não sou de fazer resoluções, escrever sobre o ano que aí vem. mas sendo que colectivamente temos de nos preparar para o desastre, quero traçar aqui alguns objectivos pessoais. porque há tanta coisa que nos enche a alma e nos dá vida...
em 2013 quero manter o trabalho e lutar pelo crescimento da empresa.
em 2013 quero continuar a andar de bicicleta, descobrir novos trilhos, deslumbrar-me com magníficas paisagens.
em 2013 quero iniciar-me em provas de estrada. quero ir ao GrandFondo do Gerês (na versão MedioFondo com 95km) e ao GrandFondo Aldeias de Xisto (também na versão MedioFondo).
em 2013 quero continuar a fazer maratonas de BTT. a de Portalegre e outras mais por esse país fora. espero, também, pedalar no país vizinho.
em 2013 quero começar a correr. e vou fazê-lo com a Paixão. devagar, para não custar tanto no início. o objectivo começa por ser a participação na Color Run e, se houver pernas e coragem, talvez estrear-me nos trails. isso, logo se vê.
em 2013 quero ver a sexta temporada de Californication, que está quase a começar.
em 2013 quero rever QOTSA, desta vez no SBSR.
escrevo porque quero, escrevo porque me apetece, escrevo porque sim... e não tem de ser ao domingo de manhã!
30 dezembro 2012
10 outubro 2012
back to the roots
numa crónica no Expresso, Daniel Oliveira, definia o programa de Anthony Bourdain mais como um documentário sociológico do que propriamente um programa culinário. não posso estar mais de acordo.
No Reservations é uma ode à vida e traça o perfil de cada região como poucos. a comida é só o pretexto. escrevo isto a propósito do último episódio que vi. aquele em que o protagonista, o chef de Les Halles, vai para o deserto. e quem é o cícerone? o grande Josh Homme, nascido e criado no deserto da Califórnia, em Rancho de La Luna.
entre tequilha (muita), tortilhas (mexicanas), entrecosto e bons bifes de vaca, os acordes são obra do Sr. QOTSA e toda a mística do deserto é majestosamente transposta para o ecrã.
ao ver o episódio voltei a sentir uma vontade que me consome de arranjar uma Harley, fazer toda a Route 66 e acabar no deserto, entre cobras, calor, a música de Homme e muita tequilha. é uma espécie de procura do original, uma viagem introspectiva ao som de muita guitarra poderosa e desgarrada.
enquanto não o faço, mantenho a versão low-cost, de bicicleta por estradas alentejanas e banda sonora nos ouvidos. não é a mesma coisa, mas já dá para os gastos...
para quem não viu, ficam aqui os vídeos do programa e da música composta por Homme para Mr. Bourdain.
No Reservations é uma ode à vida e traça o perfil de cada região como poucos. a comida é só o pretexto. escrevo isto a propósito do último episódio que vi. aquele em que o protagonista, o chef de Les Halles, vai para o deserto. e quem é o cícerone? o grande Josh Homme, nascido e criado no deserto da Califórnia, em Rancho de La Luna.
entre tequilha (muita), tortilhas (mexicanas), entrecosto e bons bifes de vaca, os acordes são obra do Sr. QOTSA e toda a mística do deserto é majestosamente transposta para o ecrã.
ao ver o episódio voltei a sentir uma vontade que me consome de arranjar uma Harley, fazer toda a Route 66 e acabar no deserto, entre cobras, calor, a música de Homme e muita tequilha. é uma espécie de procura do original, uma viagem introspectiva ao som de muita guitarra poderosa e desgarrada.
enquanto não o faço, mantenho a versão low-cost, de bicicleta por estradas alentejanas e banda sonora nos ouvidos. não é a mesma coisa, mas já dá para os gastos...
para quem não viu, ficam aqui os vídeos do programa e da música composta por Homme para Mr. Bourdain.
