada vez mais sinto isso. Já houve dias em Portugal, com temperaturas positivas em que tive mais problemas. Assim, sinto-me pronto para enfrentar o gelo.
05 fevereiro 2007
Frustração na hora de não votar
Há oito não tinha dúvidas, votava sim. Hoje, votava novamente no sim. Digo votava porque, antes de justificar a minha escolha, não vou poder, mais uma vez, colocar o “papelinho mágico” na urna. Não é o tempo quente, o sol, ou a praia que me impedem. Não são os centros comerciais ou os “enfadonhos” filmes que passam nas televisões nacionais (daqui excluo os canais por cabo porque esses são privilégio e não uma realidade em grande parte dos lares portugueses), exceptuando a RTP que actualmente até tem transmitido algumas séries bastante interessantes, que me “prendem” ao sofá e não me deixam sair de casa para cumprir o meu direito e dever (sim, porque votar também é um dever). Não posso votar porque este fim-de-semana disputa-se um rali do campeonato do Mundo e eu vou fazer a cobertura jornalística da prova. O regresso está agendado para domingo, mas quando o avião aterrar no aeroporto da Portela, em Lisboa, já as urnas estarão fechadas. Infelizmente não vou poder cumprir com uma das minhas obrigações enquanto cidadão.
Há oito anos não votei no referendo sobre o aborto porque ainda não tinha idade para tal. No próximo domingo voltarei a não votar por impedimentos profissionais e, por isso, sinto-me frustrado. Queria poder participar mais activamente nesta questão tão importante da nossa sociedade. No entanto, não posso deixar de dizer que, se pudesse colocar o boletim de voto na urna, votaria SIM.
Votaria SIM porquê? Porque sim parece-me suficiente. Mas não me fico por aqui. Também não vou alongar este texto, até porque hoje estou um pouco divagador (já se notou, não já?). Votaria SIM porque sou pela VIDA. E não sou hipócrita como aqueles que são pelo NÃO. Senão vejamos… no estado actual das coisas, quem em dinheiro e possibilidades, faz as asneiras e vai lá fora. Basta ir a Badajoz (hoje em dia, de Lisboa a Badajoz são duas horas de caminho) para abortar. Esta é uma forma fácil, eficaz e discreta de por termo a uma gravidez que não se deseja. Mas quem não tem essas condições o que faz? Ou assume a criança, ou sujeita-se a abortar debaixo de um vão de escada, sem condições de higiene mínimas, numa operação efectuada por alguém com poucos conhecimentos científicos e técnicos para realizar uma tarefa tão exigente em termos humanos. O aborto, esse, não deixa de ser feito, mas as probabilidades de se por termo à vida sobe exponencialmente. Esta teoria parece um contra-senso. Mas não é! Num estabelecimento dotado de todas as condições, a mulher aborta e perde-se a vida de um embrião. Na situação actual morre o embrião e pode, também, morrer a mãe.
Mas não é esta a principal razão que me faria votar SIM. Eu colocaria a cruz à frente dessa resposta porque sou pela liberdade de escolha. Há pessoas que podem ser determinante contra o acto de abortar, mas não podem tirar esse direito a outra mulher que o deseje fazer, independentemente das suas razões.
Bem, mas já estou farto de dissertar e divagar por hoje.
Penso que fui claro ao marcar a minha posição. Assim, todos sabem o que penso desta questão e, mais uma vez, têm toda a liberdade de rebater os meus argumentos ou concordar com eles.
Obrigado
03 fevereiro 2007
25 anos assustam um bocado
Nada de especial, dizem uns. Estás na flor da idade, dizem outros.
Estatisticamente ainda sou considerado um jovem, pois a maioria dos estudos estabelece o limite nos 30. Tenho um enorme prazer de fazer, ainda, parte desse grupo. Mas o estatuto "jovem" está a perder valor, importância. Tudo porque, em alguns casos, já somos considerados jovens até aos 40 anos...
Até onde é que isto irá? É certo que a esperança média de vida tem aumentado com o passar do tempo e com o desenvolvimento da sociedade, mas será que chegaremos ao absurdo de sermos "jovens" até aos 65 anos, data de reforma da maioria das pessoas?