29 setembro 2012
Borges, o incompetente
no tempo dos reis é que se usavam cognomes. mas parece que estamos a voltar a essa época, nem que seja para caracterizar o ministro-sombra, com pelouros de tudo e de nada, António Borges.
o homem fez um ataque cerrado à maioria dos portugueses, em particular, aos empresários. chamou-lhes de ignorantes por estarem contra a medida inteligentíssima da TSU. são palavras dele. que tenhamos percebido, só da finança e das empresas de mercados regulados é que não ouve críticas. ou seja, os únicos inteligentes são os bancos, as EDP, as Galp, etc. porque será sr. Borges?
ainda disse que o programa de ajustamento foi feito quando ele ainda estava no FMI. E que está a ser um sucesso porque ninguém pensava que as contas externas já estivessem controladas.
por favor, digam-me que o homem tem umas estatísticas só dele oitentas andou a fumar umas coisas esquisitas antes de falar num fórum onde estava, também, o lírico e intelectual, Miguel Relvas...
se falou a sério, é o velho cenário de que só ele está certo e tem o mundo contra si. ou então é uma claríssima falta de competência... talvez saiba trabalhar nos mercados. mas nem de economia real o homem sabe falar...
P.S.: o homem ainda disse que quem foi contra a TSU nunca passaria do primeiro ano do seu curso na faculdade. será que foi colega do Relvas?
o homem fez um ataque cerrado à maioria dos portugueses, em particular, aos empresários. chamou-lhes de ignorantes por estarem contra a medida inteligentíssima da TSU. são palavras dele. que tenhamos percebido, só da finança e das empresas de mercados regulados é que não ouve críticas. ou seja, os únicos inteligentes são os bancos, as EDP, as Galp, etc. porque será sr. Borges?
ainda disse que o programa de ajustamento foi feito quando ele ainda estava no FMI. E que está a ser um sucesso porque ninguém pensava que as contas externas já estivessem controladas.
por favor, digam-me que o homem tem umas estatísticas só dele oitentas andou a fumar umas coisas esquisitas antes de falar num fórum onde estava, também, o lírico e intelectual, Miguel Relvas...
se falou a sério, é o velho cenário de que só ele está certo e tem o mundo contra si. ou então é uma claríssima falta de competência... talvez saiba trabalhar nos mercados. mas nem de economia real o homem sabe falar...
P.S.: o homem ainda disse que quem foi contra a TSU nunca passaria do primeiro ano do seu curso na faculdade. será que foi colega do Relvas?
28 setembro 2012
dinheiro e saúde
o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida já se comporta como uma qualquer sugadora companhia de seguros. é a sociedade que temos. quem tem seguro de saúde já sabe, atinge o limite e, mesmo estando internado é posto à andar. vá para o público que é para isso que serve. uma comissão de ética agora é que decide quanto tempo alguém merece viver por questões financeiras? que crueldade!!!
que democraciazinha
ainda a questão do segurança do primeiro-ministro que não se deixou filmar por um repórter da TVI. O senhor, de tal forma zeloso dos seus direitos que até se esqueceu que o facto de, no momento, estar a desempenhar funções públicas, num espaço público, se sobrepõe ao direito à sua imagem. Fez aquele estardalhaço todo porque queria identificar um estudante que assobiou e insultou Pedro Passos Coelho. afinal, o nosso PM não tolera um piropo?
05 setembro 2012
uma nova fase
estou prestes a terminar o meu primeiro artigo sobre ciclismo. espero que venha aí uma boa e positiva fase...
24 agosto 2012
emprego, a quanto obrigas
uma pessoa vê um anúncio de emprego para jornalista. candidata-se por mail, como solicitado. passam-de alguns dias e recebe um sms. neste solicita-se que o candidato telefone para agendar entrevista. com tantas poupanças por parte de quem contrata, parece-me que ainda vão cobrar ordenado para a pessoa trabalhar...