Mas não é por isso que estou a escrever neste momento. 25 anos pode não ser muito tempo, mas quando muito bem vividos representam muitas e boas, para não dizer excelentes, memórias. Também há as más. Mas no meu baú, estas ocupam um espaço bem escondido, que só servem como conhecimento apreendido, normalmente para não voltar a repeti-las.
Mas também não é bem isto que quero transmitir. Limito-me a deixar uma questão para reflexão. Ainda somos novos quando fazemos 25 anos, mas se virmos a realidade por outro ponto de vista? 25 anos representam um quarto de século. Estou prestes a completar um quarto de século! É assustador...
Nota: Aceitam-se opiniões, comentários, reflexões acerca deste assunto. Obrigado
29 janeiro 2007
Fim do Mundo onde se está tão bem
Felgar – 20 horas
Passada a Guarda, e depois de alguns quilómetros na novíssima A25, aquela que veio substituir o famoso e mortal IP5, entramos por estradas nacionais. Contornamos Celorico da Beira em direcção a Vila Nova de Foz Côa. A noite impede-nos de visualizar algo mais do que o preto do alcatrão e as suas listas brancas. A percepção de que estamos na zona das figuras rupestres só é possível através de sinalética colocada propositadamente para informar o turista.
“Temos de visitar esta região… mas de dia”, comentamos, eu e a C., com vontade de chegar à casa de hóspedes que há dias tínhamos reservado depois de uma pesquisa na net. Estas tecnologias são fantásticas.
Pocinho fica depois da vila colocada no mapa por causa de uns desenhos com milhares de anos. Junto ao Douro, é um dos pontos de referência para chegar a Felgar para quem vem de Sul. “ Passa a Pocinho, junto ao Rio Douro e depois vira no sentido de Torre de Moncorvo”, indica-nos o guia previamente transcrito para o básico bloco Moleskine.
Mais algumas curvas, torneamos mais uma localidade que tem no nome a imponência de uma torre e a escuridão e a obscuridade de algo que acaba em “corvo”.
Felgar está deserta. Na aldeia não se vislumbra uma pessoa e carros… nem vê-los. Parece que até estes têm medo do frio. E nós, bem, nós sentimo-nos a voltar atrás no tempo e a cair no início do século XXI. Procuramos a Casa de Santa Cruz, em busca de um pouso onde nos protegermos das temperaturas negativas que assolam o ar. Não encontramos.
No café, cerca de uma dúzia de pessoas respiram num ambiente aquecido por uma confortante salamandra mas que é conspurcado pelo fumo do tabaco que está aprisionado pelo ineficaz sistema de ventilação. As orientações estão dadas. Mais fácil era difícil.
Chegados à porta da casa de hóspedes debatemo-nos com a porta fechada. E o frio que nos atinge com violência na cara. A informação na porta é clara, temos de ligar para um número telefónico para que venham abrir a porta.
Cinco minutos, nem tanto e um pequeno utilitário aproxima-se. De dentro sai uma senhora, bem simpática, que nos pede desculpa. “Não há problema”, dizemos nós. As recepções abertas 24 horas são virtudes dos formais hotéis que nós preterimos. Queríamos sentir outro tipo de ambiente, mais familiar.
O quarto é reconfortante, mas o estômago já dá sinal de insatisfação. A hora de jantar já tinha chegado e apresentavam-se duas propostas: O Artur, em Carviçais, e O Lagar, em Torre de Moncorvo.
Sugeri o primeiro, pensado que, assim, veríamos algo mais pois já tínhamos passado na principal localidade daqueles confins. Má escolha. Chegados ao pequeno lugarejo, que se tornou conhecido, pelo menos para mim, desde que organizaram, ali mesmo, um festival de música, parecia uma terra fantasma. Não se avistava ninguém e o restaurante estava… fechado. Eram 21 horas, mas as refeições, essas, se as quiséssemos teríamos de ir a outro lado. Persistente, ainda tentei perceber se o estabelecimento recomendado estava, de facto, fechado. Acabamos por bater com o nariz na porta.
Metemo-nos no carro e fomos directamente a O Lagar, e tive de dar a razão à C. que desde o início me disse que o melhor seria esta opção. Vimos o tribunal, edifício senhor de um largo onde as atenções são todas para si. Passámos pela igreja, senhora de uma imponência pouco característica nos edifícios daquela região. A rudeza e a robustez das pedras graníticas dão-lhe um ar de fortaleza, em que qualquer arma de fogo assustaria muitos inimigos noutros tempos.