20 julho 2012
19 julho 2012
adiós México
guácamole
quesadillas
Maya
Cobà
nachos
playa
Caribe
tortugas
tropical
piña
mojito
piña colada
tequilla
cocktail
palma
História
felicidad
amor
pasión
chili
fajitas
que férias! venha a segunda parte! :)
quesadillas
Maya
Cobà
nachos
playa
Caribe
tortugas
tropical
piña
mojito
piña colada
tequilla
cocktail
palma
História
felicidad
amor
pasión
chili
fajitas
que férias! venha a segunda parte! :)
03 julho 2012
isto é um bocado estranho, não é?
a RTP, canal de serviço público, apadrinha e dá cobertura a uma iniciativa que só serve para meia dúzia de pessoas ganhar bom dinheiro e inflaccionar os preços de determinados produtos e locais. sim, refiro-me às 7 maravilhas de tudo e mais alguma coisa. as últimas são as praias...
houve um alarido tremendo (que eu apoiei) na candidatura do fado a património da humanidade.
o mesmo aconteceu quando o mesmo aconteceu com Évora, Douro vinhateiro ou Guimarães.
o sercretário de Estado revela estranheza, ou surpresa, com a atribuição do mesmo estatuto a Elvas.
há aqui qualquer coisa de estranho, não há?
houve um alarido tremendo (que eu apoiei) na candidatura do fado a património da humanidade.
o mesmo aconteceu quando o mesmo aconteceu com Évora, Douro vinhateiro ou Guimarães.
o sercretário de Estado revela estranheza, ou surpresa, com a atribuição do mesmo estatuto a Elvas.
há aqui qualquer coisa de estranho, não há?
11 junho 2012
televisão low cost
os três canais de informação passam os serões com programas dedicados ao Euro. as televisões generalistas e em sinal aberto só falam do Euro. mas não passam disso. quando foi necessário abrirem os cordões à bolsa e investirem nos direitos para transmitirem os jogos, assobiaram para o lado e limitaram-se a ficar com as partidas da Selecção mais algumas entre outras formações nacionais.
e fiquemos por aqui. é uma espécie de televisão preguiçosa e low cost. passam o tempo a relatar e a reportar futilidades. felizmente, o rácio melhorou e, com o início da competição, começaram a dar mais atenção ao jogo da bola propriamente dito. ainda assim, limitam-se a falar e não a mostrar.
mandam jornalistas para a Polónia e a Ucrânia, enchem os estúdios de comentadores. está feito. foi uma excelente forma de dar emprego, ainda que por umas semanas, a treinadores e ex-jogadores sem trabalho.
mas será que é só no futebol que isto acontece? infelizmente não. a Síria está praticamente em estado de guerra civil. as implicações a nível internacional são imensas. o que faz a maioria dos OCS nacionais? não manda jornalistas para fazerem a cobertura. arranja especialistas nacionais que comentem a partir do estúdio. mais cómodo, mais barato, mas não necessariamente melhor para informar as pessoas.
e por aí adiante. bem sei que vivemos uma época em que as dificuldades financeiras são gerais e os meios de comunicação social não são alheios à crise que se vive. mas, depois, vemos estes absurdos com não sei quantas mil equipas a acompanharem os jogadores de Portugal para todo o lado (sem que isso represente valor informativo) mas muitos jogos não passam em canal aberto...
é o que temos...
e fiquemos por aqui. é uma espécie de televisão preguiçosa e low cost. passam o tempo a relatar e a reportar futilidades. felizmente, o rácio melhorou e, com o início da competição, começaram a dar mais atenção ao jogo da bola propriamente dito. ainda assim, limitam-se a falar e não a mostrar.
mandam jornalistas para a Polónia e a Ucrânia, enchem os estúdios de comentadores. está feito. foi uma excelente forma de dar emprego, ainda que por umas semanas, a treinadores e ex-jogadores sem trabalho.
mas será que é só no futebol que isto acontece? infelizmente não. a Síria está praticamente em estado de guerra civil. as implicações a nível internacional são imensas. o que faz a maioria dos OCS nacionais? não manda jornalistas para fazerem a cobertura. arranja especialistas nacionais que comentem a partir do estúdio. mais cómodo, mais barato, mas não necessariamente melhor para informar as pessoas.
e por aí adiante. bem sei que vivemos uma época em que as dificuldades financeiras são gerais e os meios de comunicação social não são alheios à crise que se vive. mas, depois, vemos estes absurdos com não sei quantas mil equipas a acompanharem os jogadores de Portugal para todo o lado (sem que isso represente valor informativo) mas muitos jogos não passam em canal aberto...
é o que temos...
08 junho 2012
bola na relva
hoje começa mais um Euro 2012. apesar da crise, das críticas à equipa nacional e todo o circo em seu torno, eu sou daqueles que, amanhã, se vai sentar à frente da tv e esperar uma grande partida frente a Alemanha.
há muitos anos que não ligava tão pouco a um campeonato de selecções, mas agora há que aproveitar e esperar bons espectáculos... mas sem desligar do Mundo. Porque a crise continua, porque o desemprego é enorme, porque há uma minoria que continua a ganhar muito dinheiro e a fazer com que o sistema se mantenha, porque morrem muitos inocentes na Síria...
vamos gritar golo, mas terminados os 90 minutos (ou o prolongamento ou os pénaltis nas fases a eliminar) acaba-se a bola. porque a vida não é só isso.
há muitos anos que não ligava tão pouco a um campeonato de selecções, mas agora há que aproveitar e esperar bons espectáculos... mas sem desligar do Mundo. Porque a crise continua, porque o desemprego é enorme, porque há uma minoria que continua a ganhar muito dinheiro e a fazer com que o sistema se mantenha, porque morrem muitos inocentes na Síria...
vamos gritar golo, mas terminados os 90 minutos (ou o prolongamento ou os pénaltis nas fases a eliminar) acaba-se a bola. porque a vida não é só isso.
07 junho 2012
05 junho 2012
ora esta... ladies and gentlemen, Mr. Johnny Depp on the guitar
The Black Keys são assombrosos em palco. anseio pelo concerto em Portugal. mas na última gala da MTV, este duo do rock teve, tão só e somente, o multifacetado actor... JOHNNY DEPP!
que surpresa, que espectáculo! aproveitem!
que surpresa, que espectáculo! aproveitem!
04 junho 2012
critérios senhor, são critérios
estou fartinho de ver imagens do autocarro da Selecção em andamento (valor informativo nulo), da partida do avião que levou a equipa nacional para a Polónia (valor informativo nulo) ou aquelas pseudo-reportagens dos bastidores da formação das quinas no estágio que não servem para mais nada do que fazer dos jornalistas que as fazem amiguinhos das estrelas da bola e não passam de voeyurismo puro.
mas adiante. vivemos um tempo em que estamos em crise. não há dinheiro para nada. no jornalismo, tal argumento serve para duas coisas: despedir jornalistas e impedi-los de fazerem o seu trabalho, ou seja, reportagens, procurarem notícias, etc. pois parece que lá fora as coisas são um bocadinho diferentes. a julgar pelas reportagens de alguns dos nossos jornalistas desportivos, a Selecção portuguesa tem sido alvo da atenção de inúmeros meios de comunicação internacionais. também por isso, a sala de imprensa no estágio da equipa lusa na Polónia vai ser enorme. todos fazem o trabalho de casa e, apesar da crise mando jornalistas para verem como as outras equipas estão a trabalhar.
nós, por cá, estamos limitados a dizer os resultados das equipas com as quais a Selecção vai jogar (Alemanha, Holanda e Dinamarca) e a dar as reportagens dos bastidores, tão ricas em informação. como jogam os adversários, quem são os seus jogadores, que tipo de preparação fazem, isso não interessa para nada.
a cobertura de um grande evento desportivo resume-se, por isso, a acompanhar as futilidades. tal como acontece na maioria dos acontecimentos políticos. e, infelizmente, parte da culpa é do jornalismo que se pratica...
actualização às 21h26: depois de ter escrito este texto pude ver que a TVI acompanhou a viagem do avião da Selecção através de uma daquelas aplicações para tablets que nos dão os percursos dos aviões. a SIC optou por transmitir a aterragem desse mesmo avião e o jornalista fez uma espécie de relato como se de um jogo de futebol se tratasse. tudo informação importante... ou não.