A “Posta à Lagar” estava saborosa e tenra, mas as batatas pré-fritas servidas como acompanhamento deixam uma sensação de insatisfação. Estômago reconfortado e regressamos à Casa de Santa Cruz. A noite, bastante tranquila, permite-nos descansar, recuperar forças gastas após uma dura semana de trabalho.
Felgar – 9 horas
Só o sino da igreja nos acorda já com o sol a raiar. Sim, nesse dia estava um dia maravilhoso. Os dois graus positivos não assustavam perante um céu azul e um sol luminoso.
O pequeno-almoço é divinal. Os donos da casa, que vivem diariamente no Porto, passam ali os fins-de-semana, onde se refugiam do caos urbano. Sumo de laranja espremido na hora, café com leite preparados no momento, pão fresco, manteiga, fiambre, queijo flamengo e queijo da região são cuidadosamente preparados pela D. Teresa Pires, a responsável pela cozinha. A completar, compotas de tomate e de damasco e mel. Um verdadeiro banquete que nos dão energia logo pela manhã para um dia magnífico e especial. Afinal, não é todos os dias que se comemora o aniversário de alguém tão importante! Para terminar, uns waffles quentinhos, acabados de fazer, com a massa confeccionada na hora… maravilha!
A conversa com o casal proprietário desta simpática e acolhedora casa de hóspedes durante a refeição envolve-nos, como tudo, num ambiente familiar e acolhedor. As formalidades das gravatas e dos balcões das recepções não existem e, de vez em quando, sabe tão bem fugirmos para o “fim do Mundo”, como foi referido, e passar uns dias em sossego e paz.
Por fim, há imensos programas que podemos concretizar. A piscina convida a um mergulho nos dias quentes de Verão. Caminhadas, jogos de paint-ball ou passeios de BTT, moto ou jipe, passando pelo rappel, rafting ou apenas andar de canoa no Douro Internacional são atracções que não nos deixam aborrecer em Felgar. Mas isso, bem isso terá de ficar para outra oportunidade.
Nota: Para quem estiver interessado, podem visitar a Casa de Santa Cruz em www.casadesantacruz.com ou em www.wonderfulland.com
22 janeiro 2007
Pensamento
Nunca fui nada dado a exprimir sentimentos ou estados de espírito onde tristeza ou lamechice possam estar juntas.
Nunca fui pessimista.
Gostei sempre de voar, dar asas à minha imaginação e florir pensamentos positivos, sempre com uma perspectiva optimista da vida em que "ir abaixo" não faz parte do meu léxico.
No entanto, há dias que nos apetece mandar tudo isso às urtigas e... bem, e enterrarmo-nos num buraco, fecharmo-nos numa caixa, esquecer o mundo, esquecer a vida...
NOTA: O texto fica em suspenso. É propositado!
19 janeiro 2007
Seria do frio? Não me parece

Não me enganei. Estive pouco tempo na cidade de Colónia, na Alemanha, e não falei com um único alemão a não ser Ralf Schumacher, piloto de Fórmula da Toyota, mas em inglês. Sinceramente, acho que nem ouvi um ligeiro diálogo naquela língua quase… esquizofrénica.
Cheguei ao final da tarde. A fome levou-me, juntamente com alguns colegas de profissão a atravessar o Reno para ver a catedral de Colónia mais de perto e comer qualquer coisa. Do hotel bastava atravessar uma ponte ferroviária, mas com passeio pedonal.
Subíamos as escadas quando as sirenes se aproximam. Eram os bombeiros. Corriam, não muito depressa, mas corriam. Aqueles fatos anti-fogo não são muito práticos para quem quer fazer os 100 metros em menos de 10 segundos. Começamos, também, a atravessar a ponte, no encalço dos soldados da paz. Soltamos para o ar a possibilidade de alguém se ter lançado para debaixo do comboio e se ter suicidado. Fazemo-lo com pouca convicção, mas à medida que nos aproximamos do centro de toda a acção a ideia começa a ganhar força. Já é de noite, e a visibilidade não é muita. O frio, cortante, quase asfixiante não fosse o casaco quente que me protege, e a chuva não ajudam mas dá para perceber que está um corpo debaixo da primeira composição do comboio. O meu corpo estremece. Não estou enregelado, muito pelo contrário, sinto-me bem quente, mas a crueza com que me apercebo da situação fazem-me tremer.