mas adiante. vivemos um tempo em que estamos em crise. não há dinheiro para nada. no jornalismo, tal argumento serve para duas coisas: despedir jornalistas e impedi-los de fazerem o seu trabalho, ou seja, reportagens, procurarem notícias, etc. pois parece que lá fora as coisas são um bocadinho diferentes. a julgar pelas reportagens de alguns dos nossos jornalistas desportivos, a Selecção portuguesa tem sido alvo da atenção de inúmeros meios de comunicação internacionais. também por isso, a sala de imprensa no estágio da equipa lusa na Polónia vai ser enorme. todos fazem o trabalho de casa e, apesar da crise mando jornalistas para verem como as outras equipas estão a trabalhar.
nós, por cá, estamos limitados a dizer os resultados das equipas com as quais a Selecção vai jogar (Alemanha, Holanda e Dinamarca) e a dar as reportagens dos bastidores, tão ricas em informação. como jogam os adversários, quem são os seus jogadores, que tipo de preparação fazem, isso não interessa para nada.
a cobertura de um grande evento desportivo resume-se, por isso, a acompanhar as futilidades. tal como acontece na maioria dos acontecimentos políticos. e, infelizmente, parte da culpa é do jornalismo que se pratica...
actualização às 21h26: depois de ter escrito este texto pude ver que a TVI acompanhou a viagem do avião da Selecção através de uma daquelas aplicações para tablets que nos dão os percursos dos aviões. a SIC optou por transmitir a aterragem desse mesmo avião e o jornalista fez uma espécie de relato como se de um jogo de futebol se tratasse. tudo informação importante... ou não.
02 junho 2012
tradição e velhos hábitos
quando o despertador tocou, o relógio pouco passava das 7 horas. uma hora pouco habitual para levantar ao sábado mas com boas ideias em mente. depois de ir levar o meu irmão ao trabalho, eu e a Paixão fomos ao mercado. o pequeno-almoço não podia ser outra coisa senão massa frita (aquilo que no resto do país chamam de farturas e na terra da minha avó é brinhol) e café de saco. comi que me consolei antes de uma périplo pelas bancas do mercado que, aos sábados, funciona em pleno.
fiquei com vontade de uns carapaus fritos com arroz de tomate, mas as compras não passaram pelo peixe. trouxemos cerejas de S. Julião (menos conhecidas mas tão boas como as da Gardunha), um belo queijo seco, e outros horto-frutícolas, quase todos eles de produção própria dos vendedores. a saber: cenouras, courgetes, maçãs, tomates, cebolas com pé, espinafres e só não trouxemos ovos porque desses temos oferecidos pelos pais.
o ambiente num mercado é fresco, saudável e, se soubermos lidar com as sugestões dos vendedores - que passam o tempo a tentar vender mais qualquer coisa - então podemos trazer muitos produtos com mais sabor do que aqueles que encontramos nos hipermercados (muitas vezes têm frutas e legumes ainda verdes só para cumprirem o calibre) e por menos dinheiro. acreditem, dos produtos que compramos mais cá para casa, tomates e maçãs, trouxemos, desta vez, a preços bem mais convidativos e sem recurso aos 99 cêntimos. Ali, os valores são quase sempre certos, não custa 1,29€ mas 1,30.
feitas as compras ainda o dia estava a começar e, por isso, que tal uma incursão a Espanha, à vila onde fui um sem número de vezes quando era miúdo. e ao provar uma fatia de presunto da qualidade que acabei por trazer para casa, recuei 25 anos e dei por mim a comer um "bocadillo de jamon" preparado pelos meus pais junto a uma fonte.
foi tão intenso que não pude deixar de trazer uns gramas, juntamente com uns pimentos do piquilho e, claro está, um pão em formato de cacete. viciados em hojaldre de chocolate, não resistimos e tivemos de comprar a variante com ovo, só para provar.
pouco passava das 11 horas e já tanta coisa feita. inclusivamente, mais uns preparativos para o casório. se ainda não era tempo de voltar à mesa para almoçar, ora que bela ideia tomar café com os pais e dar dois dedos de conversa. entretanto aproveitámos para mais comprar mais uns ingredientes que servirão de experiência para o jantar...
foi uma magnífica manhã de sábado que culminou em casa com o almoço. depois da sopa de feijão verde, um sumo natural de melância e morango foi o acompanhamento perfeito para um petisco ibérico, com queijo seco da serra de S. Mamede, presunto pata negra e pão espanhol. para tal terminar, café (português, Delta, só podia ser assim) e o dito hojaldre de ovo. delicioso.

com a barriga cheia e meio dia bem passado, o corpo pediu uma sesta e eu fiz-lhe a vontade. foram 40 minutos retemperadores. agora até ia, novamente, laurear a pevide e jantar ao outro lado da fronteira num programa idealizado com mais uns amigos há já bastante tempo. mas isso vai ter de ficar para outro fim‑de‑semana porque há amigos que trabalham, o irmão também e hoje não pode haver noitadas porque, amanhã, o despertador vai voltar a tocar bem cedo, de madrugada mesmo... às 6 horas da matina!!!
p.s. - bem, se calhar agora convém embrenhar-me um bocadinho nas páginas do mestrado.
fiquei com vontade de uns carapaus fritos com arroz de tomate, mas as compras não passaram pelo peixe. trouxemos cerejas de S. Julião (menos conhecidas mas tão boas como as da Gardunha), um belo queijo seco, e outros horto-frutícolas, quase todos eles de produção própria dos vendedores. a saber: cenouras, courgetes, maçãs, tomates, cebolas com pé, espinafres e só não trouxemos ovos porque desses temos oferecidos pelos pais.
o ambiente num mercado é fresco, saudável e, se soubermos lidar com as sugestões dos vendedores - que passam o tempo a tentar vender mais qualquer coisa - então podemos trazer muitos produtos com mais sabor do que aqueles que encontramos nos hipermercados (muitas vezes têm frutas e legumes ainda verdes só para cumprirem o calibre) e por menos dinheiro. acreditem, dos produtos que compramos mais cá para casa, tomates e maçãs, trouxemos, desta vez, a preços bem mais convidativos e sem recurso aos 99 cêntimos. Ali, os valores são quase sempre certos, não custa 1,29€ mas 1,30.
feitas as compras ainda o dia estava a começar e, por isso, que tal uma incursão a Espanha, à vila onde fui um sem número de vezes quando era miúdo. e ao provar uma fatia de presunto da qualidade que acabei por trazer para casa, recuei 25 anos e dei por mim a comer um "bocadillo de jamon" preparado pelos meus pais junto a uma fonte.
foi tão intenso que não pude deixar de trazer uns gramas, juntamente com uns pimentos do piquilho e, claro está, um pão em formato de cacete. viciados em hojaldre de chocolate, não resistimos e tivemos de comprar a variante com ovo, só para provar.
pouco passava das 11 horas e já tanta coisa feita. inclusivamente, mais uns preparativos para o casório. se ainda não era tempo de voltar à mesa para almoçar, ora que bela ideia tomar café com os pais e dar dois dedos de conversa. entretanto aproveitámos para mais comprar mais uns ingredientes que servirão de experiência para o jantar...
foi uma magnífica manhã de sábado que culminou em casa com o almoço. depois da sopa de feijão verde, um sumo natural de melância e morango foi o acompanhamento perfeito para um petisco ibérico, com queijo seco da serra de S. Mamede, presunto pata negra e pão espanhol. para tal terminar, café (português, Delta, só podia ser assim) e o dito hojaldre de ovo. delicioso.

com a barriga cheia e meio dia bem passado, o corpo pediu uma sesta e eu fiz-lhe a vontade. foram 40 minutos retemperadores. agora até ia, novamente, laurear a pevide e jantar ao outro lado da fronteira num programa idealizado com mais uns amigos há já bastante tempo. mas isso vai ter de ficar para outro fim‑de‑semana porque há amigos que trabalham, o irmão também e hoje não pode haver noitadas porque, amanhã, o despertador vai voltar a tocar bem cedo, de madrugada mesmo... às 6 horas da matina!!!
p.s. - bem, se calhar agora convém embrenhar-me um bocadinho nas páginas do mestrado.