Dizia, no início, que não me tinha enganado. Pela primeira vez em solo alemão que não apenas aeroportos, comprovei o que pensava. O país transmite uma imagem de austeridade, rigor, severidade. É demasiada formalidade para mim, latino. Gostei bastante do que vi, pouco, mas já foi alguma coisa. Mas continuo a sentir que eles deveriam manter tudo o que têm, mas podiam ser um pouco mais relaxados. É certo que a minha ideia era preconcebida, o que podia não ajudar. O frio que nos corta a pele também não é favorável, mas, mesmo assim, não creio que seja por isso que fiquei com essa sensação.
10 janeiro 2007
Parece que não vou apanhar muito frio
Esta é a terceira apresentação de um monolugar da categoria máxima do automobilismo a nível mundial Já fui duas vezes às da Renault. Aliás, foram as duas que antecederam os campeonatos em que os franceses foram campeões. E este ano vou novamente, no dia 24 deste mês. Mas em vez de ser no Mónaco vai ser em Amsterdão. Será que é um prenúncio para mais uma boa participação da Renault no Mundial de F1? Não sei mas, sinceramente, e aqui entre nós que ninguém nos ouve, não me parece…
Quanto à ida a Colónia, é a primeira vez que vou à Alemanha, sem ser para fazer escala em aeroportos. Sempre tive uma imagem de um país um pouco rude, quase bárbaro, com a arquitectura forte, poderosa, em que edifícios religiosos me despertam sensações bélicas. É verdade que é um país muito grande e que, provavelmente estou completamente errado. Para além disso, a apresentação será no Parque Expo XXI, suponho que entremos num mundo de modernidade. Sinto-me expectante. Tenho vontade de perceber se estou errado ou se as minhas impressões não são infudadas. Não terei muito tempo para o comprovar, na sexta volto para o nosso cantinho, mas tenho a certeza que de alguma coisa me poderei certificar.
Quanto à ida a Amsterdão, vou de manhã e volto à noite. Uma seca portanto. Não poderei, sequer, passar junto aos canais do centro, visitar um pouco que seja, passar por uma coffee shop, provar um chá, fumar um charro. Não o posso fazer? Ali posso! Não quer dizer que o faça, mas e se me apetecer? Sou livre, nada me impede. Não, permitam-me que me corrija. Neste caso não sou. Estou preso pelo tempo. Não será possível dar uma espreitadela sequer, quanto mais recostar-me num sofá e limitar-me a curtir o ambiente.
Mas não importa, vou ver em primeira-mão o carro que tem a responsabilidade de suceder a dois campeões do Mundo. Isso já é fantástico!
Adrenalina total

Trabalhar num jornal semanal é aliciante mas, não temos a calma das publicações mensais, nem o stress dos diários. No entanto, nos últimos dias tenho vivido um lado do jornalismo muito mais intenso através do site específico do Autohoje para o Lisboa-Dakar 2007.
Para além disso, este trabalho não tem sido feito apenas na redacção. Na semana passada, enquanto decorreram as verificações técnicas e documentais dos participantes na grande maratona pude recolher as declarações dos intervenientes portugueses e dos principais candidatos à vitória e, mal tinha matéria, punha-me em contacto com um colega que estava na redacção que, quase de imediato, colocava as declarações proferidas pelos concorrentes online.
25 dezembro 2006
Foi-se o Natal...
19 dezembro 2006
Estamos todos de parabéns
Vi no noticiário da SIC que, mesmo assim, as pessoas que têm acesso à Internet em todo o Mundo ainda são uma minoria mas, de qualquer forma, não deixa de ser uma percentagem cada vez maior e importante.
Este anúncio vem, ainda, provar, mais uma vez, que a Internet é mesmo um novo meio de comunicação completamente diferente dos até à data existentes e que veio mudar radicalmente os hábitos dos cidadãos. É certo que isso se nota mais em certos segmentos de população, mas não deixa de ser uma verdade cada vez mais insofismável.