29 maio 2012
afinal precisamos de mais umas empresas. os boys são muitos...
o nosso PM entrou com tudo quando ganhou as eleições. disse logo que iria acabar com algumas empresas públicas que só davam prejuízo. mas, se calhar, isso dava muito trabalho, porque em algumas estão... amigos. então o que fazer? este Governo decidiu... criar mais empresas!!! brilhante!!!
estas empresas vão vender água. já não nos chegava as inúmeras companhias a operarem nessa área que todos nós temos dúvidas da sua real utilidade para além de albergarem os boys dos partidos (quais sem-abrigo)...
e como se não bastasse, Passos arranja mais uns lugares para os Catroga desta vida e ainda faz com que todos no país paguem 2,5 a 3€ por metro cúbico de água. se pensarmos que há regiões em que a água custa apenas um euro, está claro que vai haver muita gente a ganhar dinheiro à conta de, mais uma vez, todos nós.
não chega já de nos mandarem areia para os olhos???
estas empresas vão vender água. já não nos chegava as inúmeras companhias a operarem nessa área que todos nós temos dúvidas da sua real utilidade para além de albergarem os boys dos partidos (quais sem-abrigo)...
e como se não bastasse, Passos arranja mais uns lugares para os Catroga desta vida e ainda faz com que todos no país paguem 2,5 a 3€ por metro cúbico de água. se pensarmos que há regiões em que a água custa apenas um euro, está claro que vai haver muita gente a ganhar dinheiro à conta de, mais uma vez, todos nós.
não chega já de nos mandarem areia para os olhos???
vendedor de luxo
Cavaco é PR mas a avaliar pelo seu comportamento nas visitas de Estado, o homem não sabe o que é isso. neste passeio pelo Oriente, o sr. de Boliqueime foi um mero delegado comercial. se assim é, proponho que deixe de receber qualquer ordenado, disponha de carro e telemóvel próprios e apenas receba comissões das vendas. se fizer um bom trabalho ganhará, certamente, mais, pois este Governo está doidinho para se desfazer de muito património e empresas, como o caso da TAP...
16 maio 2012
desabafos
bastou os números começarem a resvalar para o nosso Pm deixar de andar de peito feito a dizer que cumprimos "custe o que custar" e remeter-se ao silêncio. hoje nem piou quando o confrontaram com os números do desemprego. já são quase 15% com uma excelente oportunidade para mudar de vida.
um especialista em emprego/trabalho, Luís Bento, disse hoje que não há trabalhadores a mais na Função Pública. há, sim, gente a mais a trabalhar para os órgãos de soberania e não a trabalhar para os cidadãos. boa parte são resquícios dos que entraram com novos elencos governamentais e foram ficando quando estes deixaram o poder. porque, infelizmente, quem manda preocupa-se em ter mais um motorista novo do que reforçar serviços sem capacidade de resposta para as populações.
o embuste que está na Segurança Social, diz que o desemprego é o maior problema nacional. a avaliar pelas prioridades do Governo, isso não é verdade. ainda assim, diz que os mecanismos de protecção social existem precisamente para isso, para proteger quem teve a infelicidade de ficar sem emprego. esqueceu-se foi de dizer que, desde que trocou a Vespa pelo Audi A8, que tem reduzido os orçamentos desses mesmos mecanismos.
e podia continuar a mandar postas de pescada. mas já estou fartinho...
um especialista em emprego/trabalho, Luís Bento, disse hoje que não há trabalhadores a mais na Função Pública. há, sim, gente a mais a trabalhar para os órgãos de soberania e não a trabalhar para os cidadãos. boa parte são resquícios dos que entraram com novos elencos governamentais e foram ficando quando estes deixaram o poder. porque, infelizmente, quem manda preocupa-se em ter mais um motorista novo do que reforçar serviços sem capacidade de resposta para as populações.
o embuste que está na Segurança Social, diz que o desemprego é o maior problema nacional. a avaliar pelas prioridades do Governo, isso não é verdade. ainda assim, diz que os mecanismos de protecção social existem precisamente para isso, para proteger quem teve a infelicidade de ficar sem emprego. esqueceu-se foi de dizer que, desde que trocou a Vespa pelo Audi A8, que tem reduzido os orçamentos desses mesmos mecanismos.
e podia continuar a mandar postas de pescada. mas já estou fartinho...
Subscrever:
Mensagens (Atom)